Arquivo diários:16 de março de 2020

Home office altera projetos arquitetônicos de edifícios

Mudança conceitual na forma de trabalhar impacta, principalmente, as edificações no sul e sudeste do Brasil

Levantamento feito por um grupo de consultorias em recursos humanos mostra que, após a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, 45% das empresas brasileiras já aderiram parcialmente ao home office para seus funcionários. Significa que pelo menos duas vezes por semana essas corporações permitem que seus colaboradores atuem remotamente, ou seja, trabalhando de casa. Essa mudança conceitual no mercado de trabalho impacta também os projetos arquitetônicos de edifícios residenciais, principalmente nas regiões sul e sudeste. 

Há prédios que já projetam o home office dentro do apartamento. Outros lançam mão de um espaço batizado de meeting room (sala de reuniões), que funciona com um coworking para os condôminos. O ambiente é projetado para atender as demandas do morador que trabalha em home office. A ideia é importada, já que em países como Holanda, Alemanha, Espanha e Canadá boa parte dos projetos arquitetônicos dos edifícios residenciais já vem com o conceito de meeting room em suas plantas.

O que incorporadoras e construtoras estão fazendo é captar os sinais de um novo mercado de trabalho que surge. Levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad, realizado com empresas de 33 países – incluindo o Brasil -, mostra que 7 em cada 10 entrevistados gostariam de trabalhar de casa. Na mesma pesquisa, 45% dos consultados reconhecem que a maneira tradicional de trabalho está mudando para formas mais flexíveis. 

Outros estudos apontam para a mesma tendência. Por exemplo, a Pesquisa Home Office Brasil 2018, realizada pela SAP Consultoria em Recursos Humanos, detectou crescimento de 22% na modalidade home office, desde 2016. A maioria das empresas adeptas atua nas áreas de Tecnologia da Informação, Telecom ou serviços. Juntas, elas somam 44% das que dão flexibilidade aos colaboradores. Por região do país, o sudeste tem uma adesão de 89% das empresas ao home office, seguido do sul, com 8%. 

Consultorias já detectaram que home office não funciona para todos

Melhorias na qualidade de vida dos colaboradores (70%), mobilidade urbana (63%) e concessão de benefícios (47%) são as principais motivações para a adoção do home office, segundo as companhias. Entretanto, a flexibilidade da jornada de trabalho ainda é um benefício do “alto escalão” (executivos, diretores, coordenadores e supervisores), sendo que 66% têm carga horária definida, mesmo podendo trabalhar de casa.

Os levantamentos das várias consultorias que estudam o home office no mercado de trabalho também já detectaram que a modalidade não funciona para todos os colaboradores nem para todas as empresas. Adaptam-se melhor os que possuem idade acima de 34 anos, tem familiaridade com o trabalho informatizado e fazem parte das classes A, B e C. Para ilustrar, existem os exemplos conhecidos mundialmente de IBM e Yahoo, que implantaram o home office e, meses depois, chamaram seus funcionários de volta ao escritório, por causa da queda na produtividade. Por outro lado, as mesmas pesquisas veem potencial na geração Z (1990-2010) para o trabalho remoto com bom desempenho. É nessa população que o mercado imobiliário está focado.

Entrevistado
Reportagem com base em pesquisas de consultorias de recursos humanos, como Randstad, SAP Consultoria em Recursos Humanos e MindMetre Research (via assessorias de imprensa)

Contatos
marketing@randstad.com.br
sap@sapconsultoria.com.br
info@mindmetre.com 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Dados reforçam a força da construção para a economia

Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos

A semana que passou trouxe dados importantes para a economia brasileira. Mas especificamente para o setor da construção civil, responsável por mais de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que mede a geração de riqueza do País. Após cinco anos de queda, o segmento fechou 2019 com crescimento de 1,6%. Para os mais críticos, a alta divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) pode parecer pequena. Mas quando olhamos o período que vai de 2013 a 2018, foram seis anos de quedas consecutivas.

A retração do setor trouxe na esteira conseqüências sérias, como redução de lançamentos, de investimentos, geração de receitas para municípios, estados e União e, o mais grave, na dispensa em massa de empregados. Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos, com a construção civil sendo a maior geradora de vagas na Região Metropolitana de Campinas.

A retomada do PIB também foi e esta sendo sentida fortemente através dos créditos imobiliários, outro indicador importante para medir a temperatura desse mercado. No último dia 28 de fevereiro, números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram que os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para aquisição e construção de imóveis cresceram 42,7% em janeiro em comparação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,27 bilhões. Foi o melhor resultado para o mês desde 2016.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2020, foram aplicados R$ 80,9 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, alta de 37,9% sobre os 12 meses anteriores.

Os números positivos, no entanto, não param por ai. Com as quedas das taxas de juros para o menor patamar da história, a busca de investidores pelos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) também teve um salto impressionante. Somente em 2019 o Brasil ganhou 427 mil investidores novos. Terminamos o ano passado com um total de 633 mil investidores em fundos imobiliários no total. As pessoas físicas, que antes buscavam garantir uma renda extra com ganhos de juros, já respondem por 72% do volume negociado.

Um quarto dado, também importante e bastante significativo, é com relação às empresas do setor imobiliário. Aproveitando a queda da taxa de juros (Selic) e a redução de ganhos do mercado, as construtoras decidiram buscar recursos através de lançamento de ações no mercado. Somente nesta semana tivemos três construtoras anunciando pedidos de registros para IPO na bolsa de valores.

Os números trazem boas perspectivas, tanto para o setor como a economia, para os próximos anos. Seja para os negócios, para os cofres públicos e, principalmente, para os trabalhadores. Tudo isso vai resultar em mais contratações em todos os setores.

Vale lembrar que a construção civil é a maior geradora de empregos do país. Ela vai além das construtoras e imobiliárias, e fabricantes e peças e materiais. Ela abrange ainda urbanismo, estradas e infraestrutura. Para cada vaga direta, outras 4,5 indiretas são criadas em toda a cadeia construtiva e outros setores, como eletrodomésticos, veículos, entre muitos outros.  

Francisco de Oliveira Lima Filho Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne empresas associadas e 60 empresas parceiras como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais, investidores e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil. https://habicamp.com.br/

Fonte: https://www.acidadeon.com/