Arquivo diários:28 de fevereiro de 2020

Cidade de São Paulo volta a despertar para prédios altos

Maior metrópole da América Latina ficou quase 4 décadas sem construir edifícios com mais de 100 metros de altura

Figueira Altos do Tatuapé é um marco para a região

As tragédias desencadeadas pelos incêndios nos edifícios Andraus, em 1972, e Joelma, em 1974, inibiram a construção de edifícios altos em São Paulo-SP. A maior cidade da América Latina ficou praticamente 4 décadas sem construir prédios com mais de 30 pavimentos ou que ultrapassassem os 100 metros de altura – sobretudo, os residenciais. Porém, a escassez de terrenos e a necessidade de renovar o estoque de imóveis – sejam residenciais ou corporativos – recolocam o território paulistano na rota dos projetos de grandes arranha-céus.

Em 2019, planos de construir edifícios altos foram desengavetados, principalmente em bairros das regiões sul e leste da cidade. A expectativa é de que para 2020 projetos semelhantes ganhem corpo em São Paulo-SP. Dados do Secovi-SP mostram que, em 2019, 36 mil unidades começaram a ser construídas em futuros prédios residenciais da cidade. O organismo diz ser o maior número desde 2004. Boa parte destas edificações terá mais de 100 metros de altura quando concluídas. Um exemplo está na zona leste, no bairro Tatuapé: o Figueira Altos, com 52 pavimentos, 170 metros de altura e que será entregue em 2021.

Quando pronto, o prédio se tornará o mais alto residencial da cidade de São Paulo, se igualando ao mais alto comercial, que é o Palácio W. Zarzur – popularmente chamado de Mirante do Vale. Para o engenheiro civil e professor da Universidade Secovi-SP, Hamilton de França Leite Júnior, ainda falta uma legislação que possibilite a São Paulo crescer verticalmente. “São necessárias legislações urbanísticas baseadas em critérios técnicos sem preceitos ideológicos, que permitam construir edifícios superaltos em algumas regiões, localizadas fora dos corredores de tráfego aéreo”, salienta.

Região próxima da Radial Leste vai concentrar novos edifícios altos de São Paulo-SP

Para o professor, o governo municipal erra ao não incentivar edifícios superaltos em São Paulo-SP. “A cidade deseja esse tipo de edificação, tem recursos financeiros e capacidade técnica e empresarial. Talvez falte visão, no sentido de aprovar legislações que permitam a verticalização. Deveria haver incentivos e parcerias público-privadas, com o objetivo de suplantar os custos adicionais inerentes a este tipo de empreendimento. Os prédios superaltos são, hoje, símbolos urbanos contemporâneos”, reforça. 

Por enquanto, para conseguir transpor as barreiras impostas pelo município, as construtoras têm recorrido a projetos antigos que já haviam sido aprovados na prefeitura paulistana, a alvarás especiais e, em alguns casos, a decisões judiciais favoráveis à construção de prédios altos. A Porte Engenharia, por exemplo, se vale de projetos legalizados antes da entrada em vigor do plano-diretor da cidade de São Paulo, que ocorreu em 2014. O Figueira Altos é de 2013. Já o Platina 220, que pertence à mesma construtora, é um empreendimento em uma área especial da cidade – o chamado Eixo Platina -, que é uma faixa paralela à Radial Leste onde estão autorizadas as construções de edifícios altos. 

O Platina 220 terá 46 andares de salas corporativas e, contando com outros pavimentos para abrigar hotel, cinemas e teatro,  sua altura vai ultrapassar os 170 metros e superar o Mirante do Vale, tornando-se o edifício comercial mais alto de São Paulo-SP. A previsão é que fique pronto em 2022, a um custo de 1,9 bilhão de reais.

Veja quais são os prédios mais altos em cada estado do Brasil

Entrevistados
Engenheiro civil e professor da Universidade Secovi-SP, Hamilton de França Leite Júnior
Porte Engenharia e Urbanismo (via assessoria de imprensa)

Contato
hl@hamiltonleite.com.br
marketing@porte.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Saiba quais são as 10 maiores obras em execução no mundo

Aereoporto Internacional de Dubai

Lista inclui aeroportos, linhas de trem, cidade industrial, parque, canais de irrigação e estação espacial

Os países árabes e a China são atualmente as regiões do mundo que mais concentram grandes obras, juntamente com Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Líbia. Essas nações empreendem atualmente os 10 maiores megaprojetos de engenharia civil em execução no mundo. São construções que, somadas, têm orçamentos que passam de 400 bilhões de dólares.

A expansão do aeroporto internacional Al Maktoum, em Dubai, prevista para ser concluída em 2030, está entre as 10 maiores obras de infraestrutura do mundo. O aeroporto poderá receber 130 milhões de passageiros por ano e 200 aeronaves por hora. As obras envolvem uma área de 34 km², a um custo de 36 bilhões de dólares.

O tamanho da obra do Al Maktoum só é inferior à do aeroporto internacional de Pequim. A primeira fase foi concluída para as Olimpíadas de 2008. A etapa de expansão, programada para ser concluída em 2025, está estimada em 17,47 bilhões de dólares. O projeto é da arquiteta Zaha Hadid, que morreu em 2016.  

Outra obra em Dubai que também surge na lista de grandes construções globais é a Dubailand – o parque temático da Walt Disney nos Emirados Árabes. Trata-se de um empreendimento com 1.393 hectares de área construída (13.930.000 m²) ao custo de 64 bilhões de dólares. A construção inclui o projeto do maior hotel do mundo, com 6.500 quartos, e um shopping de 929 milm². A conclusão está prevista para 2025.

Também entra na lista a Jubail II, que começou a ser construída em 2014 e será a nova cidade industrial da Arábia Saudita, com capacidade para receber 100 plantas industriais. A obra, calculada em 11 bilhões de dólares, será autossuficiente em energia e abastecimento de água, graças a uma usina capaz de dessalinizar 800 mil m³ de água do mar por dia e uma refinaria de petróleo com capacidade para 350 mil barris por dia. A obra estará acoplada a um amplo complexo rodoviário e ferroviário e deve ser concluída em 2024.

Expansão da estação espacial internacional é a obra mais cara do planeta

A expansão da estação espacial internacional também aparece entre as 10 maiores obras do mundo, e com uma peculiaridade: é a mais cara do planeta, com custo estimado de 66 bilhões de dólares. O orçamento é rateado por um consórcio de 15 países e gerenciado por 5 agências espaciais. A expansão é necessária para que novas viagens à Lua e a planejada missão Marte possam se tornar realidade.

A estação espacial internacional pode perder o título de obra mais cara conforme o canal de transferência de água sul-norte, na China, avança. A primeira fase, concluída em 2014, já consumiu 17,5 bilhões de dólares. Ao todo são quatro canais, sendo que o de menor extensão, e que foi concluído há 6 anos,  percorre 965 quilômetros. O mais longo alcançará quase 2 mil quilômetros. Quando a obra estiver 100% concluída, em 2050, poderá ter consumido 80 bilhões de dólares. O objetivo é transferir 44,8 bilhões de m³ de água por ano dos rios Yangtsé, Amarelo, Huaihu e Haihe, para abastecer as regiões sem recursos hídricos do país.

Outro projeto de irrigação que aparece na lista das maiores obras do mundo em execução é o que está em curso na Líbia. Batizado de “Great Man-Made River” (grande rio feito pelo homem), o projeto se propõe a irrigar mais de 350.000 acres de terra arável e aumentar o fornecimento de água potável para os centros urbanos do país. A construção industrializada do concreto é que viabiliza a obra, que se estende por quase 4 mil quilômetros e se propõe a transportar 2 milhões de m³ de água por dia. A fonte é o aquífero subterrâneo de Núbio. O projeto está programado para ser concluído em 2030, a um custo de 26,5 bilhões de dólares.

Inglaterra, Estados Unidos e Japão investem em linhas férreas urbanas

Na Europa, destaca-se o Crossrail. Trata-se de um trem que percorrerá 108 quilômetros, dos quais 21 de forma subterrânea, sob túneis de concreto. O plano é ligar o leste de Londres com a região oeste da capital inglesa. A obra está atrasada. Deveria entrar completamente em funcionamento em 2019, mas foi adiada para 2021. O orçamento também estourou. Já se aproxima dos 30 bilhões de dólares, dos 23 bilhões previstos inicialmente. 

Outra linha férrea inclusa na relação das grandes obras é a que será inaugurada em 2029, na Califórnia-EUA, e que conectará as 10 maiores cidades do estado norte-americano. O projeto em construção é o de um trem de alta-velocidade, batizado de California High-Speed Rail Authority. Orçada inicialmente em 64 bilhões de dólares, a obra já está em 80,3 bilhões de dólares. O plano é inaugurar o principal trecho, de Los Angeles a São Francisco, em 2022. 

Mais uma linha de trem-bala em construção é a que ligará Tóquio a Nagoya, no Japão, com percurso de 286 quilômetros. Essa primeira fase da Chuo Shinkansen será concluída em 2027. Outra etapa da obra será estendida até Osaka. O equipamento usará a tecnologia de levitação magnética (também conhecido como maglev) e promete ser o trem mais rápido do mundo. O trajeto Tóquio-Nagoya está projetado para ser percorrido em 40 minutos. O trem-bala terá 86% de sua linha em túneis subterrâneos. O custo da obra é estimado em 27,2 bilhões de dólares. 

Entrevistados
Departamentos de comunicação dos gestores das obras

Contato
communications@dubaiairports.ae
info@daxing-pkx-airport.com
info@dubailand.gov.ae
bremb@mofa.gov.sa
gary.j.jordan@nasa.gov
cesc@cppcc.gov.cn
emblibia@terra.com.br
pressoffice@crossrail.tfl.gov.uk
info@hsr.ca.gov
intnldiv@jftc.go.jp 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/