Arquivo diários:20 de abril de 2020

Melhores bairros de São Paulo para idosos

São Paulo tem mais de um milhão e setecentas mil pessoas com idade superior a 60 anos, totalizando aproximadamente 12% de sua população.

Melhores bairros de São Paulo para idosos

A terceira idade, também chamada de melhor idade, precisa de cuidados especiais na hora de escolher um local para comprar um apartamento em São Paulo. Calçadas com buracos, falta de opções de lazer, barulho e outros pontos podem gerar não só desconfortos, mas atrapalhar a qualidade de vida desse grupo. No entanto, alguns bairros possuem lá as suas vantagens e são considerados os mais adequados para quem busca comprar apartamento para idosos.

São Paulo tem mais de um milhão e setecentas mil pessoas com idade superior a 60 anos, totalizando aproximadamente 12% de sua população. Segundo projeções da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), a proporção de idosos na capital paulista saltará para 20% até 2030.

O envelhecimento e a urbanização são tendências mundiais. Para ocorrer um processo de envelhecimento ativo, é necessário assegurar a autonomia e a independência dos idosos, de acordo com a gerontóloga Gabrielli Lunardelli, graduada pela Universidade de São Paulo. “Os bairros precisam ser amigáveis, ou seja, não se resumir apenas a aspectos relacionados à mobilidade. Devem estar adaptados: sem obstáculos, transporte público de qualidade, segurança, serviços de saúde eficientes”.

Alto de Pinheiros, Jardim Paulista e Lapa são os bairros na capital paulista com o maior número de idosos. Todos eles possuem o Índice de Desenvolvimento Humano alto. O IDH mede o grau de desenvolvimento em um local, considerando a educação, renda e saúde. O índice varia de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, melhores são as condições. No bairro Jardim Paulista, o índice de IDH é de 0,957, seguido pelo bairro Alto de Pinheiros onde o índice é de 0,955 e o bairro da Lapa com 0,941 de IDH. Dessa forma, essas três localidades são consideradas excelentes para que os idosos pesquisem por apartamentos em São Paulo.

Alto de Pinheiros

Idosos ou pessoas que estão pensando no futuro podem começar sua procura por apartamentos à venda no Alto de Pinheiros. Neste bairro, 36% dos responsáveis pelas residências são pessoas com mais de 60 anos.

O Parque Villa-Lobos é um atrativo, além das ruas arborizadas e mais calmas, também possui diversas opções de lazer para que a população  de todas as idades possa  ter um refúgio próximo do seu apartamento em SP.

Jardim Paulista

Ter hospitais, farmácias e clínicas perto da residência é um fator a favor para os idosos, sobretudo para aqueles que precisam de algum tratamento constante. Morar em apartamento Studio no Jardim Paulista proporciona ter fácil acesso a vários desses locais, contribuindo para a saúde das pessoas.

Não faltam opções de lazer. O bairro é próximo do Parque Ibirapuera e dá fácil acesso aos restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos que estão espalhados pelo Jardim Paulista. Cerca de 32% dos responsáveis pelos domicílios no bairro são da melhor idade.

Lapa

Pessoas que estão pensando no futuro podem adquirir apartamentos na Zona Oeste, especificamente na Lapa. 48% das residências com apenas um morador, nesta localidade, são ocupadas por um idoso. Além disso, 33% dos responsáveis pelas casas na região pertencerem a esse grupo.

A região possui muitos lugares para lazer e cultura, como a praça Mirante da Lapa e a União Fraterna, localizados perto de apartamentos à venda em SP.

A localização está diretamente relacionada à qualidade de vida. A gerontóloga diz que os problemas urbanos enfrentados pela maioria das cidades impactam negativamente na vida da população, principalmente para os idosos. “Muitas vezes, esse grupo apresenta capacidade funcional reduzida e menor oportunidade de participação e interação com o meio urbano”. Para ela, é importante que os bairros proporcionem o bem-estar de toda a população.

Fonte: www.odebate.com.br

Imóveis entram na era digital

Vendas por WhatsApp, videoconferência, tour virtual e até drones. Construtoras adotam novas estratégias para oferecer aos clientes opções de compra durante o isolamento social.

Crédito:  Evandro Rodrigues

 

Em tempos de isolamento social, causado pelo coronavírus, ter uma casa ganha um significado ainda mais importante. Especialistas garantem que manter o mercado imobiliário aquecido será essencial para recuperar a economia pós-pandemia. Diante deste cenário, construtoras e incorporadoras adotaram iniciativas que prometem revolucionar o setor, inclusive após a quarentena. Envolvem, por exemplo, a utilização de plataformas de vendas digitais, campanhas on-line para a divulgação de empreendimentos e novas estratégias para mostrar as unidades aos interessados.

As medidas buscam manter a retomada no ritmo de crescimento e compensar a proibição de abertura dos estandes aos clientes. Aliado a isso, a Caixa Econômica Federal disponibilizou, desde o início da crise, R$ 154 bilhões em recursos ao setor, para garantir a estabilidade operacional.

No Rio de Janeiro, a construtora Mozak diversificou as ações para atrair a atenção do consumidor. Com 25 anos de atuação no segmento de alto luxo e foco, principalmente, nos bairros de Leblon, Ipanema e Lagoa, a empresa intensificou o modo on-line de trabalho e tem procurado os clientes remotamente via WhatsApp e videoconferências, além dos tradicionais contatos telefônicos e por e-mail. O que mais chama a atenção é a forma de exibir o imóvel ao potencial comprador.

São oferecidos tour virtual, book de venda digital, vídeos e imagens de drone com a vista de cada apartamento e da região. “Estamos conseguindo nos comunicar e mostrar todos os detalhes dos imóveis, o que às vezes não acontecia presencialmente”, diz a gerente comercial Carolina Lindner.

A venda é realizada por meio da docusign, plataforma de assinatura eletrônica com emissão de certificados que garantem juridicamente todo o processo, iniciativa que assegura uma transação 100% digital. “Os clientes estão cada vez mais antenados às novas experiências”, afirma Lindner.

Os empreendimentos comercializados pela construtora têm de 30 a 600 metros quadrados, com valores de R$ 800 mil a R$ 20 milhões. Apesar da fase de incertezas em razão da pandemia, a gerente acredita que este é o melhor momento para diversificar os investimentos. “Imóvel sempre será imóvel. Trabalhamos com um público específico de alto padrão, em localizações em que a oferta é escassa. Sempre existiu e existirá demanda.”

Confiante, ela diz que a Mozak vai manter o planejamento de lançamentos para este ano. A companhia comercializa quatro empreendimentos e tem outros dez em fase de construção. A meta é fechar 2020 com R$ 600 milhões em valor geral de vendas, alta de 20% sobre os R$ 500 milhões comercializados no ano passado.

Já a MRV Engenharia, maior construtora de imóveis econômicos da América Latina, com receita líquida de R$ 6 bilhões em 2019, criou uma plataforma digital de vendas que dá às pessoas a possibilidade de comprar o imóvel remotamente e de forma segura. O sistema foi desenvolvido nos últimos dois anos, estava em testes em Minas Gerais, mas acabou adotado no restante do País em virtude da pandemia. Por meio dele, o cliente pode escolher o apartamento e fechar a transação pela internet, sem nenhum contato com o corretor.

“A casa própria é o bem mais importante para este momento”, afirma Eduardo Fischer, que divide a presidência da companhia com o primo Rafael Menin, e responsável pelas estratégias de expansão da companhia em São Paulo e no Sul do Brasil. A empresa mineira registrou aumento de 60% na procura por imóvel na plataforma, após a criação de feirões on-line, e chegou a negociar uma unidade com um brasileiro residente em Kashiwa, no Japão.

“Conseguimos mostrar todos os detalhes dos imoveis, o que às vezes não acontecia presencialmente” Carolina Lindner gerente comercial da Mozak.

 

Os descontos chegam a R$ 20 mil, dependendo da região no Brasil – a empresa atua em 22 estados. “É claro que uma coisa é a procura, outra é a venda. Mas o interesse continua crescente. Foi assim em março e na primeira quinzena deste mês”, diz o executivo. “Mas é impossível prever algo. O que eu falo hoje pode mudar em pouco tempo.”

Fischer explica que os lançamentos de empreendimentos estão suspensos durante a quarentena, em decorrência da paralisação das atividades em muitas prefeituras e cartórios, responsáveis pelo andamento dos processos administrativos. A MRV chegou a interromper o trabalho em 20% das obras pelo País e tem adotado medidas restritivas para preservar a saúde dos seus 25 mil funcionários diretos. Além disso, aderiu ao Movimento Não Demita, que visa garantir estabilidade aos funcionários por dois meses, e doou R$ 10 milhões para a compra de respiradores para os hospitais de Minas Gerais, onde fica sua sede.

NA CAPITAL E NO INTERIOR 

A Trisul, construtora e incorporadora voltada ao mercado de médio e alto padrão de São Paulo, também aposta na internet para dar prosseguimento às atividades. O tour virtual pelos imóveis prontos e pelos decorados, nos estandes de vendas, é um dos chamarizes da empresa para atrair os clientes aos mais de 40 empreendimentos em negociação pela capital e por cidades do interior.

O interessado recebe atendimento via Whatsapp, por teleconferência, sem qualquer contato físico. “A assinatura eletrônica também é possível, quando há mais de um comprador. E o contrato pode ser assinado de qualquer dispositivo, inclusive pelo smartphone”, afirma Lucas Araújo, superintendente de marketing da Trisul.

Com 30 anos de mercado e mais de 200 empreendimentos entregues, a companhia apresentou receita líquida de R$ 798,6 milhões em 2019, com valor geral de vendas de R$ 1,1 bilhão. Em novembro, chegou a projetar vendas brutas de R$ 1 bilhão a R$ 1,3 bilhão para este ano. No atual cenário de crise, a empresa promete negociar com seus clientes, para evitar que os distratos aumentem à medida que a pandemia se prolongar.

“A casa própria é o bem mais importante neste momento. uma coisa é a procura, outra a venda, mas o interesse existe” Eduardo Fischer co-presidente da MRV. (Crédito:Gabriel Reis)

A mobilização das construtoras é justificada pela recuperação do setor após a crise entre 2014 e 2016. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, acredita que a venda de imóveis ficará mais difícil, mas aposta que a construção civil será fundamental para auxiliar na retomada da economia. “A sociedade vai valorizar ainda mais a importância da moradia”, diz França.

Ele lembra que a construção civil foi responsável pela criação de 11% dos empregos em 2019, no Brasil, e que o programa federal Minha Casa, Minha Vida gera, anualmente, cerca de 2,4 milhões de postos. E elogia as medidas adotadas pela Caixa Econômica Federal para socorrer o setor.

Além dos R$ 154 bilhões em linhas de crédito (R$ 35 bilhões já liberados), a instituição dará carência de seis meses a pessoas físicas e jurídicas na contratação de novos empréstimos, aumento do tempo de pausa nos contratos e renegociação de dívidas. “A preocupação é com as pequenas e médias empresas e também com os fornecedores”, afirma França. “Por isso, as medidas anunciadas são importantes para garantir a saúde financeira nesse momento tão desafiador.”

Angelo Verotti