Arquivo mensais:março 2020

Covid-19: Governo garante contratações com recursos do FGTS em 2020

 

As contratações de habitação de interesse social, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estão garantidas até o final do ano, a partir da Portaria 761/2020 do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A normativa regulamenta os desembolsos com recursos do Orçamento-Geral da União (OGU) para o exercício de 2020. Essa sinalização é essencial para a sobrevivência das empresas e vinha sendo pleiteada pela CBIC.  “O MDR está de parabéns pela rapidez na edição da portaria, competência e sensibilidade do ministro Rogerio Marinho”, afirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

“Era algo desejado pelo setor desde o final dezembro de 2019. Ela dá um pouco mais de tranquilidade a todos nós”, reforça o presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social da CBIC, Carlos Henrique Passos.

De acordo com a portaria, para as contratações de financiamentos com pessoas físicas realizadas a partir do ateste, pela autoridade competente, do esgotamento da disponibilidade orçamentária e financeira previstas Lei n. 13.978, de 17 de janeiro de 2020, para o aporte de recursos do OGU previsto no art. 2º, I da Lei nº 11.977/2009, a política de concessão de descontos em tais financiamentos será executada exclusivamente com os recursos de que trata a Resolução nº 955/2020, do Conselho Curador do FGTS, que reformula os orçamentos financeiro, operacional e econômico do FGTS para o exercício de 2020, e o orçamento plurianual de aplicação para o período 2021-2023.

Fonte: https://cbic.org.br/

Linha 2-Verde do Metrô será a maior do sistema com a chegada até a Penha

Nesta segunda-feira, 30 de março de 2020, o Via Trolebus divulgou informações de uma das construtoras que o prazo de finalização por parte da construtora é de 6,5 anos, após os inícios dos trabalhos de expansão da Linha 2-Verde, da Vila Prudente até a Penha.

Seguindo na repercussão, a publicação lembra de um fato interessante: Quando a expansão para a Penha estiver concluída, a Linha 2-Verde terá 23 km de extensão, com 22 estações, e será a linha maior do sistema, deixando para trás a Linha 3-Vermelha, que liga Itaquera até a Barra Funda, que conta com 22 km.

Túnel de via dupla

A empresa da conta de que uma máquina de perfuração de túnel EPB (Earth Pressure Shields) deve ser utilizada, com um diâmetro de escavação de 11,65m, para um túnel de via dupla. Na seção de estações, a estação subterrânea de Vila Formosa começará com um grande poço circular de quarenta e quatro metros de diâmetro e quarenta e três de profundidade.

Após a escavação, o maquinário deverá ser montando e seguir com os trabalhos rumo a Penha.

Prazos

A previsão é que a expansão até Penha seja concluída em 2026, conectando o ramal à Linha 3-Vermelha. Os trabalhos vão envolver a construção de mais 8,3 km e oito novas estações.

Serão investidos R$ 6 bilhões em recursos exclusivos do Estado para a elaboração dos projetos, desapropriações e execução das obras civis deste trecho.

Fonte: https://viatrolebus.com.br/

Construção civil está na contramão da crise gerada pelo corona vírus

Ao contrário de vários setores, a construção civil em Minas não foi paralisada | Crédito: Charles Silva Duarte

 

Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha paralisado diversas atividades pelo País, a construção civil mineira continua a todo vapor, uma vez que as proibições de funcionamento não abrangem o segmento no Estado. Diante desse cenário, as previsões mais pessimistas ainda não chegaram ao setor.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, as obras paradas no Estado não chegam a “1% ou 2%”.

O presidente do Sinduscon-MG garante, contudo, que diversas medidas de segurança têm sido tomadas na área, como as que envolvem trabalho home office, concessão de férias coletivas, flexibilização da jornada, afastamento dos indivíduos que se encaixam nos grupos de riscos, entre outras.

Além disso, lembra ele, em relação às pessoas que trabalham diretamente nas obras, elas estão sendo monitoradas de perto, tendo a temperatura medida quando chegam aos locais, atuando com um espaço físico de distância e demais cuidados indispensáveis no dia a dia.

Dessa forma, o setor tem conseguido manter a normalidade na medida do possível e ainda não fala em demissões em massa, grandes perdas financeiras ou cortes substanciais em investimentos. A situação seria bem diferente, no entanto, segundo Geraldo Jardim Linhares Júnior, se as atividades parassem. “A continuidade é importante. Se pararmos, teremos problemas sociais e financeiros. A maioria das empresas do segmento é pequena, não terá condições de arcar com tudo o que precisa”, salienta.

Embora o cenário hoje no setor ainda não esteja apontando para números negativos por todos os lados, isso não quer dizer que não exista uma preocupação com o futuro do segmento. O presidente do Sinduscon-MG ressalta que as condições macroeconômicas poderão interferir na área, dependendo de como ficará o quadro brasileiro e estadual com a pandemia do novo coronavírus.

“Esse futuro nos preocupa. Ainda não sabemos com exatidão como será daqui para frente. É preciso que as pessoas tenham confiança para comprar a casa própria”, destaca ele.
No entanto, mesmo se as vendas diminuírem, ainda não se pode falar em excesso de oferta de imóveis na capital mineira. Isso porque, de acordo com Linhares Júnior, Belo Horizonte está com estoques muito baixos.

Futuro – Esse cenário de preocupação com o futuro e com a venda de imóveis também é apontado pela vice-presidente das administradoras de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira.

Contudo, ela lembra que o setor é muito dinâmico e se adapta a cenários diversos. Além disso, diz ela, como há muito tempo não se via um bom número de obras, os imóveis novos tenderão a já ter clientes.

Essa adaptação mencionada por Flávia Vieira pode ser vista em diferentes frentes. Uma delas está em alguns tipos de compradores que se intensificam neste momento. De acordo com a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG, já se vê um movimento de pessoas que estão deixando outros investimentos, devido à crise econômica, para focarem os imóveis. “É uma tendência natural. O imóvel é um ativo que não perde valor e dá muita segurança”, diz ela.

Além disso, os próprios corretores e interessados nas compras continuam fechando negócios. Agora, por meio das visitas virtuais. Os corretores vão até os locais, realizam videochamadas, mostram detalhes do imóvel e acabam comercializando o produto.
Flávia Vieira lembra que esse tipo de transação, entretanto, é realizada com clientes específicos, que já estavam à procura de imóveis, haviam visitado alguns lugares, conhecem bem determinados bairros, entre outras características.

“O mercado travou um pouco, mas não está paralisado. Os negócios estão acontecendo. No entanto, existe, sim, a preocupação do segmento com a crise que está instalada”, analisa a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG.

O diretor da PHV Engenharia, Marcos Paulo Alves, também destaca que, assim como as obras da construção civil, os negócios no setor não tendem a parar, inclusive por causa da insegurança econômica. “O investidor procura algo seguro e, aliado a isso, temos as baixas taxas de juros, não só no Brasil. Acredito que terá demanda para o mercado imobiliário”, diz ele.

No entanto, não são em todos os locais do Brasil que as atividades de construção civil estão sendo permitidas. A MRV Engenharia, em fato relevante, destacou que “está seguindo as determinações das legislações municipais e/ou estaduais e paralisando, pelo período exigido nas referidas leis, suas atividades nas localidades em que ocorreram determinações neste sentido”. Ainda segundo a companhia, o número de obras paralisadas equivale a 20% do total em andamento.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/

Governo anuncia R$ 40 bilhões em linha de crédito para garantir empregos

Foto: Divulgação

Brasil – Medida é voltada a pequenas e médias empresas; empregadores que aceitarem o financiamento não poderão demitir por dois meses
O governo federal anunciou, sexta-feira (27/3), uma linha de crédito emergencial a juros reduzidos para pequenas e médias empresas no valor de R$ 40 bilhões. O objetivo da medida é financiar a folha de pagamento dessas empresas e garantir empregos. Pela iniciativa, o governo vai arcar com os salários de funcionários que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.090) durante dois meses.

O anúncio foi feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelos presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica, Pedro Guimarães; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

Durante o anúncio, o presidente Bolsonaro destacou a preocupação do governo em proteger a população e atender as vítimas do coronavírus e em manter os empregos ameaçados em função das dificuldades enfrentadas diante da pandemia da Covid 19.

Durante esse período, a empresa que aceitar o financiamento não poderá demitir seus trabalhadores. A linha de crédito prevê juros de 3,75% ao ano, com zero de spread bancário, ou seja, não haverá lucros para os bancos nesta operação. Haverá também uma carência de seis meses para as empresas começarem a pagar o empréstimo, que poderá ser parcelado em até 36 meses.

A medida vai beneficiar, em todo o país, mais de 12 milhões de trabalhadores e 1,4 milhão de pequenas e médias empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$10 milhões ao ano. Novas medidas para beneficiar trabalhadores informais e micro empresas também estão em estudo pelo governo.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou que o foco do pacote foi direcionado às pequenas e médias empresas porque são elas que precisavam de um socorro imediato, já que encontram maior dificuldade para contrair empréstimos no setor bancário, ao contrário das grandes. Campos Neto ainda destacou que esse público nunca teve acesso a uma taxa de juros tão baixa no Brasil.

Do total dos recursos do programa, 85% são provenientes do Tesouro Nacional (R$ 34 bilhões) e 15% dos bancos privados. O financiamento será operacionalizado pelos bancos com os quais os empresários já possuam relacionamento. Já os pagamentos dos salários serão direcionados diretamente para as contas dos trabalhadores e estarão ligados aos CPFs dos funcionários. Empregadores poderão fazer a complementação de funcionários com salários maiores.

Nesse sentido, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou que o pacote foi pensado de forma responsável, de modo a garantir o equilíbrio financeiro da estatal. Segundo ele, as medidas anunciadas são um exemplo de que é possível utilizar o Tesouro Nacional para suportar 85% dos recursos destinados aos potenciais tomadores da modalidade de crédito.

Novas linhas de crédito

O governo também disponibilizará, via Caixa Econômica Federal, uma linha de financiamento de R$ 5 bilhões para as Santas Casas – que são entidades sem fins lucrativos – de todo o país a uma taxa de 10% ao ano. Até então, essa taxa era de 20%. Contratos antigos também serão revisados.

Foi concedida, ainda, outra uma linha de crédito a partir de recursos do BNDES para empresas de saúde, no valor de até R$ 2 bilhões Os juros aplicados serão de 10% ao ano. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, acrescentou que novas medidas serão anunciadas pelo banco nos próximos dias com foco, principalmente, em empresas de transporte aéreo e terrestre de passageiros.

A Caixa Econômica anunciou também nova redução de juros e aumentou prazos para pagamentos. Os juros do cheque especial e rotativo do cartão de crédito foram fixados em 2,9% ao mês

Outra medida adotada pela Caixa é o adiamento, por três meses, do pagamento das parcelas de quem tem financiamento imobiliário, beneficiando 800 mil famílias.

Fonte: https://portalcm7.com/

Fonte: Ministério da Economia

Projetar apartamentos com acessibilidade agora é lei

Características construtivas da edificação deverão constar na documentação protocolada junto às prefeituras

Desde 27 de janeiro de 2020 estão em vigor as alterações feitas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), e que impactam diretamente na forma de construir edifícios residenciais no Brasil. A mudança torna obrigatória a acessibilidade em todas as novas unidades, cujos projetos forem protocolados nas prefeituras a partir da data da sanção da nova LBI. O texto estabelece que os projetos deverão prever a possibilidade de adequação aos portadores com restrições de mobilidade, ou seja, precisam ter características construtivas que permitam alterações de layout, dimensões internas ou quantidade de ambientes sem que sejam afetadas a estrutura da edificação e as instalações prediais. 

A lei diz ainda que nos empreendimentos com sistemas construtivos que não permitam alterações posteriores, como alvenaria estrutural e paredes de concreto, deve-se construir no mínimo 3% de unidades com adaptações à acessibilidade. As características construtivas da edificação deverão constar no projeto apresentado às respectivas prefeituras. No caso de quem comprar imóvel na planta, o cliente pode requerer à incorporadora ou à construtora que a unidade contemple as características de acessibilidade, sem qualquer custo adicional. Só estão isentas da lei as residências com 1 dormitório e área útil de até 35 m² ou com dois dormitórios e área útil de até 41 m².

Para os imóveis abrangidos pela lei, o dimensionamento de banheiros e cozinhas deve possibilitar o giro de 180° de cadeiras de rodas. Já os corredores passam a ter 90 centímetros de largura. A lei ainda estabelece que os projetos não poderão ser pensados apenas para atender os portadores de mobilidade. Ela inclui também os que possuem nanismo, deficiências auditivas e visuais e deficiências transitórias, além de idosos. O artigo 58 da LBI lista ainda as adaptações construtivas que deverão estar disponíveis em cada unidade, como puxador horizontal na porta do banheiro, barras de apoio no box e na bacia sanitária e torneiras com acionamento por alavanca ou sensor.

Alterações na Lei Brasileira de Inclusão tiveram como referência a ABNT NBR 9050

As alterações na Lei Brasileira de Inclusão tiveram como referência a ABNT NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos). A redação do decreto ficou a cargo do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Para orientar incorporadores e construtores, o setor imobiliário, junto com organismos de engenharia e de arquitetura, começou a elaborar uma cartilha para orientar o mercado. O grupo reúne Secovis, Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), SindusCons e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Ainda não há prazo para a publicação da cartilha.

O advogado Carlos Del Mar, jurídico do Secovi-SP e do SindusCon-SP, esclarece que a lei não vale para edificações existentes ou projetos protocolados antes da data do decreto. Aplica-se somente aos projetos protocolados a partir de 27 de janeiro. Nestes casos, as mudanças mexem com memorial de incorporação, convenção de condomínios, memorial descritivo da obra e manual do proprietário. Del Mar ressalta ainda que o decreto está acima das normas técnicas, que também devem ser cumpridas. “A desobediência à lei pode resultar em ações por parte do Ministério Público”, finaliza.

Entrevistados
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@mdh.gov.br
juridico@secovi.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Covid-19: Indústria Imobiliária divulga ações para proteger trabalhadores

A saúde do trabalhador da construção civil está em primeiro lugar e, para proteger a todos, foram implantados protocolos de segurança e normativas que têm sido seguidas com muita seriedade neste momento de pandemia do coronavírus (Covid-19). Confira as ações do setor imobiliário no vídeo disponibilizado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Com duração de 2min e 10s, é possível acompanhar as ações de uma atividade primordial para atender as demandas da sociedade, que garante, além da entrega de produtos e serviços, a empregabilidade e a renda para as famílias desses trabalhadores.

O vídeo destaca que:

  • Grupos de risco, como funcionários acima de 60 anos, portadores de doenças e pessoas com baixa imunidade ou com qualquer sintoma estão afastados do trabalho, sendo constantemente monitorados.
  • Foram estabelecidos horários alternativos para garantir segurança durante o trajeto dos profissionais.
  • A temperatura corporal é medida logo na entrada e sistematicamente ao longo do dia.
  • Há sempre por perto um local para lavar as mãos com água e sabão e álcool em gel disponível para repetir a limpeza diversas vezes.
  • Os equipamentos e instrumentos são limpos com muita frequência.
  • Durante as refeições é mantida a distância mínima de um metro no refeitório, que só recebe grupos pequenos para evitar aglomerações.

Fonte: https://cbic.org.br/

“O Brasil continua atraente”

Na primeira entrevista a um veículo brasileiro, Park Hyeon-Joo, fundador da maior instituição financeira coreana, fala em aumentar investimentos no país

 

Reformas, reformas, reformas. Diante da elevadíssima incerteza por causa do novo coronavírus, Park Hyeon-Joo, fundador e presidente do conselho de administração da Mirae, maior instituição financeira da Coreia do Sul, está focado nas perspectivas de longo prazo para o Brasil. Em rara entrevista, Park contou à EXAME, durante visita a São Paulo no início de março, que quer aumentar os investimentos no país.

Quão danoso será o impacto da covid-19 para a economia global?

Difícil responder agora. O mundo ainda está tentando entender de que maneira a pandemia vai reduzir os gastos do consumidor, interromper a produção industrial e quebrar as cadeias de suprimento em toda parte.

Por que a Mirae está investindo no Brasil em um momento de tantas incertezas?

Desde 2003, a Mirae já se expandiu para 15 países. O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo. Vemos grande potencial para o crescimento do mercado financeiro. O governo segue firme nas reformas. Queremos, a partir do Brasil, avançar e nos tornar um dos principais grupos financeiros da América Latina.

Quais similaridades tem o Brasil com a Coreia do Sul?

A Coreia do Sul estava crescendo a taxas de 2 dígitos nos anos 1990. Mas, no começo dos anos 2000, logo após a crise asiá­tica, precisou implementar reformas para tornar a economia mais orientada para o mercado. Assim, as taxas de juro caíram dramaticamente. Hoje, estão em 0,7% ao ano. Nós, que trabalhamos no mercado financeiro, nos lembramos do que aconteceu com a economia da Coreia do Sul ao se transformar em um país de juros baixos, e essa mudança pode ser muito empolgante para o Brasil também. O Brasil é uma economia importante tanto pelo tamanho de seu mercado doméstico quanto pela exportação de matérias-primas. Esperamos que as reformas impulsionem o potencial de consumo e o crescimento.

Em que outros tipos de negócio a Mirae pretende investir no Brasil?

A Mirae tornou-se uma das maiores investidoras no mercado imobiliário internacional. Está perto de finalizar a compra de 15 dos maiores hotéis dos Estados Unidos, como o The Ritz-Carlton, o Half Moon Bay e o Four Seasons Silicon Valley. Gostaríamos de buscar novos investimentos como esse no Brasil. Já temos vários ativos de escritórios de primeira linha nos Jardins e na região da Avenida Berrini, em São Paulo. Estamos também interessados no agronegócio, como uma opção de investimento privado em participações, e no comércio eletrônico.

Com a severa depreciação do real neste ano, mais investidores estrangeiros devem vir para o Brasil?

Vemos espaço e desejo dos estrangeiros em investir no Brasil porque veem o país como um mercado próspero. Considerando que a inflação está se estabilizando e que há planos para uma reforma administrativa e para uma reforma tributária, vai haver um cenário propício ao aumento do potencial de crescimento e à redução da dívida pública.

A confusão no cenário político do Brasil o assusta?

Respeito o fato de o Brasil ter uma sólida e bem estabelecida democracia, e de seus políticos serem eleitos pela população numa eleição justa. Espero que, com as reformas, haja um ambiente melhor de negócios para empreendedores como eu.

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Por Denyse Godoy

Alugar ou comprar imóveis? Veja o que compensa com a Selic em baixa

Se a intenção for moradia e o valor financiado for menor do que locar, pode ser interessante adquirir a casa própria, mas o momento exige cautela

Se a dúvida é sair do aluguel, pode sim valer a pena comprar com a Selic em queda, mas outras questões devem ser avaliadas/ Foto: Getty Images

 

Comprar ou alugar um imóvel sempre exigiu muitos cálculos para não transformar o sonho em pesadelo. Até o início de 2019, a aquisição não era a alternativa mais recomendável. Os juros do financiamento eram altos e deixar o recurso na renda fixa dava um retorno melhor. Mas agora o cenário é outro. A taxa básica de juros sofreu novo corte em março de 2020, passando de 4,5% para 3,75% ao ano, seu menor nível histórico. Assim, os juros do financiamento imobiliário também caíram para os mais baixos percentuais já registrados. Será então que chegou a hora de fechar negócio? Se o objetivo é sair do aluguel, a depender do quanto será financiado, pode sim valer a pena comprar. Mas outras questões devem ser avaliadas.

“Provavelmente o mundo nunca passou por um período tão conturbado e sujeito a variações tão rápidas e profundas como as que nos afetam atualmente, por causa do coronavírus. Qualquer previsão que se faça pode perder fundamento em questão de horas, pelas decisões que são tomadas pelos órgãos governamentais e pelos índices econômicos e cambiais, que sofrem alterações terrivelmente expressivas, bem como a divulgação das estatísticas”, afirma o advogado especialista em direito imobiliário, Bence Pál Deák.

Diante disso, o especialista avalia que levará meses para que os danos ao ambiente macroeconômico sejam superados e os países retornem ao contexto pré-crise, além de ser impossível precisar quanto tempo isso levará. “Mas a superação deverá ocorrer, porque as bases da economia serão as mesmas que haviam antes do vírus. Assim, com otimismo, pode-se esperar um hiato recuperável”, declara Deák.

Consequências da variação

A Selic é um índice calculado pelo Banco Central do Brasil e é considerado a taxa básica de juros da economia. Ele se reflete diretamente nas taxas praticadas pelos bancos e, consequentemente, nos investimentos e nos empréstimos, inclusive nos financiamentos para obtenção de imóveis e mesmo para a construção civil. Umas das consequências da variação da taxa Selic é que ela define o direcionamento dos recursos de investimento e, em caso de aumento, ocorre consequentemente uma desaceleração da economia. Em caso de diminuição, ocorre a aceleração.

Os financiamentos imobiliários têm como indexadores mais usuais a Taxa Referencial (TR) e o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), que são afetados pela Selic. “Portanto, quanto mais baixa a Selic, mais recursos financeiros são encaminhados para o setor imobiliário e as taxas de financiamento e empréstimos também sofrem redução, aumentando a disponibilidade e a possibilidade de obtenção dos créditos. Assim, a Selic tem reflexo direto no nível de atividade do setor imobiliário, na medida em que taxas mais baixas trazem mais recursos ao setor e tendem a diminuir os custos de construção”, explica Bence.

Isto posto, a decisão de adquirir ou não um imóvel não pode ser tomada apenas com base na variação da Selic. O índice é apenas um dos fatores a ser considerado, mas não pode ser o único. Questões pessoais também devem ser levadas em consideração. A urgência, por exemplo. Para quem procura um imóvel para uso próprio, pode não querer ou mesmo poder esperar por uma definição mais clara do ramo. Imagine quem está se casando e precisa ter onde morar?

Por outro lado, alguns investidores poderão adiar as aquisições, esperando por uma eventual desvalorização do mercado imobiliário e uma aquisição mais vantajosa no futuro. “Mas quem decide postergar a compra de uma casa na expectativa de que ocorra uma queda nos preços, pode acabar, eventualmente, perdendo uma boa oportunidade de negócio.” As incorporadoras também devem manter o nível de atividade, porque seus planos de investimento e o período de maturação são a longo prazo e certamente elas estão apostando na plena recuperação do setor.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

Verônica Lima

Preços de imóveis comerciais encerraram fevereiro estáveis

Preços de imóveis comerciais encerraram fevereiro estáveis(Foto: Pexels)Preços de imóveis comerciais encerraram fevereiro estáveis

Os preços médios de venda e de locação de imóveis comerciais encerraram fevereiro de 2020 em estabilidade. Comparativamente, o comportamento dos índice calculados para salas e conjuntos comerciais de até 200m² foram superadas pela inflação ao consumidor medida pelo IPCA/IBGE, que registrou alta de 0,25%. Entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, destacaram-se as altas no preço médio de venda em: Salvador (+1,15%), Florianópolis (+0,60%) e Campinas (+0,21%), enquanto entre imóveis para locação, os maiores avanços foram registrados em: Brasília (+1,54%), Curitiba (+0,42%) e Niterói (+0,36%). Em termos de baixa, as cidades que apresentaram maiores quedas no preço de venda foram: Curitiba (-0,38%), Rio de Janeiro (-0,32%) e Belo Horizonte (-0,27%), enquanto, no caso dos preços de locação, os maiores recuos foram no Rio de Janeiro (-0,35%), em Florianópolis (-0,30%) e Porto Alegre (-0,17%).

O preço médio de venda de imóveis comerciais acumula queda nominal de 2,37% nos últimos 12 meses, enquanto o preço médio de locação comercial permanece próximo à estabilidade (+0,06%). Para fins de comparação, a inflação acumulada nos últimos 12 meses superou as variações registradas pelo Índice FipeZap: +4,01%, segundo o IPCA/IBGE, e +6,82%, de acordo com IGP-M/FGV . A queda no preço médio de venda de imóveis comerciais foi influenciada, nesse horizonte, pelo recuo observado em quase todas as cidades monitoradas (à exceção de Brasília e Salvador), entre as quais se destacam as quedas em: Curitiba (-7,23%) Porto Alegre (-5,09%) e Rio de Janeiro (-3,50%). Já com respeito ao preço de locação, registrou-se alta nominal em 4 das 10 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial: Campinas (+5,55%), Curitiba (+4,01%), São Paulo (+2,16%) e Florianópolis (+1,87%).

Em fevereiro de 2020, o valor médio do m² de imóveis comerciais nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap foi de R$ 8.501/m² , no caso de imóveis comercias colocados à venda, e de R$ 37,44/m² , entre aqueles destinados para locação. Entre todas as 10 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, Rio de Janeiro se destacou no mês com o maior valor médio para venda de salas e conjuntos comerciais de até 200m² (R$ 9.577/m² ), enquanto São Paulo apresentou o preço médio mais elevado para o aluguel mensal do mesmo segmento (R$ 43,31/m² ).

(Redação – Investimentos e Notícias)

Lapa: da invasão indígena à linha férrea

Conheça a história da antiga Emboaçava. Bairro nasceu de um forte construído para proteger a cidade e foi rebatizado graças a imagem de uma santa

 

Bairro da Lapa e da Vila Anastácio na década de 40/ Crédito: São Paulo In Foco
 
 

Quando José Carlos de Barros Lima, advogado e pedagogo de 83 anos, era criança, toda a região da Lapa se resumia a um centrinho comercial no entorno das linhas férreas São Paulo Railway e Sorocabana (inauguradas, respectivamente, em 1867 e 1875) e a sítios e chácaras a perder de vista. “O verdureiro trazia os alimentos de charrete e tinha até gado solto por aqui”, conta José Carlos, que mora no Alto da Lapa. “Cheguei a ver fazendeiro trazer a vaca para tirar o leite fresco em frente de casa.”

Desde então, José Carlos é apaixonado pelo bairro. Já adulto, se envolveu em diversas organizações civis. Em 1991, enquanto preparava a festa de aniversário da Associação Comercial da Lapa, notou algo estranho: o bairro celebrava apenas seu aniversário número 246. A data de fundação era muito recente, pensou.

Então foi à Câmara de São Paulo vasculhar as atas da cidade desde sua fundação. Foram três anos de investigação, entre 1991 e 1994, para, enfim, descobrir a data real do início da Lapa: 1590. Descobriu também que tudo começou quando a então Vila de São Paulo sofrera uma série de tentativas de invasão.

Ameaça indígena 

O sertanista Afonso Sardinha foi informado sobre o plano de um agrupamento de índios de atacar São Paulo, como represália à expulsão de suas terras originais. Este plano se concretizou em uma ofensiva sobre o bairro de Pinheiros.

Sob a liderança de Sardinha, um grupo de homens influentes na administração da Vila de São Paulo se reuniu para defender a cidade. O lugar escolhido foi o encontro dos rios Pinheiros e Tietê, região alagável por onde os indígenas chegavam à São Paulo. O local era chamado por todos de “Emboaçava”, que significa “lugar onde se passa”, em tupi.

Próximo a onde hoje está a ponte dos Remédios, foi erguido um forte que ficou conhecido como Tranqueira do Emboaçava. Ali, formou-se um grupo de vigília, que se tornou ponto de apoio aos bandeirantes que chegavam e saíam de São Paulo. Nos arredores da construção, surgiu o Povoado do Forte, uma espécie de tataravô da Lapa que conhecemos hoje.

 
 
Enfim, Lapa

Foram cerca de dois séculos de Emboaçava. A região só viria a ser chamada de Lapa em meados do século 18. Há algumas versões para a origem do termo, mas todas têm um ponto em comum: a imagem de Nossa Senhora da Lapa. 

José Carlos de Barros Lima conta que seus estudos levaram a uma conclusão. A história verdadeira seria a de um português que trouxe a imagem da santa à chácara de sua propriedade e a batizou de Fazenda Nossa Senhora da Lapa. O português doou o objeto aos jesuítas, com uma condição: que rezassem anualmente uma missa na “Fazendinha da Lapa”.

O termo pegou. A região de “Fazendinha da Lapa” logo virou apenas Lapa, mesmo depois que a imagem deixou a fazenda – de acordo com o historiador, ela foi para Cubatão, onde se tornou padroeira da cidade. 

E depois vieram as novas divisões: Alto da Lapa, Lapa de Baixo e Lapa de Cima. Isso apenas após o boom populacional movido pelos trens da São Paulo Railway e da Sorocabana, cuja parada ocorria onde hoje são as estações Lapa, da Linha-8 da CPTM (de 1889) e da Linha-7 da CPTM (de 1958), pelo crescimento industrial pujante na virada dos anos 1800 para 1900 e pela segunda onda de imigração europeia, quando chegaram muitos espanhóis, húngaros e, sobretudo, italianos.

Nos primórdios da Lapa, o primeiro censo do bairro, realizado em 1765, registrou 31 moradores. De acordo com os dados atualizados da Prefeitura, o distrito da Lapa abriga mais de 65 mil paulistanos atualmente.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/