Arquivo diários:9 de março de 2020

55% dos paulistanos viveriam em apartamento compartilhado, indica pesquisa

Fenômeno mundial, movimento coliving desponta como uma das principais tendências de habitação nas grandes cidades

Dividir o mesmo teto com amigos ou desconhecidos não é um hábito exatamente novo, mas tudo indica que, no futuro próximo, esta será uma prática tão comum quanto são as repúblicas universitárias hoje ou as pensões foram no passado. De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 55% dos paulistanos viveriam em espaços residenciais compartilhados durante um período a longo prazo. 

A pesquisa aponta para uma das principais tendências de habitação nas grandes cidades – e que já pode ser vista em metrópoles como Nova York e Londres: a era dos colivings. 

Nela, o compartilhamento de espaços comuns, recursos e atividades diárias por pessoas desconhecidas dentro da mesma casa surgem como alternativa viável para quem busca por soluções de moradia mais flexíveis e econômicas. 

Encomendado pela construtora Vitacon, o estudo sugere que os próximos anos revolucionarão ainda mais a forma de morar em sociedade. Cada vez mais, pessoas dividirão espaços de sua residência com outros moradores desconhecidos, que buscam economizar nas despesas de aluguel, mas ter serviços compartilhados de acordo com sua filosofia de vida e faixa etária. 

Com o objetivo de entender como o brasileiro se coloca diante da alternativa de morar em uma residência compartilhada, o estudo ouviu 800 pessoas, de ambos os sexos, moradores de São Paulo e com idade acima de 16 anos. 

Da amostra pesquisada, 31% dos entrevistados aceitam compartilhar espaços com pessoas desconhecidas ou conhecidas na mesma casa, enquanto 22% declaram admitir a possibilidade de, a longo prazo, viver em moradia compartilhada, desde que conheçam as pessoas com quem dividirão o espaço. Outros 8% consideram a hipótese mesmo não conhecendo os demais moradores. 

“Ao considerarmos São Paulo como uma capital de tendência para outras cidades, podemos afirmar que 60 milhões de brasileiros já aceitam morar em imóveis com espaços compartilhados, e que mais de 100 milhões estão dispostos a morarem em colivings nos próximos anos”, projeta Alexandre Frankel, CEO da Vitacon. “É possível compor uma história de vida sem sequer pensar no velho conceito do ‘sonho da casa própria’. No Brasil, essa parece ser uma ideia bastante arraigada, a estabilidade ligada à casa própria. Mas tudo indica que é hora de mudar: na vida prática, na conta financeira, na vida cotidiana”, diz. 

Para quem considera o coliving uma opção, a principal vantagem é a econômica. 34% dos entrevistados adotariam o modelo de moradia compartilhada para dividir custos e economizar, enquanto 27% encontram na ideia a chance de morar num lugar mais moderno e em uma vizinhança melhor. “O coliving permite a seus moradores viver uma vida mais rica, com mais serviços, e a resgatar o sentido de pertencimento numa metrópole que tem mais de 12 milhões de habitantes”, pondera Gui Perdrix, vice-presidente da ONG Co-Liv e estudioso da tendência no mundo

Além das motivações econômicas, outra questão desponta como benefício de viver em apartamentos compartilhados: a socialização. A possibilidade de conhecer novas pessoas e não se sentir só é a segunda principal razão apontada pelos entrevistados com interesse em morar num coliving

“O afluxo às grandes cidades continua a crescer, levando ao aumento dos preços dos imóveis e da demanda por habitação de um custo mais acessível. Por outro lado, o desejo de superar uma epidêmica e global solidão, presente de forma predominante em áreas urbanas, mostra como a sociedade está mudando valores. Tudo isso cria a base perfeita para a inovação do jeito de viver”, conclui Perdrix. 

Fonte: https://casavogue.globo.com/

 

 

Por que apartamentos compactos fazem sucesso no mercado imobiliário

Menores, mais baratos e práticos, esses tipos de imóveis refletem um novo estilo de vida

Muitos são os fatores que precisam ser levados em conta por quem quer alugar apartamento. A localização, a vizinhança e a distância para o trabalho são alguns deles. As características do próprio apartamento também são avaliadas, como número de quartos, mobília e tamanho dos cômodos.

Nos últimos anos, têm ganhado destaque no mercado imobiliário, seja para alugar ou comprar, os apartamentos compactos. Menores, eles têm chamado a atenção justamente pelo seu espaço pequeno, uma vez que isso é refletido no preço do aluguel ou de venda.

(Imagem ilustrativa/Divulgação)
(Imagem ilustrativa/Divulgação)

Esta é uma tendência que cresceu bastante ao longo da última década em várias das grandes cidades mundiais, como Pequim (CN) e Nova York (EUA). No Brasil, as capitais também estão tendo cada vez mais condomínios feitos nesse parâmetro, com as cidades do interior também seguindo o padrão.

Mas não se trata apenas de uma questão financeira. Esses microapartamentos também refletem o novo estilo de vida dos consumidores, que procuram lugares mais simples e minimalistas para morar. Aqui, o grande objetivo é encontrar lugares que sejam práticos para residir.

Esses imóveis, que têm um tamanho variável de 20 a 40 metros quadrados, não seguem uma separação de ambientes convencional. Um mesmo cômodo pode desempenhar duas, e até mesmo três funções: uma sala também funciona como um quarto e, com alguns ajustes, vira um escritório.

Outro fator que chama a atenção de possíveis interessados é o fato dos móveis serem feitos sob medida, o que dá a sensação do espaço interno ser bem maior do que realmente é. Essa versatilidade da mobília permite que o morador use o espaço do microapartamento de forma inteligente e prática.

Um exemplo dessa praticidade são camas embutidas nas paredes. Durante o dia, ela se transforma em um guarda-roupa e não ocupa espaço dentro do quarto. Na hora de dormir, basta o morador puxar a cama para baixo e ela já fica pronta para deitar.

Armários móveis também são uma possibilidade para dar mais variações ao que se pode fazer dentro do apartamento. A mobilidade deles ajuda até a ressignificar o espaço interno, aumentando ou diminuindo o tamanho de um cômodo de acordo com a necessidade do morador.

Perfil dos moradores

Não são apenas pessoas que querem morar de forma mais prática que optam por esse tipo de imóvel. Os microapartamentos também se aproveitam de diferentes perfis de moradores que se adéquem ao espaço reduzido, como quem mora sozinho ou casais que não têm filhos.

Os imóveis também podem ser uma opção atrativa para idosos, principalmente nos casos dos que vivem sozinhos. Os móveis para cuidar e o espaço para limpeza são bem pequenos, e eles encontram, com facilidade, serviços essenciais no entorno, como supermercados, padarias, farmácias e postos de saúde.

De uma maneira geral, essas pessoas deixam de lado lugares maiores e mais caros, que não têm um bom custo-benefício. Condomínios com microapartamentos exploram o compartilhamento de serviços comuns entre os moradores, como a lavanderia, o que dispensa a necessidade de haver uma área de serviço no imóvel.

Acessibilidade

Um fator decisivo para a escolha de imóveis é a sua acessibilidade, principalmente no caso das grandes cidades. As pessoas preferem morar em lugares menores, mas que sejam próximos a tudo que elas precisam, como lojas, escolas e o trabalho.

Ficar próximo a pontos de ônibus e estações de metrô também interfere bastante na escolha, sobretudo para quem não tem carro. Quem tem automóvel, um fato que pesa na escolha é o fato de as ruas da região ou serem congestionadas, ou apresentarem um trânsito mais livre. Afinal, ninguém quer ficar horas parado no trânsito.

Fonte: https://www.folhageral.com/