Arquivo mensais:abril 2020

Caixa e Sebrae anunciam R$ 7,5 bi em crédito para pequenas empresas

A fim de reduzir o impacto provocado pela crise do coronavírus (Covid-19) sobre os pequenos negócios no Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) criaram nesta segunda-feira (20) uma linha de crédito para microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas.

Serão oferecidos R$ 7,5 bilhões por meio das operações. Os empresários terão prazo de carência de até 12 meses para começar a pagar com taxas até 41% menores que as usuais do banco.

A parceria, que utiliza as linhas de crédito da Caixa e as garantias concedidas pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), permitiu a redução da taxa de juros, assim como o aumento do número de parcelas, em meio à demanda por crédito causada pela crise do coronavírus. “Isso vem em um momento importante”, menciona o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O microempreendedor individual poderá contratar até R$ 12,5 mil, com carência de 9 meses e prazo de amortização de 24 meses. A taxa de juros será de 1,59% ao mês.

As empresas e MEIs interessados no crédito devem manifestar interesse via  portal Caixa com a sua empresa. O banco fará a avaliação de crédito e apresentará uma proposta, com taxas de juros e prazo de carência específicos para cada solicitante. Podem solicitar o empréstimo empresas adimplentes com faturamento anual de até 4,9 milhões de reais, que tenham mais de 12 meses com receita.

 

 

 Crédito Especial Empresa – Capital de Giro

PORTE Crédito Especial Empresa – Condições Negociais
Valor máximo contratado por CNPJ Carência Amortização após carência Taxas de juros
Micro Empreendedor Individual Até R$ 12,5 mil 9 meses 24 meses 1,59% a.m
Micro Empresa Até R$ 75 mil 12 meses 30 meses 1,39% a.m

 

Empresa de Pequeno Porte Até R$ 125 mil 12 meses 36 meses 1,19% a.m

 

Além de entrar com recursos para alavancar o volume de operações de crédito por meio do Fampe, o Sebrae oferecerá aos empreendedores a inovação do crédito assistido.

“Um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios a crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. Nesse sentido, o Fampe funciona como um salvo-conduto, que vai permitir aos pequenos negócios, incluindo até o microempreendedor individual, obterem os recursos para capital de giro, tão necessários para atravessarem a crise provocada pela pandemia do coronavírus, mantendo os negócios e os empregos”, menciona o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Fonte: cbic.org.br

Home office exige cuidados com a postura

Nas últimas semanas, devido ao isolamento social, muitas empresas aderiram ao home office, o que fez com que salas e quartos de casas e apartamentos virassem escritórios improvisados. Isso acende um alerta, pois na maioria das vezes esses novos ambientes de trabalho pode não ser adequados para garantir uma boa postura e acabar contribuindo para que no fim do dia apareçam dores e futuramente até problemas de saúde.

O alerta é do profissional de Educação Física da Azen Academia, Maiky Recke. “Uma postura inadequada pode causar dores no pescoço, na coluna, na musculatura e nas articulações em geral, além de dificuldades para dormir e danos à saúde”, afirma.

A primeira orientação do professor é escolher bem a cadeira, com encosto adaptado à curvatura da coluna e descansos de braços na altura do cotovelo para que o punho fique em uma posição neutra, sem dobrá-lo. É importante que os pés fiquem apoiados no chão ou sobre um objeto. “Além disso, não se esqueça de manter a coluna ereta e alongar-se de hora em hora, fazendo também caminhadas curtas pela casa durante o horário de expediente”, orienta.

Fonte: https://www.aquinoticias.com/

Por  Rafaela Thompson

Melhores bairros de São Paulo para idosos

São Paulo tem mais de um milhão e setecentas mil pessoas com idade superior a 60 anos, totalizando aproximadamente 12% de sua população.

Melhores bairros de São Paulo para idosos

A terceira idade, também chamada de melhor idade, precisa de cuidados especiais na hora de escolher um local para comprar um apartamento em São Paulo. Calçadas com buracos, falta de opções de lazer, barulho e outros pontos podem gerar não só desconfortos, mas atrapalhar a qualidade de vida desse grupo. No entanto, alguns bairros possuem lá as suas vantagens e são considerados os mais adequados para quem busca comprar apartamento para idosos.

São Paulo tem mais de um milhão e setecentas mil pessoas com idade superior a 60 anos, totalizando aproximadamente 12% de sua população. Segundo projeções da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), a proporção de idosos na capital paulista saltará para 20% até 2030.

O envelhecimento e a urbanização são tendências mundiais. Para ocorrer um processo de envelhecimento ativo, é necessário assegurar a autonomia e a independência dos idosos, de acordo com a gerontóloga Gabrielli Lunardelli, graduada pela Universidade de São Paulo. “Os bairros precisam ser amigáveis, ou seja, não se resumir apenas a aspectos relacionados à mobilidade. Devem estar adaptados: sem obstáculos, transporte público de qualidade, segurança, serviços de saúde eficientes”.

Alto de Pinheiros, Jardim Paulista e Lapa são os bairros na capital paulista com o maior número de idosos. Todos eles possuem o Índice de Desenvolvimento Humano alto. O IDH mede o grau de desenvolvimento em um local, considerando a educação, renda e saúde. O índice varia de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, melhores são as condições. No bairro Jardim Paulista, o índice de IDH é de 0,957, seguido pelo bairro Alto de Pinheiros onde o índice é de 0,955 e o bairro da Lapa com 0,941 de IDH. Dessa forma, essas três localidades são consideradas excelentes para que os idosos pesquisem por apartamentos em São Paulo.

Alto de Pinheiros

Idosos ou pessoas que estão pensando no futuro podem começar sua procura por apartamentos à venda no Alto de Pinheiros. Neste bairro, 36% dos responsáveis pelas residências são pessoas com mais de 60 anos.

O Parque Villa-Lobos é um atrativo, além das ruas arborizadas e mais calmas, também possui diversas opções de lazer para que a população  de todas as idades possa  ter um refúgio próximo do seu apartamento em SP.

Jardim Paulista

Ter hospitais, farmácias e clínicas perto da residência é um fator a favor para os idosos, sobretudo para aqueles que precisam de algum tratamento constante. Morar em apartamento Studio no Jardim Paulista proporciona ter fácil acesso a vários desses locais, contribuindo para a saúde das pessoas.

Não faltam opções de lazer. O bairro é próximo do Parque Ibirapuera e dá fácil acesso aos restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos que estão espalhados pelo Jardim Paulista. Cerca de 32% dos responsáveis pelos domicílios no bairro são da melhor idade.

Lapa

Pessoas que estão pensando no futuro podem adquirir apartamentos na Zona Oeste, especificamente na Lapa. 48% das residências com apenas um morador, nesta localidade, são ocupadas por um idoso. Além disso, 33% dos responsáveis pelas casas na região pertencerem a esse grupo.

A região possui muitos lugares para lazer e cultura, como a praça Mirante da Lapa e a União Fraterna, localizados perto de apartamentos à venda em SP.

A localização está diretamente relacionada à qualidade de vida. A gerontóloga diz que os problemas urbanos enfrentados pela maioria das cidades impactam negativamente na vida da população, principalmente para os idosos. “Muitas vezes, esse grupo apresenta capacidade funcional reduzida e menor oportunidade de participação e interação com o meio urbano”. Para ela, é importante que os bairros proporcionem o bem-estar de toda a população.

Fonte: www.odebate.com.br

Imóveis entram na era digital

Vendas por WhatsApp, videoconferência, tour virtual e até drones. Construtoras adotam novas estratégias para oferecer aos clientes opções de compra durante o isolamento social.

Crédito:  Evandro Rodrigues

 

Em tempos de isolamento social, causado pelo coronavírus, ter uma casa ganha um significado ainda mais importante. Especialistas garantem que manter o mercado imobiliário aquecido será essencial para recuperar a economia pós-pandemia. Diante deste cenário, construtoras e incorporadoras adotaram iniciativas que prometem revolucionar o setor, inclusive após a quarentena. Envolvem, por exemplo, a utilização de plataformas de vendas digitais, campanhas on-line para a divulgação de empreendimentos e novas estratégias para mostrar as unidades aos interessados.

As medidas buscam manter a retomada no ritmo de crescimento e compensar a proibição de abertura dos estandes aos clientes. Aliado a isso, a Caixa Econômica Federal disponibilizou, desde o início da crise, R$ 154 bilhões em recursos ao setor, para garantir a estabilidade operacional.

No Rio de Janeiro, a construtora Mozak diversificou as ações para atrair a atenção do consumidor. Com 25 anos de atuação no segmento de alto luxo e foco, principalmente, nos bairros de Leblon, Ipanema e Lagoa, a empresa intensificou o modo on-line de trabalho e tem procurado os clientes remotamente via WhatsApp e videoconferências, além dos tradicionais contatos telefônicos e por e-mail. O que mais chama a atenção é a forma de exibir o imóvel ao potencial comprador.

São oferecidos tour virtual, book de venda digital, vídeos e imagens de drone com a vista de cada apartamento e da região. “Estamos conseguindo nos comunicar e mostrar todos os detalhes dos imóveis, o que às vezes não acontecia presencialmente”, diz a gerente comercial Carolina Lindner.

A venda é realizada por meio da docusign, plataforma de assinatura eletrônica com emissão de certificados que garantem juridicamente todo o processo, iniciativa que assegura uma transação 100% digital. “Os clientes estão cada vez mais antenados às novas experiências”, afirma Lindner.

Os empreendimentos comercializados pela construtora têm de 30 a 600 metros quadrados, com valores de R$ 800 mil a R$ 20 milhões. Apesar da fase de incertezas em razão da pandemia, a gerente acredita que este é o melhor momento para diversificar os investimentos. “Imóvel sempre será imóvel. Trabalhamos com um público específico de alto padrão, em localizações em que a oferta é escassa. Sempre existiu e existirá demanda.”

Confiante, ela diz que a Mozak vai manter o planejamento de lançamentos para este ano. A companhia comercializa quatro empreendimentos e tem outros dez em fase de construção. A meta é fechar 2020 com R$ 600 milhões em valor geral de vendas, alta de 20% sobre os R$ 500 milhões comercializados no ano passado.

Já a MRV Engenharia, maior construtora de imóveis econômicos da América Latina, com receita líquida de R$ 6 bilhões em 2019, criou uma plataforma digital de vendas que dá às pessoas a possibilidade de comprar o imóvel remotamente e de forma segura. O sistema foi desenvolvido nos últimos dois anos, estava em testes em Minas Gerais, mas acabou adotado no restante do País em virtude da pandemia. Por meio dele, o cliente pode escolher o apartamento e fechar a transação pela internet, sem nenhum contato com o corretor.

“A casa própria é o bem mais importante para este momento”, afirma Eduardo Fischer, que divide a presidência da companhia com o primo Rafael Menin, e responsável pelas estratégias de expansão da companhia em São Paulo e no Sul do Brasil. A empresa mineira registrou aumento de 60% na procura por imóvel na plataforma, após a criação de feirões on-line, e chegou a negociar uma unidade com um brasileiro residente em Kashiwa, no Japão.

“Conseguimos mostrar todos os detalhes dos imoveis, o que às vezes não acontecia presencialmente” Carolina Lindner gerente comercial da Mozak.

 

Os descontos chegam a R$ 20 mil, dependendo da região no Brasil – a empresa atua em 22 estados. “É claro que uma coisa é a procura, outra é a venda. Mas o interesse continua crescente. Foi assim em março e na primeira quinzena deste mês”, diz o executivo. “Mas é impossível prever algo. O que eu falo hoje pode mudar em pouco tempo.”

Fischer explica que os lançamentos de empreendimentos estão suspensos durante a quarentena, em decorrência da paralisação das atividades em muitas prefeituras e cartórios, responsáveis pelo andamento dos processos administrativos. A MRV chegou a interromper o trabalho em 20% das obras pelo País e tem adotado medidas restritivas para preservar a saúde dos seus 25 mil funcionários diretos. Além disso, aderiu ao Movimento Não Demita, que visa garantir estabilidade aos funcionários por dois meses, e doou R$ 10 milhões para a compra de respiradores para os hospitais de Minas Gerais, onde fica sua sede.

NA CAPITAL E NO INTERIOR 

A Trisul, construtora e incorporadora voltada ao mercado de médio e alto padrão de São Paulo, também aposta na internet para dar prosseguimento às atividades. O tour virtual pelos imóveis prontos e pelos decorados, nos estandes de vendas, é um dos chamarizes da empresa para atrair os clientes aos mais de 40 empreendimentos em negociação pela capital e por cidades do interior.

O interessado recebe atendimento via Whatsapp, por teleconferência, sem qualquer contato físico. “A assinatura eletrônica também é possível, quando há mais de um comprador. E o contrato pode ser assinado de qualquer dispositivo, inclusive pelo smartphone”, afirma Lucas Araújo, superintendente de marketing da Trisul.

Com 30 anos de mercado e mais de 200 empreendimentos entregues, a companhia apresentou receita líquida de R$ 798,6 milhões em 2019, com valor geral de vendas de R$ 1,1 bilhão. Em novembro, chegou a projetar vendas brutas de R$ 1 bilhão a R$ 1,3 bilhão para este ano. No atual cenário de crise, a empresa promete negociar com seus clientes, para evitar que os distratos aumentem à medida que a pandemia se prolongar.

“A casa própria é o bem mais importante neste momento. uma coisa é a procura, outra a venda, mas o interesse existe” Eduardo Fischer co-presidente da MRV. (Crédito:Gabriel Reis)

A mobilização das construtoras é justificada pela recuperação do setor após a crise entre 2014 e 2016. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, acredita que a venda de imóveis ficará mais difícil, mas aposta que a construção civil será fundamental para auxiliar na retomada da economia. “A sociedade vai valorizar ainda mais a importância da moradia”, diz França.

Ele lembra que a construção civil foi responsável pela criação de 11% dos empregos em 2019, no Brasil, e que o programa federal Minha Casa, Minha Vida gera, anualmente, cerca de 2,4 milhões de postos. E elogia as medidas adotadas pela Caixa Econômica Federal para socorrer o setor.

Além dos R$ 154 bilhões em linhas de crédito (R$ 35 bilhões já liberados), a instituição dará carência de seis meses a pessoas físicas e jurídicas na contratação de novos empréstimos, aumento do tempo de pausa nos contratos e renegociação de dívidas. “A preocupação é com as pequenas e médias empresas e também com os fornecedores”, afirma França. “Por isso, as medidas anunciadas são importantes para garantir a saúde financeira nesse momento tão desafiador.”

Angelo Verotti
 
 

Housi lança websérie sobre investimentos, inovação e empreendedorismo

Alexandre Frankel

Transmissões são apresentadas semanalmente por Alexandre Frankel com a presença de convidados

A Housi, plataforma digital de moradia on demand, 100% digital e sem burocracia, estreia, neste mês, a websérie “Stay Home, Stay Housi”, com conteúdos sobre investimentos, inovação e empreendedorismo. Semanalmente, Alexandre Frankel, CEO da companhia, convida pessoas influentes e inspiradoras para compartilharem a visão de futuro em um bate-papo no canal do Youtube da Housi.

O primeiro episódio foi ao ar nesta semana, com a participação de Romero Rodrigues, fundador do Buscapé e sócio da RedPoint Ventures, e Flávio Pripas, investidor. Os executivos falaram sobre suas trajetórias de empreendedorismo até chegar ao universo de Venture Capital, e também apontaram os momentos de crise como propulsores de oportunidades redirecionar os negócios e a carreira.

Nos próximos três capítulos da websérie, Alexandre receberá os empresários Marcelo Dadian, diretor de imóveis da OLX, Sérgio Langer, especialista em estratégia e vendas para o mercado imobiliário, e Lucas Vargas, CEO do Grupo Zap, respectivamente.

“O objetivo desse formato de websérie dentro do nosso canal do Youtube é trazer conteúdo educativo e inspirador para quem ainda não começou a investir e também para desmistificar a ideia de que é um universo complexo e inatingível. Com a Housi, investir é fácil e rentável”, explica Roberta Faria, Head de Branding da Housi.

Planejada com o conceito on demand, a Housi traz uma visão disruptiva ao mercado imobiliário. A startup nasceu em 2018 com o objetivo de reduzir o atrito em dois processos desgastantes deste mercado: a burocracia para alugar um imóvel e o processo de gestão de um imóvel pelo investidor.

A companhia atua em três pilares: Morador, com oferta de apartamentos mobiliados e equipados, prontos para morar; Proprietário/ Investidor, com serviço de gestão completa, decoração, limpeza, vistoria e contas; e Incorporador, onde é possível colocar todo o empreendimento sob gestão da Housi. Por ser uma empresa 100% digital, tanto o investidor quanto o morador pode rentabilizar ou alugar o imóvel online, sem sair de casa.

Sobre a Housi

A Housi é uma plataforma de moradia planejada com o conceito on demand, que traz uma visão disruptiva ao mercado, integrando serviços, proporcionando experiências e vivência em comunidade. A empresa oferece locação de apartamentos de forma profissional e totalmente digital, simples, sem burocracia e tempo pré-determinado para a moradia. Com pagamento online, atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana e um ecossistema de parceiros que oferecem serviços exclusivos aos seus clientes. Para os investidores imobiliários, a Housi é uma alternativa ao modelo tradicional de gestão de locação, pois oferece uma gestão patrimonial mais eficiente, proporcionando mais rentabilidade e tranquilidade.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Veja como o coronavírus impacta o mercado imobiliário no Brasil

Organizações e Governo têm trabalhado em resoluções que contribuem para atenuar o impacto financeiro e oferecem cursos online para aperfeiçoamento do setor

Apesar da diminuição das negociações e contratos, setor se prepara para atendimento digital e atendimento a casos específicos/ Crédito: Getty Images

Antes da pandemia do coronavírus, as projeções apontavam para o crescimento das vendas de imóveis residenciais em todo o País. Agora, no entanto, os estudiosos começam a rever as previsões. Os impactos mundiais da Covid-19 no mercado imobiliário já foram percebidos mais sensivelmente em Portugal e na China, onde houve queda de 34,7% nas vendas somente neste bimestre.

Aqui no Brasil, segundo pesquisa do grupo Zap com cerca de 3.500 pessoas que vivem em regiões metropolitanas do País, 86% dos entrevistados vão adiar em alguma medida a decisão de comprar ou alugar um imóvel. Entre estes, 64% devem esperar mais de sete meses para adquirir uma casa ou apartamento.

O mesmo levantamento mostra ainda que a percepção de 54% dos profissionais do setor é de que houve aumento nos cancelamentos de negociações desde o início da quarentena. O mesmo aconteceu com o andamento das obras: para 76% dos entrevistados as construções terão atrasos – 53% falam em adiamentos significativos. Somente 38% dos entrevistados acreditam em retomada ainda este ano.

Levantamento do Secovi com dezenas de empresas da capital e do interior paulista aponta que a demanda de compra por imóveis novos caiu 63% durante o mês de março. Em termos de concretização de negócio de compra e venda, houve queda de 67,5%, segundo as imobiliárias.

Quando se fala dos impactos na locação residencial, a procura por parte de locatários refreou 40% e a quantidade de novos contratos assinados diminuiu 43,7%. Também houve arrefecimento nos negócios de locação comercial: para 55% das imobiliárias pesquisadas, diminuiu a procura de locatários de imóveis comerciais e, para 59,5%, o volume de novos contratos teve queda.

Atrasos nas obras, na emissão de licenças e até mesmo nos registros e averbações de registros imobiliários ainda não foram mensurados, mas devem acarretar impactos no mercado de securitização de recebíveis e, portanto, nos instrumentos de financiamento do mercado imobiliário.

Ações para atravessar a crise

Incorporadores, imobiliárias e corretores de imóveis já estudam maneiras de continuar desempenhando um bom trabalho online e mantendo suas atividades. A maior parte dos incorporadores pretende manter o ritmo de lançamentos (13%) ou postergá-lo dentro de um período de 60 (25%) ou 120 dias (18%). Outros 35%, por sua vez, pretendem adiá-los sem sinalizar datas para retomá-los.

Por isso, os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis de todo o Brasil estão oferecendo diversas modalidades de cursos online. “Neste momento em que a população é orientada a ficar em casa, sugerimos aos profissionais e imobiliárias que invistam na formação e aperfeiçoamento profissional, sobretudo com relação às novas ferramentas e aplicativos que facilitam o processo de decisão dos proprietários e compradores de imóveis”, afirma João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci-Creci.

Em São Paulo, o Creci colocou à disposição de seus credenciados suas Juntas de Conciliação para mediar questões como o cancelamento de contratos imobiliários que estejam sob a responsabilidade de corretores e imobiliárias, tentando minimizar o problema. Além disso, podem encontrar no site do Creci inúmeras palestras gratuitas sobre conciliação, oferecendo aos corretores condições para que atravessem esta fase de maneira menos traumática.

Além dos cursos, o Sistema Cofeci-Creci teve participação ativa no Congresso Nacional para incluir os corretores imobiliário no projeto de lei 1066/2020 sancionado pelo Presidente da República, que garante auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais, desde que atendam a certas exigências.

Outra importante ação para ajudar profissionais e empresas do ramo neste período de crise foi a criação de duas resoluções. Uma, a Resolução-Cofeci nº 1.433/2020, que possibilitou a prorrogação do pagamento da anuidade de 2020 e o seu parcelamento em três vezes sem juros ou em seis vezes com juros de 1% ao mês. Já a Resolução-Cofeci nº 1.434/2020 permitiu o parcelamento da anuidade e outros créditos vencidos e não pagos, relativos a exercícios anteriores a 2020, em número ilimitado de parcelas (a serem definidas caso a caso).

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

Em época de coronavírus, pessoas procuram fazer horta caseira

Como é preciso reduzir as saídas de casa em tempos de pandemia mundial do novo coronavírus, os brasileiros arrumam várias atividades para passar o tempo. Uma delas é cultivar hortas em pequenos espaços, inclusive, em apartamentos. Quem sabe a inciativa pode até diminuir as idas ao mercado.

O repórter cinematográfico, Danilton Portela, é uma dessas pessoas. Ele é apaixonado por trabalhos manuais, cozinhar e está de férias. Então, construiu agora na quarentena uma mini-horta dentro do seu apartamento. No corredor mesmo, onde bate sol.  

É possível aprender também como se faz uma horta em pequenos espaços com a Embrapa-Hortaliças. Agora, durante a pandemia de Covid-19, a instituição vai oferecer cursos on-line de forma periódica. A última turma foi fechada com oito mil inscritos. As próximas inscrições serão em 2 de maio. O diretor da empresa, Warley Nascimento, detalha como é o curso.

Você pode começar sua pequena horta com itens bem simples, como pequenos vasos, pneus, canos ou até em garrafas pets. O primeiro passo é preparar o solo com terra, adubo orgânico e químico e calcário. Depois escolha as sementes que serão plantadas. As mais recomendadas para pequenos espaços são:  coentro, cebolinha, salsinha, alface e manjerição. Mas dá para plantar até pimentão e tomate.

Se você se animou em cultivar suas próprias hortaliças pode ter uma ajudinha no site da Embrapa Hortaliças.

Fonte: https://planetaosasco.com/

Pacote da Caixa ajuda a manter empregos, diz setor da habitação

Representantes de entidades como Secovi e Sinduscon-SP afirmam que nova ajuda de R$ 43 bi permite que obras continuem em andamento

Para entidades da construção, pacote da Caixa ajuda a manter obras

Para entidades da construção, pacote da Caixa ajuda a manter obras Pixabay

 

O pacote de regras que pretende injetar no setor de habitação R$ 43 bilhões, anunciado no dia 9 pela Caixa Econômica Federal e em vigor desde segunda-feira (13), ajudará as construtoras a manter as obras em andamento e a evitar uma onda de demissões em decorrência da crise econômica trazida pelo avanço da covid-19. A opinião é de representantes de entidades do setor ouvidos pelo R7.

São mais de 530 mil unidades habitacionais em construção no país, responsáveis pela geração de 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

“Em uma época como esta de crise, que só tem comparativo com uma grande guerra, somente medidas fortes, na linha de manter empregos e estimular a aquisição para manutenção futura do trabalho, poderão tirar o país dessa situação”, afirma o presidente da entidadeJosé Carlos Martins.

Entre as medidas anunciadas pela Caixa estão

Para a pessoa física: 

– Possibilidade de prazo de carência de 180 dias em novos contratos
– Possibilidade de pagamento parcial dos encargos por 90 dias
– Possibilidade de liberação de até 2 parcelas na construção individual sem vistoria
– Possibilidade de negociação de contratos em atraso de 61 dias a 180 dias, com incorporação de encargos e pausa concomitante

Para construtoras e incorporadoras

– Possibilidade de prazo de carência de 180 dias nas novas contratações e na fase de retorno
– Antecipação de até 3 meses do cronograma para obras em execução
– Liberação de recursos do financiamento não utilizados anteriormente
– Admitir prorrogação do cronograma físico-financeiro das obras
– Possibilidade de pagamento parcial dos encargos por 90 dias
– Antecipação de até 20% do financiamento em novos empreendimentos

Para Odair Senra, presidente do sindicato das construtoras em São Paulo, o Sinduscon-SP, os programas mostram que a ideia da Caixa é manter o setor funcionando. A expectativa do setor da construção é chegar ao final do ano como um dos setores com menores perdas.

“É uma série de estímulos concretos, fáceis de colocar em prática, de forma que as construtoras clientes da Caixa tenham condição de acomodar sua receita em relação à sua dívida com o banco”, afirma.

A opinião é semelhante à de Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, que destaca o grau de importância das medidas de estímulo ao setor. “Ao oferecer crédito às construtoras nesse momento de crise, a instituição contribui efetivamente para a continuidade das obras e consequentemente para a geração de emprego e renda”, disse.

Ele estima que há 120 mil postos de trabalho em 900 prédios que são erguidos atualmente no estado de São Paulo.

Pouco relevante

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, avalia que as medidas da Caixa para atrasar pagamentos de prestações são bem-vindas, mas que o efeito não é tão relevante dada a magnitude da crise. “Quando você fala de construção, você fala de confiança, de prazos longos. As pessoas que perdem o emprego ou têm medo de perder o emprego começam a renegociar, fazem distratos etc. Obras que estavam sendo feitas, alguma coisa avança, mas novas obras estão descartadas”. Segundo Vale, os recursos mitigam um pouco o prejuízo, mas a queda no setor ainda assim deverá superar 10%, avalia.

Pacote

O pacote anunciado na semana passada soma ações no valor de R$ 43 bilhões. Devem ser construídas com esse valor 530 mil unidades habitacionais. Com o novo aporte, o total destinado ao segmento imobiliário chegará a R$ 154 bilhões após a pandemia do novo coronavírus. Até então, a Caixa havia anunciado R$ 111 bilhões em recursos para bancar a casa própria.

A Caixa vai antecipar recursos para as empresas e dar mais alívio no orçamento para os mutuários da casa própria. A expectativa é beneficiar 5,5 mil famílias. 

Atendimento

Para diminuir os riscos do coronavírus, o prazo de vencimento de laudos e avaliações foi ampliado. Além disso, a Caixa recomenda realizar os serviços por meio dos canais digitais, como Internet Banking e App Habitação, ou pelos telefones 3004-1105 e 0800 726 0505, opção 7, ou do número 0800 726 8068 para renegociação de contrato.

Fonte: https://noticias.r7.com/

Vila Prudente: bairro da zona leste é berço de imigrantes do leste europeu

Nos últimos anos, a região passou por um processo de desenvolvimento social e econômico

parque na Vila Prudente
Áreas verdes não faltam na Vila Prudente. Crédito: Nilani Goetems
 
 

A Vila Prudente ganhou esse nome em homenagem ao ex-presidente Prudente de Morais, que também foi o primeiro governador do Estado de São Paulo. O bairro se tornou abrigo de imigrantes do leste europeu (Rússia, Lituânia e Polônia) após a Segunda Guerra Mundial.

Pertinho da Mooca e do ABC, a região conta com boa infraestrutura, universidade, shopping center e uma extensa área verde. Nos últimos dez anos a região passou por um processo de desenvolvimento social e econômico. Uma das razões foi a melhoria no transporte público, com a implantação da estação Tamanduateí de trem (CPTM), Vila Prudente, Linha Verde do metrô, e Expresso Tiradentes, corredor elevado de ônibus.

Preço

A Vila Prudente é uma das áreas mais valorizadas da zona leste de São Paulo. O m² médio dos imóveis usados no bairro está em torno de R$ 3.100, segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP).

Mobilidade

A área é atendida pela Linha 2-Verde do metrô com as estações Vila Prudente e Tamanduateí, e também pelas estações Vila Prudente e Oratório da Linha 15-Prata do monotrilho, que facilita o acesso à região da Avenida Paulista e zona norte. O corredor exclusivo de ônibus Expresso Tiradentes também passa pelo bairro.

Educação

A Vila Prudente conta com uma universidade, o campus da Uninove na Vila Prudente, a Escola Técnica Estadual José Rocha Mendes e o Senac Vila Prudente.

Além disso há escolas do ensino infantil ao médio, particulares e públicas. O Colégio Civitatis, o Colégio João XXIII, Colégio Novo Tempo, a Escola Agnus Dei, o Colégio Master, entre outros, oferecem ensino privado no bairro. Já as escolas públicas são: Professora Júlia Macedo Pantoja, Professor Joaquim do Marco, Professor Américo de Moura, Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Ruth Lopes Andrade, Escola Municipal de Ensino Infantil Aluísio de Azevedo e o Centro Educacional Unificado Vila Prudente.

Saúde

O Hospital Dia da Rede Hora Certa – Vila Prudente atende os moradores da região. Além dele, estão presentes a Unidade Básica de Saúde Vila Alpina – Dr. Herminio Moreira, a UBS Vila Prudente, a AMA/UBS Integrada Vila Califórnia, o Centro de Apoio Psicossocial Adulto e o Infantojuvenil, o Centro Especializado em Reabilitação Vila Prudente e o Centro de Convivência, o Hospital Estadual Vila Alpina e Cooperativa Vila Prudente.

Lazer

Os 60 mil m² de área verde do Parque Ecológico Vila Prudente (Rua João Pedro Lecor, s/n), também conhecido por parque Lydia Natalizio Diogo, é a principal opção de lazer do distrito. O local é ideal para a prática de esportes, com a pista de caminhada e de cooper. O parque também conta com um parque infantil e um jardim japonês, além de oferecer minicursos de jardinagem, aulas de dança, feiras de trocas de livros e um lago com carpas.

O Clube Arthur Friedenreich, ou Clube da Cidade-Vila Alpina, é uma outra opção para quem não quer ficar em casa. O espaço promove diversas atividades gratuitas, como alongamento, hidroginástica, tênis, etc. Os campos de futebol, a área verde, as quadras poliesportivas, salas de ginásticas e as três piscinas são atrativos durante as férias e o verão.

Para quem não é amante de atividades ao ar livre, o bairro oferece o Central Plaza Shopping, com pistas de boliche e cinema. O shopping foi construído no terreno da antiga fábrica de caminhões da Ford. A diversão noturna do bairro é garantida pela Stone Music Bar, um lugar moderno com música ao vivo, drinks e comidas variadas. A casa noturna Invictus recebe shows ao vivo de duplas sertanejas e festas.

Gastronomia

A descendência soviética do bairro garante a diversidade gastronômica. Os imigrantes que povoaram as redondezas trouxeram com eles as tradições, comidas e danças típicas. Na Rotisserie Quarena (Rua Monsenhor Pio Ragazinkas, 29), por exemplo, você pode provar o licor de mel lituano.

Pra quem precisa fazer uma refeição rápida ou comer um lanche, o Garage Burger é o lugar. Com a decoração inspirada em automobilismo, o local serve hambúrgueres, milk shakes e sobremesas.

A padaria Cepam é um dos patrimônios do bairro, aberta desde 1968. O cardápio de pães, lanches, doces, pizzas e pratos é bastante conhecido na cidade. O nome da padaria veio do Colégio Estadual Professor Américo de Moura (Cepam), onde os quatro sócios estudaram juntos.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

Coronavírus e a Câmara: uma aula de economia brasileira

Brasil continua insistindo em um modelo econômico que agoniza *

O Brasil, país com forte desigualdade social, vem há 50 anos tentando resolver o problema via aumento dos gastos públicos. A maior parte é desperdiçada em desvios, políticas econômicas ineficientes e manutenção de uma máquina estatal que privilegia uma elite burocrática. Apenas pequena parcela chega de fato aos mais vulneráveis como o Bolsa Família e a renda mínima aos maiores de 65 anos (BPC).

As alternativas para cobrir esses gastos são cada vez mais limitadas. Os dois últimos governos têm tentado conter o déficit público. Essa estratégia cria desafetos: a classe política e os que se beneficiam da antiga estrutura. Para esses, a crise desencadeada pelo coronavírus veio bem a calhar.

A equação da restrição orçamentária do governo indica as opções para o financiamento dos gastos públicos. Embora pareça complicada, a equação é intuitiva:

g = t + b’ – (r – n)b + (π +n)m + m’, onde

g são os gastos do governo; t, a arrecadação tributária; b’, a emissão líquida de títulos públicos; r, a taxa de juros reais (juros nominais menos inflação); n, a taxa de crescimento real do PIB; b, o estoque de títulos públicos; π, a inflação; m, o estoque de moeda na economia e m’, a emissão de moeda

O financiamento dos gastos (lado direito da equação) pode ser feito de três formas: tributos (t), endividamento (b´), inflação (π) e crescimento (n). Entre o fim da década de 60 e início dos anos 90, o governo se financiou primordialmente com inflação. As despesas públicas eram corroídas mais do que a receita tributátia com a perda do valor da moeda. A espiral inflacionária corroía o poder de compra da população, especialmente a de baixa renda e desestruturava o sistema produtivo. Debelar a inflação foi o principal tema da eleição de 1989. A sociedade mostrava-se cansada.

O Plano Real foi eficaz em reduzi-la, mas criou um problema: como continuar financiando o aumento dos gastos públicos imposto pela Constituição de 1988? A solução foi elevar os tributos (t). Essa estratégia começou no governo FHC e continuou no do PT. A sociedade mais uma vez ficou desconfortável. Em 2007, apesar da forte popularidade do Presidente Lula e do apoio parlamentar regado a mensalão, o Senado derrubou a CPMF, tributo calculado sobre as transações bancárias. Outra forma de financiamento atingia seu limite.

A busca por popularidade fez com que os gastos continuassem crescendo, só restando ao governo Dilma utilizar a última alternativa “fácil” para se financiar: o endividamento. O aumento da dívida ocorria com a transferência de recursos do Tesouro para os bancos públicos a fim de financiar projetos subsidiados como o “Minha Casa Minha vida” e o PSI (programa de sustentação de investimentos). O endividamento atingiu níveis elevados para um país emergente, superior a 70% do PIB. A inflação começou novamente a se manifestar e o governo buscou controlá-la da pior maneira: intervindo no preço dos combustíveis e no da energia elétrica, desestruturando esses setores e elevando o endividamento das estatais Petrobras e Eletrobras.

Com a recessão provocada pelo governo Dilma, Michel Temer buscou fazer diferente: controlar o déficit público de forma sustentada via emenda constitucional, algo que não ocorria desde o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) do início do governo militar. Jair Bolsonaro seguiu o mesmo caminho com a aprovação da Reforma da Previdência, a redução da atuação dos bancos públicos e a discussão de reformas estruturais como a tributária e a administrativa. Os juros se reduziram o que é positivo para a atividade econômica.

Mas a pandemia do covid-19 interrompeu essa trajetória. A atuação do Estado para auxiliar os autônomos e às empresas de menor porte para sustentação do emprego se fez necessária. Esse aumento do endividamento é justo, mas deve ser temporário.

Contudo, a Câmara dos Deputados aproveitou a oportunidade para resolver o problema estrutural dos Estados e Municípios com a aprovação de uma proposta de recomposição das perdas do ICMS e ISS derivada da crise do coronavírus e a suspensão dos pagamentos ao BNDES e Caixa até o fim do ano. Esse auxílio ocorre sem qualquer contraprestação dos entes federativos como corte ou congelamento dos salários dos funcionários públicos ou um programa de venda de empresas públicas. Mais uma vez, a crise passa ao largo do setor público, sendo absorvida exclusivamente pelo setor privado com desemprego e quebra de empresas.

Após décadas de elevação dos gastos, a realidade bate à porta. As três opções de financiamento adotadas até agora se exauriram. Resta a forma mais eficiente: o crescimento econômico. O déficit público precisa ser contido. A Nova Previdência foi fundamental, mas a reforma do Estado precisa prosseguir com a eliminação dos gastos supérfluos. Essa nova estratégia será vitoriosa? Não sei. Mas tampouco será a adotada há 50 anos que não melhorou a educação, a segurança pública e prejudicou o crescimento econômico, mantendo o país desigual e beneficiando uma pequena casta.

A elevação do PIB, que contribuirá para financiar os gastos públicos aos realmente necessitados e gerar empregos, não ocorrerá com as finanças públicas em frangalhos. Política social sem crescimento não é sustentável. Quase 50 anos não foram suficientes para ensinar?

* Publicado originalmente na edição impressa do Valor Econômico de 15/04/20

Fonte: https://valorinveste.globo.com/