Arquivo diários:20 de março de 2020

Coliving: uma mudança na maneira de pensar o ter, o morar e o viver

Entre ser dono de uma unidade habitacional – arcando com todos os custos que isso implica – e compartilhar espaços que sejam mais confortáveis e adequados, a segunda hipótese começa a ficar cada vez mais atraente

Em toda grande metrópole do mundo é sempre a mesma coisa. Os metros quadrados que buscamos para morar ficam cada vez mais caros, os deslocamentos da moradia até o trabalho mais penosos e o contato com amigos e familiares mais raros. As cidades vão crescer e se tornar ainda mais complexas e caras. Ei, Hong Kong e Tóquio, nós seremos vocês amanhã!

Como uma resposta a esse cenário, uma movimentação diferente surgiu no começo deste século. O Coliving é uma evolução dos projetos de co-housing – conjuntos de unidades habitacionais que compartilham determinadas áreas comuns, como cozinhas, lavanderias, espaços de lazer e serviços, que começaram a surgir na Dinamarca, ainda nos anos 1970, e se espalharam pela Europa.

Basicamente, Coliving é a substituição da ideia de “ter mais” por “usar melhor”. Da mesma forma que percebemos que usufruir a mobilidade que o carro oferece é mais inteligente e necessário do que ter um na garagem, notamos que, entre ser dono de uma unidade habitacional – arcando com todos os custos que isso implica – e compartilhar espaços que sejam mais confortáveis e adequados, a segunda hipótese começa a ficar cada vez mais atraente.

Para nós brasileiros, essa ainda é uma ideia aparentemente distante ou, ao menos, minoritária. A pesquisa realizada com exclusividade pelo instituto Ipespe, do cientista social Antonio Lavareda, para o Movimento Coliving, evento promovido pela Vitacon, mostra que os paulistanos pensam sobre o tema.

Há boas surpresas ali, como as respostas de 30% dos entrevistados que considerariam morar com algum grau de compartilhamento. Cometendo a ousadia metodológica de, apenas como exercício, projetar esse dado para o País, 63 milhões de pessoas estariam dispostas a aceitar o Coliving.

O estudo também mostra que os brasileiros estão em sintonia com as mudanças que o mundo conectado traz em vários aspectos de nossas cidades. Desde a racionalização das demandas de transporte até o conceito de unidade habitacional e de desenho urbano.

Mas, o que merece mais destaque, é a perspectiva de conseguir integrar à cidade uma parte significativa da população, que hoje gasta horas e horas de seu dia deslocando-se no vaivém casa-trabalho. Assim, reduziremos os trajetos de forma radical, melhorando a condição geral de morar.

Uma pesquisa do instituto Ipespe mostra que 30% dos paulistanos considerariam morar com algum grau de compartilhamento

Esse modelo de moradia também impacta o mercado imobiliário quando unidades menores e mais eficientes são criadas e boa parte das áreas, antes privativas, pode ser compartilhada. Como resultado, há redução dos custos condominiais de aquisição, locação e manutenção dos apartamentos. Além disso, elas promovem uma vida social intensa, que se relaciona diretamente com saúde, bem-estar e longevidade da nossa população.

Um conceito mais amplo de Coliving, que se adapte ao nosso contexto, com os benefícios de acessar e usufruir, nos permite projetar uma solução inteligente para o déficit habitacional do país, principalmente, para as classes menos favorecidas. Precisamos debater e aprimorar tudo isso.

*Alexandre Lafer Frankel é CEO da Vitacon e autor do livro “Como viver em São Paulo sem carro”.

Fonte: https://neofeed.com.br/

Compra e venda de casas e apartamentos em SP cresce quase 10%

De acordo com o levantamento do Registro de Imóveis do Brasil, o número de registros de compra e venda de casas e apartamentos em São Paulo subiu 9,7% no acumulado de janeiro a novembro de 2019 em relação à 2018.

Especialistas afirmam que essa melhora foi causada pela inflação baixa, queda dos juros e mais empregos. Com isso, a tendência é que o mercado imobiliário continue crescendo em 2020. A expectativa é que o PIB da construção civil seja maior que 2,3%

Queda de juros

Com a taxa básica de juros baixa, as condições de financiamento se tornam mais vantajosas. Por isso, a Selic influencia no mercado imobiliário, assim como em praticamente todos os outro setores.

A cada queda de 1% nos juros de financiamento de imóveis, mais de 2,5 milhões de famílias entram no mercado imobiliário, segundo dados da Associação Brasileira das incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Aumento de empregos

O número de pessoas sem carteira assinada diminuiu em 2019, representando uma melhora nesse quadro. Com o crescimento da construção civil, 11% dos novos empregos formais partiram desse setor.

Segmentos

Casas e apartamentos à venda de médio e alto padrão foram responsáveis por 21,2% dos imóveis lançados. Além disso, representou 30,2% das unidades vendidas, seguindo os dados da Abrainc.

Por conta do cenário econômico, economistas dizem que é um bom momento para se investir em imóveis de alto padrão.

Preço

Mesmo com o otimismo do mercado, as pessoas estão preocupadas com o preço dos apartamentos à venda. Em relação à São Paulo, a média do metro quadrado de  de janeiro à outubro de 2019 estava em R$ 8.862.

Já no mesmo período de 2018, era de R$8.029. Portanto os dados do Secovi-SP apontam uma valorização de 10%.

Cuidados ao comprar comprar imóveis

Depois de saber que o mercado imobiliário neste ano está otimista, é necessário tomar cuidados ao comprar apartamentos em SP.

Como forma de economizar e ter as melhores condições, é importante verificar as taxas de financiamento imobiliário de vários bancos.

Para que você não se arrependa, recomenda-se pensar bastante nas necessidades da família, prezando pelo conforto. Existem vários estilos e tamanhos de apartamentos na planta, por isso você deve escolher o que tiver o melhor custo-benefício.

Outro ponto que merece muita atenção é a localização. A cidade de São Paulo é grande, tendo muitos bairros ótimos para morar. Além de analisar o perfil da região, você deve pensar no deslocamento.

Assim, apartamentos no centro de São Paulo são ideais para quem trabalha ou estuda perto. Passar menos horas no trânsito melhora a qualidade de vida.

Visando evitar problemas burocráticos, é necessário verificar se a documentação está em dia.

Fonte: https://www.forquilhinhanoticias.com.br/