Arquivo mensais:abril 2020

Mercado imobiliário e o novo momento

O home office já era uma tendência e a pandemia veio para acelerar esse novo modelo de trabalho

Todo mundo está se perguntando: e agora? O que vai acontecer na economia?

A única certeza que temos nesse momento é a incerteza.   A economia brasileira mal deu o primeiro sinal de retomada e nos deparamos com uma pandemia mundial.

A bolsa de valores despencou, as empresas viram seus valores cair para patamares inimagináveis, as empresas decretaram home office para atender as orientações de isolamento social dos órgãos de saúde, o consumo foi refreado e crescem todos os dias as incertezas quanto a recessão e a crise que ainda está por vir.  

É claro que o foco nesse momento é a saúde da população e todo o trabalho tem que ser direcionado para evitar o colapso e o número de mortes que temos visto em outros países.

A vida não tem preço. Para todo o resto, vamos ter que nos reestruturar. Mas os impactos dessa pandemia não serão apenas no âmbito econômico.

Ela vai alterar nossos modelos de trabalho atuais e novas exigências virão para o mercado a partir desse momento.  

O home office já era uma tendência e a pandemia veio para acelerar esse novo modelo de trabalho.

Os ambientes de trabalho tendem a mudar, as pessoas vão buscar mais qualidade de vida, as empresas vão perceber que nem todas as áreas precisam estar juntas o tempo todo, os ambientes terão uma nova percepção sobre questões sanitárias, com mais áreas arejadas, com a localização privilegiada em relação a fachada e com aumento de serviços por  delivery e atendimento por agendamento. 

Quem vai trabalhar em casa também vai precisar de um ambiente adaptado para esse fim, que consiga suprir as necessidades e criar condições ideais de produtividade.  

Parte das respostas para esse novo mundo, como vocês podem perceber, vem do setor de construção civil e da implementação desses conceitos nos projetos e empreendimentos imobiliários.

Cresce a nossa responsabilidade de pensar imóveis que consigam atender as novas exigências das empresas e das famílias.  

O confinamento vai impactar o mundo dos negócios e as famílias de uma forma sem precedentes, mudando as nossas relações sociais e prioridades. Todos estamos repensando a qualidade de vida e o que é essencial.

Eu tenho uma certeza: ainda temos muitos desafios pela frente, mas quando isso tudo passar, vamos redescobrir nossos valores.  

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/

Ramiro Azambuja é diretor-presidente da EMHA Construtora e Incorporadora.

Vitacon lança imóvel online durante a quarentena

Apesar do momento de crise, a empresa teve um resultado acima do esperado. Entenda

 Com larga experiência em vendas de imóveis online, a Vitacon comemora o sucesso de vendas do empreendimento residencial One Paulista, lançado no primeiro final de semana da quarentena em São Paulo.

Alexandre Frankel, CEO da Vitacon, revela que, das 630 unidades, sendo 495 comercializadas no varejo, cerca 300 foram vendidas. “É um número bastante imponente tendo em vista a situação em que estamos”, diz.

A grande parte carteira de compradores de imóveis da empresa é de investidores que visam a locação. Eles buscam na aquisição alternativa mais segura e rentável do que as aplicações em renda fixa. “O imóvel sempre é uma moeda forte, um investimento seguro”, observa.

Frankel não tem dúvidas quanto aos investimentos futuros, na pós-pandemia, dos fundos norte-americanos com quem a Vitacon mantém joint-venture. Além disso, a empresa está vinculada ao mercado financeiro através de um de seus braços, a Vitacon Capital, que captou mais de R$ 2 bilhões em 2019. “Nós acreditamos que após a pandemia o mercado volta com bastante consistência. Devemos ter uma recuperação bastante rápida”, declara.

Fonte: https://www.aecweb.com.br/

Texto: Hosana Pedroso

Caixa anuncia liberação de R$ 43 bilhões para financiar a casa própria

Presidente estimou que dinheiro vai permitir construção de 530 mil imóveis. Ao todo, banco já destinou R$ 154 bilhões ao setor depois da pandemia

 
Caixa anuncia mais R$ 43 bilhões em linhas de crédito imobiliário

 

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (9) que o banco deverá liberar R$ 43 bilhões em linhas de crédito para financiar a construção de imóveis. O presidente estimou que 530 mil unidades habitacionais devem construídas com essa medida. 

Com o novo aporte, o total destinado ao segmento imobiliário chegará a R$ 154 bilhões após a pandemia do novo coronavírus. Até então, a Caixa havia anunciado R$ 111 bilhões em recursos para bancar a casa própria.

Entre as medidas já anunciadas pela Caixa, uma permite uma pausa de 90 dias (três meses) nos contratos de financiamento imobiliário. Os pedidos de suspensão nas prestações superavam os 100 mil até o final do mês de março.

Do total de R$ 111 bilhões, Guimarães afirmou que foram emprestados R$ 35 bilhões. Segundo ele, 5,5 milhões de famílias serão beneficiadas e destacou que a injeção de recursos gera um volume grande de empregos.

“Esta medida é muito importante porque permite que as empresas continuem trabalhando normalmente, tanto empresas pequenas, quanto médias e grandes”, disse.

Guimarães explicou que uma das medidas é a carência de seis meses tanto para pessoas físicas quanto para empresas. “Compra-se um imóvel hoje e se faz o pagamento no sétimo mês. Isso nunca aconteceu e reforça o equilíbrio entre o problema de saúde e da economia”, afirmou.

“As medidas que estamos anunciando é para toda a carteira de crédito da Caixa. Todos os contratos estão abrangidos pelas nossas medidas. Em relação aos R$ 43 bihões, são os recursos disponíveis para a Caixa. Colocamos o dinheiro na conta para que as pessoas consigam antecipar. Temos recursos disponíveis para isso”, disse Jair Luiz Mahl, vice-presidente de Habitação da Caixa.

Além disso, o presidente da Caixa ressaltou também que, hoje, começou o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a 2,5 milhões de brasileiros. Segundo ele, 2 milhões de brasileiros vão receber o dinheiro pela Caixa e cerca de 500 mil pelo Banco do Brasil. “O valor está na conta das pessoas”, garantiu.

Pessoas físicas e empresas

De acordo com o Mahl, os beneficiários do Minha Casa Minha Vida e brasileiros de média renda também terão acesso às medidas. “Além da pausa de até 90 dias, vamos ofertar possibilidade de pagamento parcial. Caso não queiram deixar a prestação pausada, é possível solicitar o pagamento parcial da prestação”, explicou.

Além disso, Mahl afirmou que, a partir de segunda-feira (13), no caso de quem está construindo a casa própria de forma individual, será feita a vistoria à distância — portanto, não presencialmente. Isso para proteger funcionários da obra e do banco em meio à pandemia do novo coronavírus. 

Para as pessoas físicas que não são clientes da Caixa, o vice-presidente explicou que o banco ofertará 180 dias de carência, de amortização de juros, nesse período de pandemia. “Nosso objetivo é manter os contratos ativos e ao mesmo tempo passar esse período, sem ter problemas mesmo com a prestação em atraso”, disse.

As empresas (pessoas jurídicas) que estão construindo o empreendimento poderão negociar a possibilidade de antecipação de três meses no cronograma de obra executada “para gerar mais liquidez para a construtora, tranquilidade no fluxo de caixa e manutenção dos empregos”. As construtoras que tinham feito contrato com a Caixa poderão utilizar recursos, como financiamentos que não haviam sido utilizados anteriormente, a partir de segunda-feira.

A obra também poderá ser reescalonada. “Ela pode ser reconfigurada sem nenhum prejuízo”, explicou. Para novos empreendimentos, é possível manter o planejamento. “Para esses também haverá 180 dias de carência porque se tratam de investimentos altos e com novas contratações. Também vamos antecipar 20% do financiamento no início da obra para dar um fôlego à construtora para iniciar as obras”, disse o vice-presidente de habitação. “É uma forma de manter um setor importante para o PIB brasileiro.”

Fonte: https://noticias.r7.com/

Inovação na construção civil: 7 tendências para 2020 que você precisa saber

Setor voltou a crescer no mercado nacional, muito disso por conta da tecnologia e da inovação

 

inovação na construção civil está em alta. Depois de um bom tempo com resultados negativos seguidos, este mercado voltou a crescer, e certamente muito disso deve-se às novidades e tendências, as quais desenham um futuro ainda mais promissor para a área.

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram 20 trimestres consecutivos de queda do PIB no segmento de construção civil quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o que equivale a uma recessão de 5 anos.

Depois de um período tão turbulento, a construção civil cresceu 2% no segundo trimestre de 2019, o que colocou fim às quedas constantes e mostrou que a recuperação seria questão de tempo.

Tal retomada foi comprovada também pela pesquisa “Indicadores Imobiliários Nacionais – 2º Trimestre de 2019”, que mostrou haver um aumento de 11,8% nos lançamentos residenciais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (30.607 x 27.381) e de 15,4% na comparação semestral (46.215 x 40.062).

As estimativas para 2020 também são bastante positivas. De acordo com o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o setor de construção civil deve crescer 3% em 2020, o que representaria a possível criação de 150 mil a 200 mil empregos formais até dezembro.

É fato que este movimento pode ser interrompido pela pandemia do novo Coronavírus, mas é importante se atentar que ele está afetando o mercado como um todo, não apenas o setor de construção civil. Logo, isso não invalida a retomada que já vinha ocorrendo há alguns meses no setor.

Entre tantos motivos que podem estar relacionados à volta do crescimento neste mercado, as inovações na construção civil podem ser consideradas entre as principais, já que apresentam um sério potencial de revolucionar a área e fazer com que seus resultados sejam ainda melhores.

Algumas tendências se destacam entre as demais e merecem ser comentadas aqui, as quais ainda são novidade, mas não devem levar tanto tempo até que sejam adotadas pelas construtoras e empreendedoras, em um investimento tão benéfico financeiramente quanto em termos de produtividade, eficiência e segurança.

Conheça e entenda o que deve influenciar sensivelmente o mercado da construção daqui em diante!

Inovação na construção civil: tendências que chegam com força total

Menos estrutura, mais tecnologia - Tenologia como condutor da inovação

Muitas delas foram abordadas na Construtech Conference 2020, que reuniu profissionais inovadores e a maior feira de startups de construção civil no mesmo evento, e sua aplicação deve ser vista em projetos e obras por todo o mundo. Confira:

1 – Biomimética

Disrupção digital: 7 Segmentos do mercado que estão em plena transformação digital.

O termo é bem interessante, e seu significado mais ainda. Biomimética é o nome que se dá à área da ciência que visa estudar as estruturas biológicas e suas funções com o objetivo de aprender com a natureza e, então, aplicar tais conhecimentos em diferentes áreas, como na construção civil.

É fato que a natureza tem muito a nos ensinar. Mesmo com toda a intervenção humana na Terra, ela dá seu jeito de continuar existindo, o que por vezes significa romper barreiras que podem nos parecer intransponíveis.

Um exemplo claro é o que aconteceu em Chernobyl. O acidente nuclear aconteceu em 26 de abril de 1986 e a cidade foi evacuada em 5 de maio. Hoje, depois de mais de 33 anos, o local se transformou em um refúgio da vida selvagem, com árvores e animais, como mostra essa reportagem do The Guardian.

Em relação à biomimética, o segmento da construção civil pode perguntar o que a natureza faria em uma dada circunstância do projeto ou da execução de uma obra, o que ajuda a tomar decisões inteligentes, sustentáveis e eficazes.

O estudo “Biomimetic reinvention of the construction industry: energy management and sustainability”, publicado no periódico Energy Procedia em dezembro de 2017, aborda justamente a relação do tema com a área do conhecimento que estamos tratando.

Em sua conclusão, os autores citam que, globalmente, o mundo natural mostra atributos e destreza significativos para inspirar inovações sustentáveis e soluções tecnológicas para desafios humanos, o que é totalmente verdadeiro.

Podemos tomar como exemplo as fibras que aparecem nas raízes dos cogumelos, cuja resistência é maior que a de estruturas de concreto armado. Essa é uma breve mostra de que a natureza tem muito a ensinar, o que torna a biomimética em uma das potenciais tendências na construção civil para 2020.

2 – Tecnologias digitais

equipe de inside sales

Tecnologia e construção civil já são dois assuntos indissociáveis. O uso de soluções digitais está em franca ascensão neste mercado e permite a obtenção de resultados ainda melhores – o que já não era sem tempo, inclusive.

O potencial de crescimento neste sentido é muito grande. De acordo com a McKinsey & Company, o setor de construção civil é um dos menos “digitais”, perdendo neste levantamento apenas para agricultura e caça,o que deflagra uma necessidade urgente pela digitalização.

Algumas das soluções que podem ser empregadas são as seguintes:

  • Uso de robôs, como rovers autônomos que aumentam a eficiência e a qualidade de inspeções, a braços mecânicos que podem automatizar tarefas repetitivas, como a colocação de tijolos.
  • Uso de drones para inspeções que seriam perigosas para trabalhadores e para a análise de grandes áreas em poucos minutos. O crescimento anual do uso de drones na construção atingiu 239%, de acordo com a DroneDeploy, o que o colocou como o setor com maior crescimento na pesquisa.
  • Aplicação de inteligência artificial, tanto na parte da engenharia (design preditivo, gêmeos digitais de empreendimentos) quanto na construção (computação em nuvem para disponibilizar informações rapidamente a todos os parceiros envolvidos a nível global).

As tecnologias digitais são amplas e podem se estender para além de tais aplicações, mas estes são apenas alguns exemplos de como ela pode revolucionar o setor de construção civil.

3 – Cidades inteligentes

Os projetos de transformação digital para cidades inteligentes se proliferaram por todo o globo em 2019. De acordo com o ranking “Cities in Motion INDEX 2019”, elaborado pela IESE Insight, as cidades mais inteligentes do mundo são, na ordem, Londres, Nova York, Amsterdam, Paris, Reykjavik, Tóquio e Singapura.

A Urban Systems, por sua vez, elaborou um ranking a nível nacional, liderado por Campinas (SP), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Brasília (DF), São Caetano do Sul (SP), Santos (SP), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Blumenau (SC) e Jundiaí (SP).

As cidades inteligentes são inovações na construção civil que merecem atenção, já que este é um conceito que tende a crescer cada vez mais, principalmente pelo fato de que a porcentagem da população que mora em áreas urbanas deve chegar a 68% até 2050, contra 55% em 2018, de acordo com as Nações Unidas.

As cidades inteligentes devem contemplar construções sustentáveis e soluções otimizadas de energia, água e transporte, entre tantos outros pontos que influenciam na qualidade de vida. Isso significa que as novas construções devem ser pensadas já tendo isto em mente.

Por exemplo, prédios inteligentes que podem auto-otimizar suas operações gera dados que, no futuro, podem ser usados para avaliar tendências e informar o melhor design possível para novas construções, tudo graças à instalação de sensores e ao desenvolvimento de uma infraestrutura conectada.

Quem adotar tais iniciativas estará naturalmente à frente da concorrência, o que hoje pode não ser um diferencial tão intenso, mas que o será em um futuro não tão distante.

4 – Construção verde

A gestão de negócios ao longo do tempo

Além de fazer parte do escopo das cidades inteligentes, a sustentabilidade merece ser analisada individualmente como uma inovação na construção civil, já que se aplica até mesmo ao modelo tradicional de cidades.

Os benefícios ao meio ambiente já são bastante conhecidos e comentados, o que é altamente relevante para a preservação dos recursos ambientais. Além disso, também é importante destacar as vantagens obtidas em termos de negócios.

O relatório “World Green Building Trends 2018” mostrou, em números medianos, quais são os benefícios esperados de investimentos em green building (construção verde ou sustentável), com dados de 2012, 2015 e 2018. Confira como se deu a evolução dos números, mostrados em sua respectiva ordem:

  • Custos operacionais reduzidos em 12 meses: 8% / 9% / 8%
  • Custos operacionais reduzidos em 5 anos: 15% / 14% / 14%
  • Aumento no valor do ativo (de acordo com os proprietários): 5% / 7% / 7%
  • Período de retorno para investimentos sustentáveis: 8 anos / 8 anos / 7 anos

Os fatores que motivam futuras atividades de construção sustentável contribuem diretamente com sua implantação. Os principais foram os seguintes:

  • Demandas de clientes: 34%
  • Regulamentações ambientais: 33%
  • Edifícios mais saudáveis: 27%

Essa é uma das inovações na construção civil que já existe há um bom tempo, mas cuja demanda tende a crescer cada vez mais com o tempo, o que a confere um lugar merecido em nossa lista.

5 – Construção modular e pré-fabricada

Desenvolvimento organizacional (1946)

Hoje em dia, associar grandes construções a breves prazos de entrega, menores que os que eram praticados antigamente, está longe de ser um devaneio. Boa parte disso se deve às construções modulares e pré-fabricadas.

Basicamente, este tipo de construção é feito a partir de módulos, os quais se parecem com caixas. As peças são construídas fora do canteiro de obras e levadas até ele já prontas, bastando que sejam montadas para que a edificação fique pronta.

Um grande diferencial é que as fábricas em que os módulos são construídos possuem equipamentos modernos, que resultam em peças de alta precisão, a qual nem sempre pode ser obtida no caso da construção tradicional em canteiros de obras.

Isso permite que as obras fiquem prontas muito mais rapidamente, o que também pode reduzir custos com a mão de obra, já que será necessário menos tempo para que o serviço seja concluído.

De acordo com um estudo da Grand View Research, o mercado global de construção modular foi avaliado em US$ 112,3 bilhões em 2018 e deve apresentar uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, ou Compound Annual Growth Rate) de 6,5%, atingindo aproximadamente US$ 174,5 bilhões.

6 – Impressão 3D

Gestão Flywheel

O potencial da impressão 3D é absurdo, o que também a coloca como uma das inovações tecnológicas na construção civil, com grandes benefícios a curto, médio e longo prazo ao setor.

As impressoras podem ser usadas em construções modulares, seja em uma fábrica ou mesmo no próprio canteiro de obras, o que é um grande avanço em termos de logística, já que peças de concreto podem ser fabricadas com uma precisão fantástica.

De acordo com um relatório da Market Reports World, o mercado global de impressão 3D em concreto foi avaliado em US$ 28 milhões em 2016 e deve apresentar uma taxa de crescimento anual composta de 14,05% de 2017 a 2023, atingindo um faturamento de US$ 69,9 milhões.

As cifras não são tão elevadas quanto outras que vimos neste artigo, mas o crescimento chama atenção, além da praticidade e precisão que tal alternativa proporciona.

Leia também: Essa brasileira de 22 anos vai imprimir casas com impressoras 3D

7 – Building Information Model

técnica de blitzscaling

Popularmente conhecido como BIM, seu significado é Modelagem da Informação da Construção. O conceito consiste no processo de criação e gestão de informação em um projeto de construção, o que é aplicado do início ao fim do projeto.

O processo, baseado em um modelo em 3D, já vem sendo adotado por arquitetos, engenheiros e outros profissionais da área, que perceberam o quão benéfica pode ser esta inovação na construção civil.

O BIM permite que acionistas e fornecedores planejem, desenvolvam, construam e gerenciem uma construção e sua infraestrutura com muito mais precisão e eficiência, já que terão um modelo exatamente igual ao que se deseja construir a fácil acesso mediante o uso de ferramentas digitais.

Sua interação com outras tecnologias, como Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR), torna-a ainda mais eficiente e interativa.

De acordo com a MarketsandMarkets, o tamanho do mercado de BIM deve aumentar de US$ 4,9 bilhões em 2019 para US$ 8,9 bilhões em 2024, com uma taxa de crescimento anual composta de 12,7%, o que comprova o quão forte é essa tendência.

Inovações na construção civil: quanto antes forem implementadas, melhores os resultados

O que são empresas exponenciais?

As novas tendências na construção civil se comportam da mesma forma que ocorre com as demais áreas: no começo, são poucos que a utilizam, o que significa que o destaque que sua adoção trará é ainda maior. Depois de alguns anos (ou mesmo meses), a novidade já não é tão grande assim.

Todas as alternativas que vimos têm um ótimo potencial de crescimento e de geração de resultados financeiros, ou seja, sua empresa tem muito a ganhar com isso.

Se você quer ter acesso às maiores tendências da área, a Missão Vale do Silício Construtech é o evento perfeito, por meio do qual você terá uma imersão na região mais inovadora do mundo e, assim, poderá conferir várias inovações tecnológicas na construção civil.

Construtech Masters, por sua vez, é um curso online com a Construtech Conference 2019 em vídeo na íntegra, inclusive com todos os materiais complementares das apresentações dos palestrantes, o que é de grande valia para quem deseja aprender sobre as novidades da área.

inovação na construção civil é cíclica, embora tenha soluções cuja eficácia dura por anos. Fique atento às últimas novidades e faça com que a sua empresa seja uma das mais inovadoras do segmento, o que tende a apresentar ótimas consequências a nível financeiro e de posicionamento de marca.

Fonte: www.startse.com

Comprar está melhor do que alugar um imóvel

Crédito: Divulgação

É imprescindível fazer contas na hora de optar pelo aluguel ou por comprar um imóvel (Crédito: Divulgação)

Comprar ou alugar um imóvel é um dilema clássico. Mas como decidir? A resposta está na calculadora. É preciso considerar quanto renderia o montante que será usado na compra e comparar com o valor de locação de um imóvel correspondente. Por muito tempo, a balança pendeu para o aluguel. Com a queda dos juros, a situação se inverteu. “Antigamente, o retorno da renda fixa era superior à taxa de aluguel, de cerca de 0,5% do valor do imóvel”, afirma Miguel Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). “Hoje, o rendimento líquido da renda fixa está abaixo de 0,30% ao mês. Alugar não compensa.”

Outra razão que favorece a compra é que, com a crise econômica, muitas famílias e empresas estão colocando imóveis à venda, o que provoca a queda dos preços. Isso traz boas oportunidades para quem aguarda o momento de comprar a casa própria, sobretudo se puder pagar à vista e tiver disposição para negociar. Se for preciso financiar, porém, o consumidor terá dificuldades na aprovação de crédito.

Investimento. Os preços mais baixos também podem trazer bons negócios ao investidor que tem um caixa disponível e pode fazer a compra sem comprometer a liquidez da carteira. “Em três anos, com a futura recuperação da economia, ele poderá revender o imóvel pelo preço de mercado e obter um retorno que a renda fixa jamais daria a ele no período”, afirma Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.

Para quem não tem tanto dinheiro guardado, porém, o imóvel é um investimento temerário. Com a crise, o comprador corre o risco de não encontrar um locatário, ou até ter um inquilino inadimplente. “Se não conseguir alugar, ele terá de pagar condomínio e IPTU e ainda ficará sem receita”, diz Oliveira. “A renda fixa paga pouco, mas paga.”

Qualquer que seja a finalidade do imóvel, a decisão de compra só deve ser considerada se não for comprometer as reservas financeiras. Como o alcance da pandemia do coronavírus é incerto, mesmo quem se sente seguro no próprio emprego pode ter uma surpresa ruim, caso a crise se agrave. “Com o coronavírus, o risco de fazer uma transação imobiliária se amplia, para cima ou para baixo. Você pode fazer um negócio ótimo ou terrível: só o tempo dirá”, diz Jaques Cohen, planejador financeiro da Planejar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

Acorda! Sua casa está ligando!

A tecnologia inteligente pode facilitar o controle da casa quando você está de folga, mas também torna mais difícil se desligar e relaxar

ilustração moça de férias na praia olhando para o celular
As câmeras de segurança servem para nos ajudar a matar a saudade e checar se está tudo bem. Por outro lado, são amarras às responsabilidades cotidianas/ Crédito: Trisha Krauss

Ronda Kaysen, do The New York Times

Danielle Ward estava no Hamptons com sua família neste verão, quando recebeu uma mensagem do seu sistema de segurança doméstica em Maplewood, Nova York, a três horas de distância. Alguém havia aberto a porta da frente. Danielle e seu marido, Patrick, entraram em pânico e passaram meia hora grudados no telefone investigando as imagens das câmeras, até encontrarem uma foto do passeador de cães saindo de casa com o animal de estimação da família. Ele só tinha vindo em um momento meio inesperado. Aturdidos pela distração, os dois tiveram dificuldades em voltar para onde realmente estavam: na praia, nas férias, relaxando ostensivamente. Os alertas telefônicos oferecem “tranquilidade de que o cão está bem”, segundo Danielle, que trabalha em relações públicas. “Mas o bombardeio quando você está de férias é realmente perturbador.”

A tecnologia inteligente tornou mais fácil rastrear nossas casas de longe. Em vez de trancar as portas, acender a luz da varanda e deixar uma chave com o vizinho, os proprietários usam um exército de aplicativos que enviam atualizações em tempo real para o celular. Se você quer saber quando, ou se, a babá chegou, uma câmera Abode bem posicionada pode enviar um videoclipe. Sentindo falta do cachorro? Converse com ele e distribua guloseimas com uma câmera de vídeo como PetChatz, que também permite que um animal de estimação solitário ligue para você. Sensores de água como Wally alertam sobre vazamentos ou até muita umidade. E para o proprietário preocupado com o congelamento da tubulação no inverno rigoroso, um termostato inteligente como o Nest oferece a opção de estar na temperatura de Nantucket ou do Caribe.

Esse monte de informação deveria ajudar a reduzir a pavor dos proprietários de se afastar do que pode ser seu maior patrimônio. Mas, na era das constantes interrupções do trabalho, das mídias sociais e das notícias, um aviso da câmera da campainha dizendo que a correspondência foi entregue só faz aumentar o já excessivo número de alertas. Os americanos checam seus telefones em média 80 vezes por dia durante as férias, cerca de uma vez a cada 12 minutos, de acordo com uma pesquisa de 2018 da Asurion, uma empresa de seguros e garantia de dispositivos. Mas se o objetivo das férias é interromper as responsabilidades da vida, uma enxurrada de alertas sobre entregas de pacotes dificilmente ajuda.

“Todas essas coisas nos afastam de nós mesmos, das pessoas próximas e nos colocam em um mundo em que estamos nos conectando com o nosso sistema de aquecimento doméstico e não com a pessoa do outro lado da mesa”, reflete Sherry Turkle, professora do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e autora de “Recuperando a conversa: o poder do diálogo na era digital”. Em um momento em que sentimos ter pouco controle sobre os eventos à nossa volta, as ferramentas do celular podem oferecer clareza e ordem: o porão está seco, a luz da varanda acendeu ao anoitecer e a única coisa que se move no quintal é o mesmo gato de rua que sempre aciona a câmera de detecção de movimento. Mas toda essa informação, por mais tranquilizadora que seja, também nos nega a chance de abandonar o controle das tarefas pouco inspiradoras que consomem nossa vida cotidiana.

Distrair do descanso

Ao contrário de outras interrupções, como as de um chefe no trabalho que se intromete apesar de nossos esforços, os alertas de uma casa inteligente são interrupções de nossa própria autoria. Compramos o equipamento e configuramos o celular para distribuir lembretes constantes de que as responsabilidades continuam em outros lugares, mesmo que estejamos na praia. Em vez de pedir a um vizinho para dar uma olhadinha na casa enquanto estamos fora, como fazíamos uma década atrás, levamos o fardo conosco. “Trata-se de um novo vínculo com sua casa, seu inventário e sua ansiedade”, diz Turkle. “Isso não permite que você se desligue nunca.”

Turistas ficaram tão distraídos que os hotéis estão adicionando tempo de inatividade digital aos seus pacotes de comodidade. Nos hotéis Grand Velas, no México, os hóspedes podem solicitar um serviço de desintoxicação digital, que limpa o quarto de televisões e dispositivos, substituindo as telas por jogos de tabuleiro. No ano passado, a Wyndham Hotels and Resorts lançou um programa piloto em cinco locais, criando zonas livres de dispositivos nas piscinas e restaurantes, em resposta a reclamações da gerência do hotel de que os hóspedes estavam grudados demais em suas telas. Em Orlando, os hóspedes passavam tanto tempo no celular em vez da piscina, que a gerência precisou pedir mais espreguiçadeiras, segundo Gabriella Chiera, porta-voz de Wyndham.

Às vezes, é claro, queremos fazer check-in na casa. Em fevereiro, Bailey Kindlon saiu de férias e foi sozinha para Palm Springs, comemorar seu aniversário de 40 anos, deixando seu marido, Eric Johnson, em casa com seus três filhos pequenos pela primeira vez. Todas as manhãs ela verificava os monitores de bebê em South Orange, Nova York. “Eu ficava vendo todos dormirem e checando como estava o clima na casa”, diz Kindlon, que trabalha em um estúdio de design e branding. “Eu não conseguia relaxar a menos que soubesse que ele tinha tudo sob controle.” A espionagem casual não era apenas sobre as crianças. Também era um remédio para as saudades de casa. “Eu senti falta do som da risada deles. Era uma maneira de observar as pequenas coisas das quais eu sentia falta.”

Talvez nossos dispositivos inteligentes não sejam inteligentes o suficiente. Eles sabem como nos enviar alertas, mas uma câmera de detecção de movimento não sabe a diferença entre a FedEx e um ladrão à espreita do lado de fora da sua porta. “A casa realmente inteligente saberia o suficiente para não notificá-lo durante o horário em que você estiver na praia no México”, afirma William Powers, autor de “Blackberry da Hamlet: construindo uma boa vida na era digital”. Em vez disso, saberia esperar um momento mais apropriado para interromper, como quando você está descansando no hotel. Mas “ainda há um longo caminho a percorrer”, diz Powers, antes que a tecnologia de inteligência artificial chegue a esse ponto.

Para Danielle, o episódio de Hamptons foi a gota d’água. Viagens anteriores, incluindo uma em que foi com o marido para Paris na primavera, também foram interrompidas por alertas irrelevantes de casa. Agora, o casal decidiu desacelerar o envio de informações. Em férias futuras, eles desabilitarão aplicativos não essenciais, reduzirão os alertas do sistema de segurança e dependerão dos vizinhos para atualizações. “Todo mundo está falando comigo. A casa está falando comigo. O carro, a escola, o trabalho. Aonde isso vai parar? Não sei qual é a resposta, mas definitivamente precisamos descobrir um sistema melhor para quando estivermos de férias.” /

Tradução de Elena Mendonça

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

As empresas, a organização e a gestão DC – Depois do Coronavírus: 8 reflexões

Futuro coronavírus

 

Mais ambicioso e também possivelmente prematuro, é bom aproveitarmos a intensidade e profundidade das experiências e vivências precipitadas por este momento único em nossas vidas, nas suas dimensões individual, profissional e empresarial, para especularmos sobre os aspectos que deverão ser incorporados em nossa realidade.

É sabido que as empresas, a organização e os modelos de gestão já vinham em constante e acelerado processo de transformação por conta do efeito combinado da evolução da tecnologia, dos novos modelos nascidos e derivados do ambiente digital. Também era relevante a evolução da presença das novas gerações como consumidores e como profissionais nas empresas, com suas características comportamentais e atitudinais e, por fim, os desafios de um mercado hipercompetitivo e hiperconectado.

Como seria natural, as empresas, os modelos de organização e de gestão, vinham incorporando essas novas realidades e se adaptando às mudanças em velocidades distintas e ditadas pelo macro-ambiente e a capacidade de reação.

Vivíamos uma realidade em que conviviam, ao mesmo tempo, modelos de empresas, organização e gestão mais Tradicionais num vetor, junto com as chamadas Plataformas Exponenciais, aqueles desenvolvidos por Google, Amazon e outras e, num outro vetor, os Ecossistemas de Negócios nascidos na China e representados por organizações como Alibaba, Tencent, Didi e muitos outros.

Cada um com suas características e todos em constante mutação por conta do ambiente e do mercado metavoláteis.

Mas de uma hora para outra, todas e todos são atropelados pela espiral transformadora precipitada pela combinação da pandemia exponenciada pelo tsunami econômico-financeiro e outros efeitos mais, nos planos político e social.

A combinação desses elementos em toda sua intensidade, profundidade e amplitude deverá gerar mudanças estruturais nos modelos de negócios, nas empresas, nas organizações e na gestão de forma mais abrangente pelo que já se pode observar.

Eis alguns dos elementos que farão parte dessa nova realidade, em maior ou menor intensidade.

1 – A transformação estrutural do espaço e do local de trabalho. Se tem uma coisa que vai mudar para nunca mais voltar a ser o que foi no passado é a questão do local e do espaço de trabalho. Gostemos ou não, para o bem ou para o mal, nossa percepção coletiva sobre tudo que envolve decisões sobre espaço e local de trabalho mudarão de forma marcante. Obrigatoriamente aprendemos que o que tínhamos antes pode e deverá ser diferente.

O home office que nasceu como proposta combinada de redução de custos e benefício para alguns, foi alçado a uma condição radicalmente diferente por conta do que estamos vivenciando. Para alguns, a descoberta da viabilidade, facilidade, conveniência e produtividade. Para outros a natural dificuldade e os problemas decorrentes da impossibilidade pela ausência de infraestrutura e condições práticas.

Para alguns, muito pouco em termos relativos, o espaço dedicado em casa cria uma combinação virtuosa de fatores como menor tempo em deslocamentos, mais concentração e conveniência. Especialmente quando não for obrigatório.

Para outros, a maioria, pode ter algumas vantagens claras, mas muito terá que ser reprogramado para ser mais interessante.

E para outros ainda, o ambiente tradicional de trabalho é uma forma de fugir às inúmeras restrições das condições difíceis e restritas onde moram.

Mas está aberta a temporada de repensar demandas de locais e espaços afetando o mercado imobiliário comercial e residencial e novos projetos, talvez, com áreas coletivas em ambiente de coworking em prédios residenciais, devidamente equipados.

Em verdade, essa dinâmica já é realidade em muitas empresas de tecnologia por conta da natural familiaridade com ferramentas digitais e, acima de tudo por escassez de mão de obra qualificada, obrigando essas empresas ao recrutamento de pessoas em âmbito global para ter acesso às suas competências.

Vale lembrar que estamos apenas poucos dias reclusos e já passamos a valorizar a importância da socialização e do trabalho em grupo e acreditamos que, na sua evolução, mais empresas adotarão o home office e reuniões ou debates virtuais, mas aprenderemos a dar ainda mais valor para a produção e o tempo conjuntos. Mas que vai mudar muito, isso vai!;

2 – Vai horizontalizar muito mais. Os modelos mais tradicionais de organização, com inspiração na hierarquia militar, e seus reflexos na gestão, foram construídos dentro da visão piramidal e, com o tempo, foram sendo horizontalizados para reduzir a distância entre a cúpula e a base dentro das empresas e, principalmente, aproximar todos da organização de seus clientes finais.

No mercado hipercompetitivo que caracteriza o passado recente, o presente e ainda mais no futuro DC, essa conexão mais intensa, constante e direta com todos os níveis e com o mercado, será cada vez mais crítica e toda a organização e seus modelos de gestão devem privilegiar essa conexão mais próxima.

Para isso as organizações deverão pensar sua cultura, estruturas e canais de relacionamento, internos e externos, tendo como objetivo essa maior proximidade de forma permanente e a horizontalização será um dos instrumentos para que isso aconteça.

Sempre lembrando que as empresas ligadas à nova economia já trabalham com estruturas organizacionais alternativas há algum tempo, sendo que o método ágil é o formato que vinha sendo mais adotado por organizações como Spotify, Netflix, Google, Facebook, Nubank e Luiza Labs;

3 – Metadigital. Filhos surpreendem-se com pais, mais idosos, desenvolvendo habilidades desconhecidas de compras pela internet. Pais se surpreendem com filhos com competências digitais desconhecidas pela falta de convívio mais intenso.

Se tem algo que esse período tornou flagrante e impactante é o quanto o digital já condiciona nossas vidas. Nada diferente de todos os discursos até então, mas muito mais intenso, decisivo e tentacular quando vivenciamos essa nova realidade que nos foi imposta pelas circunstâncias. E que está nos fazendo pensar como podemos levar cada vez mais tudo isso, de forma positiva, para o ambiente profissional e empresarial, para também não dizer no familiar.

Muitos de nós estão desenvolvendo competências adicionais no uso de aplicativos, plataformas, sites, entretenimento, ferramentas e muito mais. Está sendo um mestrado full time em Cultura Digital Compulsória. Mas na evolução do processo muito do que foi aprendido, praticado e fomos sensibilizados, será levado para as organizações através de novos modelos, práticas, recursos, ferramentas e principalmente cultura.

Sem percebermos, sairemos desse obrigatório mestrado com título de Metadigital, ou seja, nossa vida mudou, nesse caso, para melhor, pelo que nos demos conta, aprendemos e convivemos com os benefícios do digital. No retorno ao novo normal, em algum momento futuro, as organizações deverão incorporar os benefícios dessa nova realidade, onde empresas de todos os portes revisarão e priorizarão sua estratégia digital de forma ampla, repensando canais, comunicação e distribuição e, até mesmo aquelas empresas que não tinham esse tema em sua agenda darão prioridade à sua reconfiguração.

Não há dúvidas que esse se tornou um caminho sem volta;

4 – O paradigma da Comunicação Multitransversal. No meio do cataclisma que se abateu sobre todos, nos demos conta de que não basta comunicar-se de forma constante por todos os veículos possíveis. Nos demos conta também do quanto o excesso de informação pode criar, acreditem, distanciamento. Do quanto o FOMO – Fear of Missing Out, sentimento que estamos perdendo alguma coisa, pode criar ansiedade, irritação e culminar até com alienação.

De outro lado fica claro que os líderes, colaboradores, funcionários, clientes, fornecedores e parceiros precisam ter acesso ou receber a informação certa, na hora certa e na dose correta já que o isolamento, compulsório como o atual, gera natural ansiedade sobre quase tudo. Multiplicaram-se as alternativas e todos querem comunicar tudo para todos. E poucos se dispõem a ouvir de fato e com atenção o que precisa ser dito por quem quer e precisa de ajuda. E, de forma geral, entendemos que sabemos o queremos comunicar e na ânsia de fazê-lo, nos esquecemos de ouvir.

Em todo esse processo novos instrumentos, métodos, linguagens e atitudes no meio digital têm sido usados, multiplicando alternativas para a comunicação com os públicos interno e externo e permitindo mensuração imediata de retorno, destilando o que podemos chamar da Comunicação Multitransversal nas organizações, aquela que combina elementos mais eficazes para obter retorno no meio da Babel institucionalizada que se criou.

Esse aprendizado, incluindo a relevância da curadoria de conteúdo será em boa parte incorporado, passada a crise, na maneira como as empresas e negócios se relacionarão com os públicos interno e externo;

5 – Pensar Ecossistema. No caos fez-se a luz. E muitas organizações e negócios se dão conta que atuam em ecossistemas, mais próximos ou mais distantes do epicentro gerador de energia, de recursos ou de inovação.

Além dos modelos de organização nascidos na China, estamos nos dando conta que a organização social maior é toda ela estruturada em Ecossistemas. E podemos estar mais próximos ou mais distantes do núcleo de cada um desses ecossistemas. E quanto mais rápida e estruturada for a constatação de nossa visão sobre essas inter-relações e conexões no ambiente de negócios e na sociedade, mais ambiciosa e visionária poderá ser a reconfiguração de nossas atividades.

Uma empresa de planos de saúde é parte de um ecossistema maior que envolve tudo que diga respeito à saúde de um país. Mas pode ser epicentro de um sub-ecossistema que integre outros benefícios, medicamentos, serviços e bem estar, atividades físicas, informação e, por quê não, até pagamentos.

Da mesma forma que uma rede de fast food, com suas milhares de lojas e interação constante com seus consumidores e fornecedores, é parte do ecossistema maior de alimentação do país, mas também pode ser um sub-ecossistema que integra fornecedores, outros benefícios, serviços, entregas e atividades de consumo e até mesmo, também, pagamentos;

6 – Participação para a Transformação. O caos nos aproxima e a fragilidade nos torna mais iguais. Ainda que tenhamos todos entrado no turbilhão do presente com níveis, hierarquia, posses e visões segmentadas e estruturadas, vamos todos sair disto mais iguais e mais próximos.

Mais do que “wishful thinking”, os fatos e as contingências do presente desenham a realidade futura, mais do que a perspectiva, de que como pessoas, dirigentes, profissionais, empreendedores e empresários, nós e nossas organizações, sairão, necessária e culturalmente diferentes de toda essa experiência.

E um dos motes, talvez mais importante nesse contexto, é que deverá crescer o desejo de participar mais, do lado dos colaboradores, e a necessidade de integrar, envolver e ter maior participação de todos, por parte das organizações. A complexidade da vida, da sociedade e dos negócios atuais pressupõe modelos de organização e gestão onde a participação se torne mais intensa e constante para facilitar o entendimento, busca de soluções e integração e velocidade de implementação;

7 – A emergência da organização PAS – Plural, Aberta e Social. Na sua versão mais singela, há males que vem para o bem. E o que temos acompanhado no mundo e no Brasil é uma tomada de consciência, compulsória, de que as empresas e os negócios devam se ater muito mais em sua existência à incorporação de atitudes que envolvam uma forma mais Aberta em sua atuação, uma maior preocupação com o Social e, para isso, devam ser mais Plurais em sua forma de ser e agir.

Não há como negar que essa era uma demanda que vinha se expandindo, em especial pela atitude e posicionamento das novas gerações.

E agora, sob intensa e desmedida pressão, estão se sobressaindo aqueles negócios, empresas e marcas que já tenham esses vetores mais presentes em sua proposta estratégica e relacionamento interno e externo.

Estão emergindo quase que naturalmente, aqueles que em seu DNA tinham e têm presentes esses elementos e o resultado futuro disso deverá ser uma identidade mais positiva e relevante com o mercado e seus stakeholders;

8 – Pés no presente e olhos no futuro. Passado o caos dos primeiros momentos, onde o estupor sobrepôs-se a tudo e as reações básicas foram as de sobrevivência, privilegiando saúde, no plano pessoal e dos colaboradores, e caixa no plano empresarial, no momento seguinte, começou a busca pela luz no fim do túnel.

Visualizada a luz, começou o esforço para chegar até lá, limitado pela percepção que muito, muito mesmo, como jamais imaginamos antes, não depende de nós, mas está comandado pelo acaso e pelas circunstâncias.

Mas o sentimento que emerge é que, como nunca antes, é preciso estar com os pés no chão, porque a realidade isso impõe, mas levantar os olhos para o futuro pois, mais cedo ou mais tarde, irá chegar.

E que isso seja parte do novo normal, diferente do cenário recente onde deformações em modelos de negócios, valores, imediatismo e conceitos, vinham sendo atropelados pela espiral tecno-digital criando uma realidade desconexa em muitos aspectos.

Como atitude de líderes que irá emergir ainda forte de todo esse processo a necessária visão dual, de manter os pés firmes e sólidos no presente, porque a realidade a isso nos obriga, mas não tirar os olhos do futuro porque, mais do que necessário, é uma forma de equilibrar nosso próprio comportamento, pressionado em sua confiança pela dimensão dos desafios a serem enfrentados.

Não há muitas dúvidas que as organizações que conseguirem passar pelo cataclisma, seus líderes e dirigentes, irão emergir para uma nova realidade onde valores, percepções e visões do passado serão necessariamente reconfigurados como resultado da intensa e profunda experiência vivida no presente.

NOTA: o artigo desta semana também tem o apoio dos líderes de negócios da Gouvêa que se mobilizaram para compartilhar uma visão do presente e, principalmente, do futuro do varejo e do consumo como forma de contribuir com reflexões para apoio de nossos clientes e parceiros.

* Imagem reprodução

Fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/

A construção civil e o investimento coletivo

Indicadores têm queda, mas sinalizam melhora no cenário neste início de ano
Crédito: Divulgação

Eduarda Fabris*

Diante do estrago causado pela coronavírus na economia, o Banco Central, na busca por algum nível de atividade, segue reduzindo a taxa de juros. A construção civil, setor que mais se beneficiou com os cortes sucessivos da Selic antes da crise, conta com outros incentivos, como a redução das taxas dos empréstimos habitacionais da Caixa Econômica Federal.

Isso deverá, mesmo que em menor ritmo, manter a retomada do setor, garantindo empregos e o giro de vários segmentos a ele ligados.

Para tanto, a construção civil demanda financiamento. Enquanto bancos se tornam mais seletivos, outras fontes de capitalização passam a ser evitadas pelos investidores. Ações representam muito mais risco neste momento e fundos imobiliários, depois de forte valorização em 2019, acumulam perdas bilionárias no ano. Há, porém, novas alternativas que representam menor custo para empresas e oportunidade de rentabilidade atraente para quem aplica diretamente na economia real.

Foi em um momento de caos econômico que o investimento coletivo chegou à construção civil. As primeiras operações de crowdfunding imobiliário nos Estados Unidos ocorreram por volta de 2013, quando se buscava, via reunião de pequenos investidores, criar uma nova fonte de recursos que possibilitasse ao setor se recuperar da crise do Subprime.

Três anos depois, resultaram na captação de US$ 800 milhões, cifra que, conforme as últimas estimativas, deve chegar a US$ 300 bilhões em 2025 só naquele país.

A modalidade teve sua primeira operação no país em 2015 e, de lá para cá, cresce sólida e significativamente. Apenas a Urbe.me, principal plataforma do segmento, já captou mais de R$ 56 milhões para mais de 30 empreendimentos.

Particularmente em momentos de instabilidade econômica, o crowdfunding é uma importante fonte de recursos para a construção civil. Atividades como incorporação, documentação e os primeiros estágios da obra, que não são contemplados pelos financiamentos bancários ao setor, dependiam, tradicionalmente, ou de caixa próprio ou de um investidor qualificado, que, via aporte de alguns milhões, tornava-se sócio do empreendimento. Via crowdfunding imobiliário, as empresas obtêm esse capital reunindo de dezenas a centenas de pessoas que, com aplicações que partem de R$ 1 mil, levantam somas que chegam a R$ 3 milhões.

Embora o lastro em imóveis transmita segurança, o crowdfunding imobiliário ainda é mais procurado por investidores com perfil arrojado, em geral, familiarizados com o mercado acionário ou mesmo fundos de investimento. A diferença no crowdfunding é que, a partir das descrições dos empreendimentos nas plataformas, dentre as quais figuram prazos e projeções de rentabilidade, pode-se escolher os empreendimentos em que se irá aplicar. Desta forma, pode-se definir a composição de seu próprio fundo imobiliário. Em geral, as aplicações, que são resgatadas no final das obras, têm gerado retornos de 15% ao ano.

É de se esperar que a construção civil, particularmente por ser o maior gerador de empregos do País, receba novos incentivos oficiais. Independente disso, há um déficit habitacional na ordem dos 7,8 milhões de moradias, que mantém elevada a demanda por novas unidades. O crescimento do setor em 2019 – 5,4%, conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – segue-se a cinco anos ininterruptos de queda.

Há, portanto, muito espaço para o setor continuar crescendo. Ao investidor, isso representa a oportunidade de obter bons rendimentos a partir de aportes pequenos que ajudarão o país a atravessar esta crise.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/

* Diretora-executiva da Urbe.me

COVID-19: Home Office se torna o modelo de trabalho mais utilizado. Como conciliar com a vida familiar?

Em estado de quarentena, o trabalho passa a ser Home Office, deixando assim pais e filhos mais próximos, mas como conciliar com a vida familiar?

Após a Organização Mundial de Saúde decretar pandemia devido ao novo coronavírus (COVID-19), a orientação que foi divulgada é de que a população evite sair de casa e encarar aglomerações. Em diversos estados do país, governadores decretaram quarentena por duas semanas para evitar a proliferação dos vírus.

Devido aos decretos realizados, muitas empresas, comércios e até instituições educacionais tiveram que suspender suas atividades presenciais. Para não ficarem no prejuízo, empresários optaram pelo adiantamento das férias coletivas de seus funcionários e outras pelo modelo de Home Office, no qual o empregado realiza a sua carga horária normalmente, só que em sua casa.

Muitas escolas tiveram que fechar suas portas por tempo indeterminado, fazendo assim, com que pais e filhos fiquem em isolamento social. Agora muitos trabalhadores possuem o desafio de conciliar o trabalho com os cuidados com a família.

Para Flávio Thenorio, Presidente da Arena Baby – rede de franquia de brechó infantil, para ter uma rotina de trabalho organizada em casa é importante elaborar uma programação para começar as atividades, para que assim, consiga realizar todas as pendências e não ficar sobrecarregado. “Tomo um belo café da manhã para iniciar as atividades, depois procuro elencar quais são as prioridades e fazer uma agenda para ter maior eficiência. Os principais desafios com o Home Office no período de quarentena é o fato de estarem todos em casa, pois é inevitável a interação com todos”, comenta

Já para Marco Giroto, Fundador da SuperGeeks, primeira e maior escola de Programação e Robótica (Ciência da Computação) para crianças e adolescentes do Brasil, para o trabalho nessa modalidade ser bem executado, ele necessita que a pessoa tenha muita disciplina e acesso a um ambiente calmo, que comporte o modelo de trabalho. “O ideal é ter um lugar exclusivo para o Home Office, de preferência um escritório dentro de casa, se isso não for possível, criar um espaço compartilhado, mas que não seja perto de lugares com muita passagem de pessoas ou perto de distrações”, comenta Marco.

A Analista de Marketing da Seguralta, rede de corretora de seguros, Daniele Carareto, conta que o seu ambiente para o Home Office está sendo bem setorizado e organizado. “Anoto tudo que preciso fazer, faço listas e divido as minhas tarefas em categorias. Só inicio uma nova tarefa quando termino de fazer a anterior, já que executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo, dá a sensação de que nada será finalizado”, comenta sobre como realiza a sua organização para o trabalho.

Para a empresária Julie Ane Guimarães Ferreira, Diretora de Novos Negócios da Neo Delivery, franquia de aplicativo de entrega via moto frete, o Home Office se tornou um desafio, já que possui uma criança pequena em casa. Ela fala sobre como a rotina da família mudou drasticamente com os decretos de quarentena. “Enquanto realizamos reuniões (videoconferências), tocamos e-mails, alternamos com brincadeiras, troca de fraldas e fazemos a sua alimentação, tudo isso, sem perder o foco do trabalho e o crescimento da nossa filha”, afirma Julie Ane.

O empreendedor Mario Gasperini, CEO da Primicia, empresa de varejo no setor de artigos de turismo, que tem duas crianças pequenas em casa, fala sobre como é a conciliação do Home Office com a educação das crianças nesse período de quarentena. “Dividimos as tarefas domésticas, inclusive atribuindo a elas tarefas mais fáceis de serem realizadas. Reservamos um horário fixo destinado para os estudos e para as participações das vídeo aulas do colégio. Desse modo, elas compreendem que enquanto trabalhamos, elas têm o momento delas, respeitando o nosso trabalho”, comenta Mario.

Para Eder Oliveira, Diretor de Expansão da MTCred, rede de serviços de crédito, o Home Office em tempos de quarentena é um grande desafio para todos aqueles que possuem filhos pequenos em casa e temos que fazê-los compreender que neste momento os pais estão ocupados trabalhando, mesmo estando em casa. “Para os pais que possuem filhos com idade de entendimento, esse momento sem dúvida é uma grande oportunidade de demonstrar o valor do trabalho, da disciplina e da dedicação e principalmente ter amor pelo que faz”.

Rafael Matos, Sócio Fundador do N1 Chicken, rede de franquia de delivery de frango frito, informou que liberou todos os colaboradores de sua franqueadora para trabalhem em Home Office, mas antes forneceu um treinamento para que todos estivessem aptos a essa modalidade de trabalho. “O conceito de Home Office ainda é muito novo para nós brasileiros, mesmo sendo praticado por muitas empresas. Existe ainda questões a serem exploradas para manter e aumentar a produtividade da modalidade, como com certas ferramentas de comunicação, controle e execução de tarefas”, comenta Rafael.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Moema: qualidade de vida e localização estratégica

Próximo ao Parque do Ibirapuera, o bairro foi o primeiro da cidade a contar com uma ciclofaixa

Parque do Ibirapuera
Parque do Ibirapuera é destaque entre as atrações de Moema. Foto: iStock
 
 

O bairro de Moema, que era oficialmente chamado de Indianópolis no passado, começou a crescer e ganhar notoriedade na década de 70, quando as construtoras pensaram em investir na região, nos terrenos planos e nos grandes lotes de baixo custo. Os investimentos na construção de moradia atraíram outros segmentos, como o comércio, com a inauguração do Shopping Ibirapuera, em 1976.

Hoje o distrito faz parte da lista dos bairros nobres de São Paulo e inclusive já foi considerado como o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade, maior até do que o da Noruega. O comércio e a estrutura das ruas que levam nomes de pássaros ou de substantivos indígenas diferenciam o bairro.

Preço

O valor atual do m² de um imóvel usado em Moema vai de R$ 6.800 a R$ 7.000, segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP). No caso de aluguel, o m² chega a custar R$ 43, de acordo com o Storia Imóveis.

Mobilidade

Em meados de 1880, a chegada de uma pequena ferrovia para bondes elétricos da Light and Power Company facilitou a locomoção na região. Hoje, a inauguração quase total da Linha 5 -Lilás do metrô conecta, por meio das estações Moema e Eucaliptos, o morador ou frequentador do bairro à zona sul (baldeação com a linha de trem 9- Esmeralda) e a região da Paulista (Linha 2-Verde e Linha 1-Azul). Outra grande vantagem do bairro são as ciclovias e ciclofaixas. Moema foi o primeiro distrito da cidade de São Paulo a contar com uma ciclofaixa. Por ser uma região plana, as pessoas são privilegiados ao transitar de bicicleta, de patinete elétrico ou até mesmo a pé pelas avenidas Iraí, Aratãs, Pavão e Rouxinol.

Educação

Em Moema há unidades prestigiadas de ensino particular e bilíngue, como o Colégio Maple Bear, Be living, Twice, Play Care e o My Gym. E os tradicionais Colégio Itatiaia e o Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida.

Existem também instituições de ensino público, como a Escola Municipal Educação Infantil Prof. Ignácio Henrique Romero (Alameda Jauaperi, 1639), a EMEI Dona Anita Costa (Alameda dos Jurupis, 254) e o Centro de Educação Infantil Diret Indianópolis (Alameda Irae, 35). Além da Escola Estadual César Martínez (Alameda Iraé, 55) e a Escola Estadual Prof. Napoleão de Carvalho Freire (Rua Itaúna, 815).

Saúde

O morador de Moema pode contar com o Hospital Alvorada para fazer tratamentos particulares ou utilizar o pronto-socorro. Também existem unidades hospitalares nos bairros bem próximos, como o Hospital da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) e o Hospital Santa Paula. O serviço público oferece a Unidade Básica de Saúde de Indianópolis Dr. Sigmund Freud.

Lazer

Por ficar muito próximo ao Parque do Ibirapuera, muitas vezes o local é a opção de lazer dos moradores do bairro, mas existem outras atrações na região, como o Parque da Bicicleta (Alameda Iraé, 35). Em seus 44.545 m² de área verde, é possível fazer outras coisas além de andar de bicicleta. A pista atende também aos usuários de patins e skate, além de oferecer uma academia ao ar livre e espaço para caminhadas. O parque faz parte de um complexo que reúne também a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME) e o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP). Para prática esportiva tem também os tradicionais Clube Atlético Monte Líbano (Avenida República do Líbano, 2267) e o Esporte Clube Sírio (Avenida Indianópolis, 1192).

O comércio de rua na região também é atração, principalmente no lado das ruas com nome de pássaros, onde é possível encontrar lojas de grife como a Bo.bô, os outlets da Jogê e da Lacoste, entre outras.

Talvez a rua mais famosa do distrito seja a Normandia, não só pelas lojas famosas, como a L’Occitane, a outlet da Uncle K, pela sorveteria Freddo ou pelo restaurante Phillipe, mas principalmente pela decoração de Natal, que recebe muitos turistas no final do ano.

A Feira da Arte de Moema, na Praça da Nossa Senhora Aparecida, reúne artesãos com diversos trabalhos. Em termos de atrações culturais, o bairro também abriga a Livraria da Vila (Avenida Moema, 493), a Toca da Leitura (Rua Canário, 1035), o Sebo Casa Puebla (Alameda dos Jurupis, 1256) e a casa de jazz Bourbon Street (Rua dos Chanés, 127).

Gastronomia

Quem frequenta Moema pode enfrentar problemas de indecisão ao escolher o local para comer e beber. Há diversas opções de restaurantes, bares e lanchonetes na região, lugares tradicionais e conhecidos. A alameda dos Arapanés oferece uma variedade deles, como o Aoyama, Stop Dog, Koban, Tony Roma’s, Burguer Lab Experience e Applebee’s.

As porções de pastéis e a cerveja gelada do famoso Bar do Giba chamam atenção de um grande público que, nos finais de semana de calor, lota as calçadas do local. E é em outro tradicional boteco, no Bar do Alemão, que alguns pratos típicos da Alemanha fazem sucesso, além do brasileiro bife à parmegiana.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/