Arquivo mensais:abril 2020

Pesquisa apresenta perspectivas otimistas para o setor imobiliário

 

É inegável o quanto a pandemia do novo coronavírus mudou a rotina de todo o mundo, além de impactar diretamente na economia. No entanto, apesar do receio, alguns setores ainda ensaiam uma recuperação mais expressiva que outros nos próximos meses, como é o caso do meio imobiliário, por ser um porto seguro em momentos de volatilidade dos ativos financeiros. O segmento deve ter prioridade em receber incentivos do governo Federal, por ser um grande gerador de empregos, e com a previsão de uma queda ainda maior da SELIC, bons ativos imobiliários prometem rentabilidade muito superior a estes.

A Brain Inteligência Estratégica – empresa de consultoria com expertise no setor de imóveis que entrevista cerca de 30 mil pessoas por ano – utilizou seu banco de dados de respondentes entre outubro de 2019 a fevereiro de 2020 para levantar alguns dados, como quem tinha desejo de comprar imóveis no próximo ano. A partir disso, a instituição conversou com 600 respondentes com idade média de 41 anos na última semana de março e perguntou se algo havia mudado da primeira resposta até agora por conta do cenário atual. Dos 43% que haviam dito ter o desejo de adquirir um imóvel no próximo ano, 55% afirmam que ainda pretendem comprar imóveis nos próximos meses e a maioria dessas pessoas mora nas regiões sul e sudeste.

Fábio Tadeu Araújo, sócio diretor da empresa, alega que as condições atuais podem ser vistas com otimismo pelas imobiliárias e incorporadoras, já que muitas pessoas acreditam que o mercado imobiliário pode ser um porto seguro frente às outras opções. “Ainda temos condições. Seria negativo se 90% estivessem adiando a compra ou a locação de um imóvel, mas essa e outras pesquisas apontam que a maioria irá manter o cronograma normalmente”, afirma.

Para Fábio, também não é hora de as incorporadoras imobiliárias pararem totalmente seus lançamentos, o que não acontecerá com 56% das 362 empresas questionadas no mesmo período de março, dessa vez, em uma pesquisa em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Segundo a amostra, 13% pretendem lançar empreendimentos normalmente no 2º semestre de 2020, 18% irão adiar lançamentos em até 120 dias, enquanto 25% farão isso em até 60 dias, no máximo.

A pesquisa Data ZAP, do Grupo Zap, entrevistou 5 mil pessoas em todo o Brasil também na última semana de março e apresentou alguns dados que corroboram o que foi exposto pela Brain. Da parcela de 3.759 respondentes, 14% acredita que vão comprar imóvel no tempo previsto ou até mesmo antes que o programado, sendo que 24% será em menos de três meses e 30% entre quatro e seis meses. E, quem fizer parte desse grupo, talvez encontre valores mais atrativos no mercado porque, segundo a mostra, 6 a cada 10 profissionais do mercado imobiliário, dos 1.180 entrevistados, acreditam que os preços dos imóveis ficarão mais atrativos durante a pandemia para que os negócios sejam mantidos ou novos se iniciem. Esse é um dos fatores que leva 38% a acreditar que o mercado voltará a aquecer ainda em 2020 e 31% em 2021.

Fonte: https://radiomaringa.com.br/

Construção Civil reforça importância do setor na recuperação do país

Os vice-presidentes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) das áreas de Indústria Imobiliária, Celso Petrucci, e de Habitação de Interesse Social, Carlos Henrique de Oliveira Passos, participaram no dia 24 de abril do Seminário da Indústria da Construção Civil 2020, do jornal A Tribuna de Santos e Região. Via webinar, o debate foi sobre o cenário atual e a importância do setor da construção para a recuperação no pós-pandemia.

Segundo Celso Petrucci, a previsão inicial é de que o mercado imobiliário retome seu ritmo ainda em agosto, embora não na mesma velocidade demonstrada em janeiro e fevereiro deste ano, liderado por São Paulo.

A estimada de queda nas vendas, segundo pesquisa realizada pelo Bradesco e apresentada na semana passada durante live, está entre 21% e 23%, o que, segundo Petrucci, é inferior ao recuo de 45% registrado na crise de 2008. “Nosso produto vai sair fortalecido em relação a outros ativos financeiros”, afirmou.

Ambos descartaram o distrato como problema neste momento de pandemia, tanto em razão da Lei nº 13.786/2018, que disciplina a resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidade imobiliária em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano, quanto dos investidores não terem retornos melhores. “Neste momento, a economia desfavorece o pedido de distrato”, diz Petrucci. “As pessoas estão mais em busca da necessidade do que de transformar a incorporadora em um banco”, reforçou Carlos Henrique.

 

 

Para potencializar a venda de imóveis novos durante a pandemia e gerar novos postos de trabalho na construção civil, o vice-presidente de Habitação de Interesse Social (HIS) mencionou a campanha Vem Morar, lançada na semana passada para estimular a compra de imóveis.

Articulada pela CBIC e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias Abrainc, com duração inicial de 60 dias, a campanha conta com a parceria da Caixa Econômica Federal e contempla desde empreendimentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) até empreendimentos de alto padrão com benefício mínimo de 3 mil reais sobre o valor do imóvel.

Carlos Henrique destacou que o consumidor terá condição especial de seis meses (180 dias) para pagar a primeira parcela e as construtoras, como forma de capital de giro, a antecipação de até 10% do valor do contrato para as obras em andamento. “É uma medida que, além de trazer o benefício ao cliente, mantém a relação do construtor com o mercado”, menciona, citando que já há empresas que estão realizando vendas via plataforma digital.

Além disso, o vice-presidente de HIS ressaltou que a carência social por habitação e infraestrutura urbana – saneamento, logística – ficou ainda mais latente durante a pandemia, o que reforça a necessidade de oferecer soluções para movimentar a economia. “A CBIC enxerga a construção como principal ator de reativação da economia”, frisou.

Sobre paralisação, os vice-presidentes da CBIC destacaram que a percepção é de que não foi intensa na construção, apesar da paralisação total em Pernambuco, Ceará e Piauí. No entanto, a produtividade não é a mesma em razão do afastamento dos trabalhadores que têm mais de 60 anos ou pertencem ao grupo de risco. “Temos contado com apoio da CBIC, do Seconci e do Sesi no sentido de criar protocolos para as empresas do setor”, afirma Carlos Henrique.

Sobre as lições aprendidas e que devem ser aplicadas no pós-pandemia, os vice-presidentes citam o bom desempenho dos trabalhadores em home office, o que deve influenciar no mercado corporativo, onde as empresas terão instalações mais compactas.

Ao criticar os contínuos saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como o proposto na Medida Provisória 946/2020, que prevê liberação de R$ 1.045,00 por trabalhador, Petrucci reforçou que o FGTS é mais importante do que a caderneta de poupança para o crédito imobiliário e que também financia o saneamento básico no país. “O que se construiu de 1966 até hoje no Brasil muito foi por conta dos recursos do FGTS e menos da SPBE”, alertou

Petrucci reforçou que no site, na área ‘CBIC Urgente – Combatendo o Covid-19 com informação’ estão disponíveis as iniciativas desenvolvidas pelo setor neste momento de pandemia. 

Veja mais sobre o assunto em matéria do jornal A Tribuna.

Fonte: https://cbic.org.br/

Coronavírus: como é viver em quarentena no maior complexo de apartamentos do Brasil

 

 

 

As dimensões e o luxo dos apartamentos são tão variadas quanto as realidades econômicas dos moradores – de apartamentos de 27 metros quadrados a outros com mais de 400 metros quadrados, o Copan funciona pelo trabalho de seus 102 funcionários como uma reprodução da própria sociedade brasileira.

A vista do alto do Copan

Por lá, desde janeiro que Affonso Celso Oliveira, síndico do edifício e conhecido pelos moradores como “prefeito”, decidiu fechar o acesso ao telhado do prédio, comumente frequentado por centenas de visitantes diários – tudo para evitar a contaminação pelo coronavírus.

 
Os elevadores são mantidos limpos de forma incessante, e os funcionários que podem recebem vales-combustível, a fim de evitarem transportes públicos. Os porteiros são orientados a relatarem moradores com sintomas, e uma moradora que retornou da Europa e apresentou sintomas passou a ser “cuidada” diariamente pela equipe do edifício.
 

O futuro é incerto em todo o país, e evidentemente que o Copan não está imune à pior pandemia que dos últimos cem anos, mas talvez o seu “prefeito” tenha muito a ensinar para nossas autoridades: com sua política rigorosa e considerando a doença por sua real gravidade, seu esforço vem sendo recompensado pela ausência de casos relatados até aqui dentro do prédio.

Fonte: https://www.hypeness.com.br/

 

Abu Dhabi: apesar da covid, negócios imobiliários cresceram

Transações de imóveis somaram US$ 5,2 bilhões no primeiro trimestre no emirado, com alta de 22%. Governo local lançou pacote com isenção de taxas para o setor.

Da Redação

São Paulo – As transações imobiliárias somaram 19,2 bilhões de dihrams e cresceram 22% em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, no primeiro trimestre deste ano, apesar das circunstâncias excepcionais que o emirado enfrenta em função da batalha contra a covid-19. O valor significa US$ 5,2 bilhões pela conversão atual.

A informação foi publicada no jornal local The National a partir de dados fornecidos pelo Departamento de Municipalidade e Transportes (DMT) do emirado. No mesmo período do ano passado, o montante negociado no setor imobiliário somou 15,8 bilhões de dihrams, o equivalente a US$ 4,3 bilhões pela conversão atual. O número de negócios foi de 7.600 nos primeiros três meses deste ano contra 5.085 em igual período de 2019.

Segundo o jornal, alto valor das transações imobiliárias foi registrando quando já estavam em vigor medidas para conter a disseminação do coronavírus, o que afetou empresas e resultou em cortes de salários e perda de empregos. Algumas medidas podem ter ajudado a impulsionar o segmento. Para conter a crise, o DMT isentou pessoas físicas e jurídicas de uma série de taxas relacionadas à compra de imóveis.

As transações citadas incluem negócios com terrenos, edifícios e imóveis individuais. O primeiro segmento, o de terrenos, representou a maior parte dos negócios de compra e venda. Transações na Ilha de Al Reem registraram os maiores valores, seguidas pelos negócios na Ilha Saadiyat, e depois na região de Al Reef e então na Ilha Yas.

O diretor executivo do setor imobiliário do DMT, Adeeb Al Afeefi, atribuiu o desempenho ao direcionamento das lideranças do emirado, de promover o desenvolvimento econômico e garantir um ambiente de investimentos atraentes, e do pacote de estímulo com isenção de taxas, entre outras medidas.

Fonte: https://anba.com.br/

‘Vem Morar’ dará desconto na venda de imóveis novos em todo o Brasil

 

Construtoras e incorporadoras de todos os portes iniciam nessa quinta-feira, 23/04, uma operação nacional e inédita de estímulo à compra de imóveis. Articulada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), a campanha Vem Morar tem parceria com a Caixa Econômica Federal e contemplará desde o segmento econômico, como unidades do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), até empreendimentos de alto padrão com benefício mínimo de R$ 3.000,00 sobre o valor do imóvel. A iniciativa terá duração inicial de 60 dias e visa não apenas preservar o emprego como, também, gerar novos postos de trabalho na construção civil durante a pandemia pelo novo coronavírus.

A oferta de condições especiais ao comprador na comercialização de imóveis foi anunciada pelas duas entidades, em entrevista conjunta pela internet nessa quinta-feira (23). “O que a CBIC quer é movimentar o mercado para continuar mantendo os empregos. Não temos hospitais, não somos médicos. O nosso cliente é a saúde da economia. Esse é o nosso foco. Estamos fazendo o que é possível para manter esse setor, que tanto gera emprego”, afirma o presidente da entidade, José Carlos Martins.

“Vamos continuar lutando para que a gente saia dessa pandemia e que a geração de emprego seja bastante importante para ajudar na recuperação econômica do país”, menciona o presidente da ABRAINC, Luiz Antonio França.

A campanha Vem Morar é um desdobramento das ações de estímulo ao mercado imobiliário anunciadas pela Caixa. Empresários do setor estão unindo esforços com o governo federal para manter o emprego na indústria da construção. Segundo maior empregador do país, com mais de 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada e outros 4 milhões de postos de trabalho indiretos, a construção civil reforçou seus protocolos de segurança e saúde para manter suas atividades em um ambiente de segurança sanitária e proteger a saúde de seus colaboradores em meio à epidemia da Covid-19.

Para fortalecer a iniciativa do setor, a Caixa autorizou o uso de sua marca pelas empresas que tenham relacionamento com o banco e aderirem à campanha Vem Morar. Construtoras e incorporadoras atenderão a um conjunto de exigências e o agente financeiro promete agilidade na concessão da autorização – os pedidos serão concluídos em até 24h, para dar agilidade à campanha. A campanha Vem Morar acontecerá simultaneamente em todo o Brasil.

“Ao comprador está sendo dada a condição especial de 180 dias para pagar a primeira parcela e às construtoras, como garantia da entrega do empreendimento, a antecipação de até 20% do valor do contrato para obra nova e de até três parcelas de contratos existentes, limitados até 10% do valor do contrato para as obras em andamento”, afirma Martins. Segundo ele, ao dar desconto no preço do imóvel, construtoras e incorporadoras criam condições ainda melhores para a aquisição.

As condições especiais de comercialização terão duração inicial de 60 dias, mesmo prazo das novas regras adotadas pela Caixa no financiamento imobiliário, e poderão ser prorrogadas no futuro. “Não tem forma de sair dessa crise, que não seja via investimento. O governo ontem começou a fazer lançamentos por meio do programa Ordem e Progresso. Provavelmente o mercado imobiliário vai estar na continuidade desse anúncio”, frisou Martins.

Sobre a expectativa de manutenção das obras, o presidente da CBIC disse que esse é o objetivo e por isso o setor está criando condições para manter a atividade e garantir o emprego, os contratos e a entrega dos imóveis. “A própria retomada de obras que está parada é um exemplo. São mais de 70 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida paralisadas no país inteiro. São 80 mil empregos diretos, no mínimo”, diz.

O setor da construção em números:

  • Número de ocupados na cadeia da Construção Civil: 11,4 milhões de pessoas (FGV/2018)
  • Número de trabalhadores com carteira assinada no setor da Construção: 2,046 milhões (Caged/Ministério da Economia/ dez. 2019)
  • PIB da cadeia produtiva da Indústria da Construção: R$ 432,3 bilhões, o equivalente a 7,4% do valor adicionado no país (2018)
  • Participação da Construção Civil no PIB nacional em 2019: 3,7%

Fonte: https://cbic.org.br/

Momento é propício para compra de imóveis, apontam especialistas

Setor de leilão online de casas, apartamentos e terrenos vê expansão; números apontam crescimento da prática como investimento.

A recomendação de isolamento levou a uma diminuição nos gastos dos consumidores e, como consequência, provocou uma reflexão sobre os hábitos de consumo. Relatório da WGSN, especialista em previsão de tendências de comportamento, aponta que, em meio à incerteza, consumidores passaram a ser cautelosos e a analisar mais cuidadosamente o quê e como consumir. Nesse contexto, muitos consumidores estão reconsiderando seus valores e passaram a buscar empresas e marcas que os façam sentir-se mais seguros. Os consumidores querem produtos que reflitam seus valores pessoais mesmo após o período de isolamento. Embora essa tendência já fosse crescente, o novo cenário global acelera essa busca.

Mas em toda crise, há oportunidades. O crescimento das vendas online, por exemplo, além de impulsionar um crescimento nas compras por aplicativos, fez com que empresas como Americanas, Carrefour, Fastshop e Casas Bahia – disponíveis na MyCashBack, plataforma de cashback com mais de 300 sites cadastrados – registrassem um aumento significativo nas vendas através da internet, nos últimos dias.

Outro exemplo mais concreto é o investimento em imóveis em tempos de pandemia. Com a bolsa instável, a tendência é de movimentação de recursos alocados em fundos e ações para alguns investimentos imobiliários, que trazem maior segurança e estabilidade, além de garantir boa rentabilidade. A recuperação do mercado imobiliário após a recessão que afetou os preços de apartamentos e casas no país está atraindo os investidores de volta a esse mercado, dizem profissionais do setor.

Consultores especializados reiteram que a recuperação dos preços dos imóveis após a recessão que afetou os preços dos imóveis está atraindo os investidores de volta a esse mercado. No ano passado, as vendas tiveram forte alta de 49,5%, para 44,7 mil unidades, em São Paulo, maior centro urbano do país. No período, foram lançadas 55,5 mil unidades, com aumento de 49,6%, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgados pelo Secovi-SP.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande parte da população se concentra em grandes e médias cidades – onde se encontram as maiores oportunidades de emprego e renda –, e é nessas regiões em que o mercado imobiliário torna-se cada vez mais atraente, principalmente nas capitais e nos grandes centros.

E quando olhamos para os dois exemplos, compra de imóveis e vendas online podem ser complementares. Hoje, é cada vez mais comum arrematar produtos em sites de leilões. Especialistas apontam, inclusive, que leilão de imóveis é um bom investimento, com retorno financeiro muito maior do que as outras aplicações e risco muito baixo. Além disso, jornais como O Globo, O Estado de São Paulo e Valor Econômico têm seções semanais ensinando tudo sobre leilões e informando as oportunidades de arremate disponíveis.

Quer investir em imóveis? Veja quatro dicas importantes para não errar

Terrenos: O investimento em terrenos próximos às regiões centrais das capitais é uma aplicação segura e altamente lucrativa em médio prazo, graças ao crescimento horizontal das áreas urbanas. Estima-se que a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos terrenos gira em torno de 41% ao ano, enquanto a poupança não costuma ultrapassar os 7% a.a., e o CDB paga em média 10% a.a. Estude o plano diretor e conheça as perspectivas de crescimento da região onde se encontra o terreno que deseja adquirir.

Imóveis na planta: O rendimento para imóveis que ainda não foram construídos gira entre 20% e 30% logo nos primeiros dois anos após o início das obras.

Imóveis prontos. Recauchutar e repassar. Essa é a forma mais comum de investimento em casas já prontas. A revenda após a reforma é comumente realizada com grande margem de lucro. Se comprados para locação, é preciso estudar a dinâmica da cidade e do bairro e o perfil dos moradores da região – por exemplo, em um bairro tipicamente universitário, não vale a pena investir em imóveis grandes e luxuosos, dê preferência a flats e apartamentos pequenos.

Leilões online. O aquecimento do mercado de leilões online na última década trouxe uma nova perspectiva para quem aposta nesse setor, em especial para compradores de imóveis. Faça uma busca rápida pelo nome do site e verifique se há reportagens sobre o tema ou mesmo menções no Reclame Aqui. Totalmente gratuito, o site ainda abre espaço para que as próprias empresas possam retornar os clientes com um posicionamento.

Por agência digital emarket

Fonteagência digital emarket

LGPD: Entenda como essa lei deve impactar o mercado imobiliário

LGPD: entenda como essa lei deve impactar o mercado imobiliário

Lei Geral de Proteção de Dados chega para estabelecer regras no tratamento de dados das pessoas.Créditos: Shutterstock

 

Construtoras e incorporadoras devem se preparar para executar corretamente o tratamento de dados

Antes mesmo de comprar um apartamento, no próprio cadastro de interesse, já são solicitadas ao cliente algumas informações para iniciar essa análise. Nome completo, endereço, telefone, e-mail e informações de renda, por exemplo, são alguns itens comuns nesta análise inicial de compra. Atualmente, cada incorporadora, construtora e corretora de imóveis, cadastra esses dados em suas bases e, muitas vezes, os compartilha com outras empresas. Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), isso não poderá mais acontecer.

A LGPD, que deve entrar em vigor em agosto de 2020, será implantada com o objetivo de regular e garantir o controle sobre dados pessoais, para proteger a privacidade e autodeterminação informativa das pessoas físicas titulares dos dados. De acordo com palestra realizada no SindusCon-SP, pelas profissionais, Natália Brotto, sócia do Brotto Campelo Advogados; e Vanessa Pareja Lerner, sócia do Dias Carneiro Advogados; a lei se se aplica ao tratamento de dados pessoais de pessoas físicas, em meio físico ou digital, realizado por pessoas físicas ou jurídicas.

A palavra “tratamento” na LGPD significa toda e qualquer operação realizada com dados pessoais. Armazenamento de currículos de candidatos, processos seletivos, processamento de informações pessoais de pessoas físicas em notas fiscais etc, todos esses dados são de posse do seu titular – ou seja, os dados adquiridos pela incorporadora, mesmo sendo adquiridos por ela, não são delas, são do titular desses dados e podem ser solicitados a qualquer momento pelo seu titular – a falta de entrega deles para o titular dentro do prazo determinado pela lei, de 15 dias, pode gerar, inclusive, multas financeiras para a empresa.

LGPD: como as incorporadoras e construtoras devem se preparar?

Para que a LGPD funcione na sua companhia, o primeiro passo é organizar todos esses dados. Hoje, muitas companhias podem adquirir dados de uma mesma pessoa em momentos variados, por equipes diferentes, e armazená-los também em diferentes locais. Isso não poderá mais acontecer: a construtora ou incorporadora deve implementar um sistema e garantir que todos os dados daquela pessoa estejam consolidados ali.

Confira um check list de como se preparar:

 

– Crie um comitê de dados: para que a lei seja cumprida adequadamente é preciso contar com uma equipe que possa estudá-la de forma completa. A ideia é que neste comitê, tenha ao menos um profissional de tecnologia da informação (que saberá lidar com os procedimentos de recebimento e armazenamento de dados) e com um profissional jurídico (responsável pela compreensão da lei). É importante que esses profissionais criem uma rotina para verificar se todas as equipes estão realizando o tratamento de dados adequadamente e não expondo a própria empresa.

– Comunique a todos sobre o cumprimento das regras: os seus colaboradores internos e externos precisam saber das regras para evitar erros. Por exemplo, se algum desses profissionais compartilhar os dados dos clientes para alguma corretora parceira e essa corretora acionar o cliente, ele pode entrar com um processo por não ter dividido os seus dados com essa corretora e a responsabilidade é da incorporadora ou construtora pela proteção desses dados.

– Faça comunicados para os seus clientes sobre o tratamento de dados: uma das formas de se proteger em um processo é contar para o seu cliente, previamente, que a sua companhia não compartilha seus dados com terceiros e que existe uma política de proteção de dados, garantindo que qualquer contato externo não foi facilitado por vocês. Esse material é importante até mesmo para auxiliar como prova de que a construtora ou incorporadora está preparada para cumprir a lei.

– Para finalizar: crie políticas sólidas de privacidades; mecanismos de segurança para captação de dados; solicite a quantidade mínima possível de dados do cliente; busque parceiros que cumpram a lei.

 

Quais são os direitos dos titulares?

SindusCon-SP listou na palestra os tópicos importantes de direitos dos titulares, conforme abaixo:

▪ Confirmação da existência e acesso aos dados coletados;

▪ Correção dos dados incompletos;

▪ Anonimização, bloqueio e eliminação de dados desnecessários;

▪ Portabilidade dos dados a outro fornecedor;

▪ Eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento;

▪ Informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador compartilhou dados;

▪ Informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e consequências da negativa;

▪ Revogação de consentimento.

Quais as sanções que podem ser aplicadas?

▪ Advertência, com indicação de medidas corretivas;

▪ Bloqueio de dados pessoais até regularização;

▪ Multa simples de até 2% do faturamento no seu último exercício (limitada a R$ 50 milhões) por infração;

▪ Multa diária até o limite de R$ 50 milhões;

▪ Eliminação de dados pessoais a que se refere a infração;

▪ Publicização da infração.

 

Primeiros impactos da LGPD no Brasil: um caso real

De acordo com as palestrantes, no final do ano passado, um cliente que conhecia a LGPD já acionou o meio jurídico e processou uma incorporadora por uma situação que passou. Após comprar um apartamento, ele recebeu contatos de uma empresa de móveis planejados que estava munida de suas informações. Sabia que ele havia adquirido a unidade do apartamento e, com essas informações, gostaria de fechar negócio com ele.

Sabendo que a prática estava incorreta e que a empresa adquiriu seus dados sem a sua ciência, o cliente acionou a Justiça e processou a incorporadora, que era responsável por seus dados e os compartilhou sem a sua autorização. Segundo as palestrantes, o cliente ganhou este processo e uma das penalidades da incorporadora foi pagar uma multa de danos morais para ele no valor entre R$ 60 a R$ 80 mil.

Este caso serviu de alerta, porque após a aprovação da lei e de sua divulgação, podem ocorrer processos em massa contra construtoras e incorporadoras. Portanto, é preciso se preparar desde agora para garantir o cumprimento da lei e evitar prejuízos financeiros muito relevantes.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

O que esperar do mercado imobiliário pós-coronavírus?

O setor precisará passar por muitas transformações – e pensar no digital pode ser a solução

Sabemos que vamos ter grandes transformações e, por isso, algumas medidas são necessárias. Adiar lançamentos de novos apartamentos, por exemplo, é uma decisão urgente a ser tomada
 

O mercado imobiliário começou 2020 com o pé direito: a expectativa dos especialistas reforçava uma alta de 3%, destacando o setor como um dos motores da economia para este ano. Mas, com a propagação do coronavírus no país, o que esperar do setor de imóveis?

Sabemos que vamos ter grandes transformações e, por isso, algumas medidas são necessárias. Adiar lançamentos de novos apartamentos, por exemplo, é uma decisão urgente a ser tomada. A ideia é não aglomerar pessoas – e é fundamental que os empreendimentos do setor sigam todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Na ausência dos atrativos estandes, uma alternativa pode ser reforçar os tours virtuais no site, para que os potenciais clientes possam navegar pelo projeto decorado dos apartamentos. E sabemos que, nesse ponto, a tecnologia pode ajudar: o uso de vídeo e fotos profissionais, em um giro em 360° dos imóveis em anúncios, são uma solução muito conhecida e que pode ser incentivada ainda mais nesse período. A realização das negociações utilizando o envio de documentação e a assinatura de contrato on-line também podem ser respostas positivas ao cenário atual.

É claro que comprar um apartamento não é tão simples, mas pode ser mais descomplicado do que parece. Nesse momento, com as pessoas em casa, é comum observar que elas invistam mais tempo procurando novas possibilidades de negócios. Não quero ficar preso, aqui, em uma bolha de otimismo, que ignora uma possível crise no setor imobiliário. Sabemos que o aquecimento que estávamos vivenciando deve diminuir consideravelmente no próximo trimestre. No entanto, também não podemos ser pessimistas: há muito para ser feito no setor, e pensar no digital pode ser a solução.

Alex Frachetta

CEO do Apto

Fonte: https://amanha.com.br/

Por 1,2 milhão de empregos, Caixa socorre construtoras

Principal financiador do mercado imobiliário brasileiro estimula que canteiros de obras se mantenham ativos

Caixa pode estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas. Crédito: Caixa Notícias

Caixa pode estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas. Crédito: Caixa Notícias

 

Entrou em vigor no dia 13 de abril o pacote de socorro da Caixa Econômica Federal às construtoras, e que chega a 43 bilhões de reais. Em troca, as empresas terão que preservar 1,2 milhão de empregos. Entre as medidas, está a carência de 90 dias para contratos de obras. Aos canteiros que se mantiverem ativos sem atraso no cronograma, o banco antecipará até 3 meses dos recursos contratados – limitado a 10% do custo financiado. Exemplo: se a construtora contratou 1 milhão de reais e acordou com a Caixa que o cronograma de execução será em 30 meses, ela terá direito à antecipação de 100 mil reais, em vez do repasse mensal de 33,3 mil.

Outra decisão permite a prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização. Nos casos de contingências na execução, por questões decorrentes da pandemia de COVID-19, a Caixa admitirá a reformulação do cronograma da obra. Na hipótese de a obra ainda não ter começado, também haverá a possibilidade de prorrogar o início por até 180 dias em caso de risco de contágio dos trabalhadores. A construtora ainda poderá antecipar 20% dos recursos contratados. “As medidas estão atreladas ao compromisso de não demitir”, avisa o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Pessoas físicas também foram incluídas no pacote de ajuda ao setor imobiliário

Pessoas físicas também foram incluídas no mais recente pacote de ajuda ao setor imobiliário, lançado pela Caixa. Foi concedida pausa de 90 dias no pagamento das prestações da casa própria, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso. Já para quem usa o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar parte das parcelas do financiamento será concedida uma pausa de 90 dias no pagamento da parte não coberta pelo FGTS dentro da prestação. Caso o cliente queira continuar adimplente (pagando em dia), ele poderá pedir redução no valor da prestação no período de 90 dias. 

A Caixa avisa que, caso a crise se agrave, poderá estender os benefícios por mais tempo ou anunciar novas medidas. “Isso nunca aconteceu e a Caixa mostra alinhamento com o momento de crise que o país enfrenta. Parte da nossa base de clientes é de pessoas com menor renda. Por isso, todas as medidas que estamos anunciando valem para todos os clientes em todas as linhas de renda, incluindo pessoas jurídicas. Nossa preocupação é com a manutenção de empregos, com os empréstimos e com o programa habitacional. A Caixa vai agir e reagir à crise”, reafirma Pedro Guimarães.

Veja resumo das medidas anunciadas pela Caixa
Pessoa física

– Carência de 180 dias para quem desejar comprar imóvel enquadrado no Minha Casa Minha Vida.
– Pausa de 90 dias no pagamento das prestações da casa própria, independentemente do padrão do imóvel, mas desde que esteja financiado pela Caixa.
– Para quem quiser continuar pagando em dia as prestações, existe a possibilidade de fazer o pagamento parcial das parcelas no período de 90 dias.
– Vistoria facilitada nas obras dos clientes da Caixa que optaram pela autoconstrução da casa própria.

Construtoras

– Prazo de carência de 180 dias para início das obras e para iniciar a amortização da dívida das obras concluídas.
– Antecipação do financiamento pessoa jurídica em valor equivalente a até 3 meses do cronograma de obra a executar.
– Liberação de recursos de financiamentos não utilizados anteriormente.
– Prorrogação do cronograma físico-financeiro das obras.
– Pagamento parcial dos encargos por 90 dias.
– Antecipação de até 20% do financiamento em novos empreendimentos.

Serviço
Para mais informações, a Caixa recomenda a utilização dos canais digitais, como internet banking e App Habitação Caixa, além dos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505, opção 7, ou  o número 0800 726 8068 para renegociação de contrato.

Entrevistado
Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@caixa.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Vale a pena adiar o pagamento de dívida durante a crise?

Dinheiro, empréstimo (Foto: anyaberkut // Getty Images)

Vale a pena atrasar a parcela de empréstimo durante a crise?  (Foto: anyaberkut // Getty Images)

Toda medida que vai ao encontro de dar um alívio no orçamento doméstico é bem-vinda. A possibilidade do adiamento do pagamento de dívidas, a ser negociado com os bancos, só deveria ser considerada se não houvesse acréscimo de juros e depois de esgotadas outras alternativas. É bom comentar também que nem toda dívida é ruim, mas deve-se evitar fazer dívida para financiar o consumo como gastos com alimentação. Na necessidade de se fazer uma dívida, deve-se priorizar aquelas que constroem patrimônio como, por exemplo, o financiamento de um imóvel.

Em qualquer cenário de incerteza precisamos ter recursos financeiros disponíveis, chamamos de liquidez, para fazer frente às nossas despesas. Temos uma crise econômica global desencadeada pela necessidade eminente de combate ao coronavírus e sem a certeza de quando terminará. E sabemos que nem todo mundo tem reservas financeiras suficientes para sustentar este momento de redução ou perda da renda do trabalho.

Dentre as várias medidas extraordinárias disponibilizadas para ajudar as famílias na organização de suas finanças pessoais para atravessar esta crise temporária, está a possibilidade de adiar o pagamento das parcelas de dívidas por 60 dias. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) qualquer dívida pode ser pausada exceto as dívidas do cheque especial e do cartão de crédito que têm regras específicas de renegociação de pagamento. É condição necessária estar adimplente, ou seja, é preciso estar em dia com o pagamento das prestações.

Não há um padrão de tratativas entre os bancos para o adiamento de dívidas. Ao ligar para pedir a pausa de pagamento das prestações, verifique as condições oferecidas. Há bancos que estão fazendo a renegociação do contrato e ajustando as parcelas com juros. Os juros do crédito no Brasil são muito elevados e devem ser evitados. Se o adiamento das parcelas incorrer em pagamento de juros, esta decisão deverá ser a última opção.

Antes de assumir como necessária a postergação do pagamento de seus empréstimos, comece fazendo um levantamento de todas as suas despesas atuais. Primeiramente verifique que mudanças você pode fazer em seu padrão de gastos para otimizar seu orçamento doméstico. O isolamento social altera o nosso fluxo de caixa. Se por um lado podemos reduzir custos com transportes, por outro lado pode haver aumento de gastos com moradia. Além disto, com o uso mais intensivo da Internet, podemos também encontrar alternativas de geração de renda adicional. Portanto o primeiro passo é colocar as receitas e as despesas na ponta do lápis!

Depois verifique se os juros de suas dívidas atuais podem ser reduzidos. Juros de um empréstimo bancário e do crédito consignado, por exemplo, são bem menores que os juros pagos no cartão de crédito e no cheque especial. Você pode fazer trocas de dívidas mais caras por dívidas mais baratas. Há também a opção de portabilidade de um financiamento imobiliário para reduzir o valor da prestação. 

Por último, se depois de tomadas todas as medidas de racionalização, ainda assim o saldo do fluxo de caixa não estiver positivo, faça uso da reserva financeira para complementar seu orçamento caso a tenha. Mesmo que ao final o adiamento das dívidas seja uma medida necessária, seguir os passos da racionalização e fazer o planejamento financeiro são inevitáveis para identificar soluções ao paliativo de 60 dias. Racionalizar significa fazer uso racional dos recursos financeiros disponíveis para equilibrar receitas e despesas e manter a sustentabilidade de um padrão de vida desejável.

Muitos de nós estamos consertando o telhado de nossas finanças pessoais durante uma tempestade que nos pegou de surpresa. Em algum momento a chuva diminuirá. Talvez a força do impacto desta tempestade resultasse mesmo em alguma medida corretiva adicional como postergar o pagamento de uma dívida para liberar mais dinheiro no orçamento agora. Mas daqui para frente é sempre bom lembrar de fazer uso preventivo do planejamento financeiro para reparar o telhado enquanto o sol estiver brilhando.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

*Carlos Castro é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. E-mail: carlos.castro@superrico.com.br