Arquivo diários:30 de março de 2020

Construção civil está na contramão da crise gerada pelo corona vírus

Ao contrário de vários setores, a construção civil em Minas não foi paralisada | Crédito: Charles Silva Duarte

 

Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha paralisado diversas atividades pelo País, a construção civil mineira continua a todo vapor, uma vez que as proibições de funcionamento não abrangem o segmento no Estado. Diante desse cenário, as previsões mais pessimistas ainda não chegaram ao setor.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, as obras paradas no Estado não chegam a “1% ou 2%”.

O presidente do Sinduscon-MG garante, contudo, que diversas medidas de segurança têm sido tomadas na área, como as que envolvem trabalho home office, concessão de férias coletivas, flexibilização da jornada, afastamento dos indivíduos que se encaixam nos grupos de riscos, entre outras.

Além disso, lembra ele, em relação às pessoas que trabalham diretamente nas obras, elas estão sendo monitoradas de perto, tendo a temperatura medida quando chegam aos locais, atuando com um espaço físico de distância e demais cuidados indispensáveis no dia a dia.

Dessa forma, o setor tem conseguido manter a normalidade na medida do possível e ainda não fala em demissões em massa, grandes perdas financeiras ou cortes substanciais em investimentos. A situação seria bem diferente, no entanto, segundo Geraldo Jardim Linhares Júnior, se as atividades parassem. “A continuidade é importante. Se pararmos, teremos problemas sociais e financeiros. A maioria das empresas do segmento é pequena, não terá condições de arcar com tudo o que precisa”, salienta.

Embora o cenário hoje no setor ainda não esteja apontando para números negativos por todos os lados, isso não quer dizer que não exista uma preocupação com o futuro do segmento. O presidente do Sinduscon-MG ressalta que as condições macroeconômicas poderão interferir na área, dependendo de como ficará o quadro brasileiro e estadual com a pandemia do novo coronavírus.

“Esse futuro nos preocupa. Ainda não sabemos com exatidão como será daqui para frente. É preciso que as pessoas tenham confiança para comprar a casa própria”, destaca ele.
No entanto, mesmo se as vendas diminuírem, ainda não se pode falar em excesso de oferta de imóveis na capital mineira. Isso porque, de acordo com Linhares Júnior, Belo Horizonte está com estoques muito baixos.

Futuro – Esse cenário de preocupação com o futuro e com a venda de imóveis também é apontado pela vice-presidente das administradoras de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira.

Contudo, ela lembra que o setor é muito dinâmico e se adapta a cenários diversos. Além disso, diz ela, como há muito tempo não se via um bom número de obras, os imóveis novos tenderão a já ter clientes.

Essa adaptação mencionada por Flávia Vieira pode ser vista em diferentes frentes. Uma delas está em alguns tipos de compradores que se intensificam neste momento. De acordo com a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG, já se vê um movimento de pessoas que estão deixando outros investimentos, devido à crise econômica, para focarem os imóveis. “É uma tendência natural. O imóvel é um ativo que não perde valor e dá muita segurança”, diz ela.

Além disso, os próprios corretores e interessados nas compras continuam fechando negócios. Agora, por meio das visitas virtuais. Os corretores vão até os locais, realizam videochamadas, mostram detalhes do imóvel e acabam comercializando o produto.
Flávia Vieira lembra que esse tipo de transação, entretanto, é realizada com clientes específicos, que já estavam à procura de imóveis, haviam visitado alguns lugares, conhecem bem determinados bairros, entre outras características.

“O mercado travou um pouco, mas não está paralisado. Os negócios estão acontecendo. No entanto, existe, sim, a preocupação do segmento com a crise que está instalada”, analisa a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG.

O diretor da PHV Engenharia, Marcos Paulo Alves, também destaca que, assim como as obras da construção civil, os negócios no setor não tendem a parar, inclusive por causa da insegurança econômica. “O investidor procura algo seguro e, aliado a isso, temos as baixas taxas de juros, não só no Brasil. Acredito que terá demanda para o mercado imobiliário”, diz ele.

No entanto, não são em todos os locais do Brasil que as atividades de construção civil estão sendo permitidas. A MRV Engenharia, em fato relevante, destacou que “está seguindo as determinações das legislações municipais e/ou estaduais e paralisando, pelo período exigido nas referidas leis, suas atividades nas localidades em que ocorreram determinações neste sentido”. Ainda segundo a companhia, o número de obras paralisadas equivale a 20% do total em andamento.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/

Governo anuncia R$ 40 bilhões em linha de crédito para garantir empregos

Foto: Divulgação

Brasil – Medida é voltada a pequenas e médias empresas; empregadores que aceitarem o financiamento não poderão demitir por dois meses
O governo federal anunciou, sexta-feira (27/3), uma linha de crédito emergencial a juros reduzidos para pequenas e médias empresas no valor de R$ 40 bilhões. O objetivo da medida é financiar a folha de pagamento dessas empresas e garantir empregos. Pela iniciativa, o governo vai arcar com os salários de funcionários que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.090) durante dois meses.

O anúncio foi feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelos presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica, Pedro Guimarães; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

Durante o anúncio, o presidente Bolsonaro destacou a preocupação do governo em proteger a população e atender as vítimas do coronavírus e em manter os empregos ameaçados em função das dificuldades enfrentadas diante da pandemia da Covid 19.

Durante esse período, a empresa que aceitar o financiamento não poderá demitir seus trabalhadores. A linha de crédito prevê juros de 3,75% ao ano, com zero de spread bancário, ou seja, não haverá lucros para os bancos nesta operação. Haverá também uma carência de seis meses para as empresas começarem a pagar o empréstimo, que poderá ser parcelado em até 36 meses.

A medida vai beneficiar, em todo o país, mais de 12 milhões de trabalhadores e 1,4 milhão de pequenas e médias empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$10 milhões ao ano. Novas medidas para beneficiar trabalhadores informais e micro empresas também estão em estudo pelo governo.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou que o foco do pacote foi direcionado às pequenas e médias empresas porque são elas que precisavam de um socorro imediato, já que encontram maior dificuldade para contrair empréstimos no setor bancário, ao contrário das grandes. Campos Neto ainda destacou que esse público nunca teve acesso a uma taxa de juros tão baixa no Brasil.

Do total dos recursos do programa, 85% são provenientes do Tesouro Nacional (R$ 34 bilhões) e 15% dos bancos privados. O financiamento será operacionalizado pelos bancos com os quais os empresários já possuam relacionamento. Já os pagamentos dos salários serão direcionados diretamente para as contas dos trabalhadores e estarão ligados aos CPFs dos funcionários. Empregadores poderão fazer a complementação de funcionários com salários maiores.

Nesse sentido, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou que o pacote foi pensado de forma responsável, de modo a garantir o equilíbrio financeiro da estatal. Segundo ele, as medidas anunciadas são um exemplo de que é possível utilizar o Tesouro Nacional para suportar 85% dos recursos destinados aos potenciais tomadores da modalidade de crédito.

Novas linhas de crédito

O governo também disponibilizará, via Caixa Econômica Federal, uma linha de financiamento de R$ 5 bilhões para as Santas Casas – que são entidades sem fins lucrativos – de todo o país a uma taxa de 10% ao ano. Até então, essa taxa era de 20%. Contratos antigos também serão revisados.

Foi concedida, ainda, outra uma linha de crédito a partir de recursos do BNDES para empresas de saúde, no valor de até R$ 2 bilhões Os juros aplicados serão de 10% ao ano. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, acrescentou que novas medidas serão anunciadas pelo banco nos próximos dias com foco, principalmente, em empresas de transporte aéreo e terrestre de passageiros.

A Caixa Econômica anunciou também nova redução de juros e aumentou prazos para pagamentos. Os juros do cheque especial e rotativo do cartão de crédito foram fixados em 2,9% ao mês

Outra medida adotada pela Caixa é o adiamento, por três meses, do pagamento das parcelas de quem tem financiamento imobiliário, beneficiando 800 mil famílias.

Fonte: https://portalcm7.com/

Fonte: Ministério da Economia