Arquivo mensais:maio 2020

Empresa lança primeira rodada de meeting imobiliário online multimarcas

YMK irá reunir várias incorporadoras para apresentação de imóveis de 12 a 15 de maio

A residência nunca foi tão valorizada quanto nas últimas semanas. Com as medidas de isolamento social, pessoas de todas as classes sociais encontraram no lar o seu verdadeiro porto seguro. Não por acaso, muitas se questionam sobre a necessidade de um imóvel mais espaçoso, confortável e com um local adequado para a realização de home office, que deve se tornar novas proporções depois da pandemia. Após a freada busca a retomada deve incluir inclusive novos clientes, e opções não faltam. A fim de reunir as melhores oportunidades do mercado, o Grupo YMK, holding com unidades de negócios dedicadas à venda de imóveis, crédito e investimentos imobiliários, irá realizar a primeira rodada de meeting imobiliário online multimarcas. Os encontros acontecem de 12 a 15 de maio.

Ao todo, serão nove incorporadoras e construtoras participantes, ao longo da semana. Tudo será transmitido pelo canal do Grupo YMK no Youtube. Serão dois meetings por dia, o primeiro às 10h30 e o segundo às 16h. Uma empresa pela manhã e outra à tarde. Cada meeting durará em torno de 1h30. “O Grupo YMK apresentará a construtora, que assumirá a palavra e apresentará seus produtos, lançamentos, oportunidades, diferenciais. Ao final, abriremos para um bate papo virtual, onde corretores, profissionais e clientes poderão fazer perguntas por chat”, explica Daniel Magalhães, CEO do Grupo YMK. A expectativa é atingir amplamente os profissionais do mercado imobiliário, clientes e investidores.

Os meetings já são tradicionais no mercado imobiliário. Cada construtora organiza seu próprio evento, normalmente em um hotel, para apresentar seus produtos, lançamentos e perspectivas de mercado. Com a pandemia, o processo de digitalização se intensificou. “O diferencial da proposta da YMK é não apenas trazer o meeting para o ambiente digital, mas principalmente reunir várias empresas em um mesmo evento, promovendo uma experiência multimarca para o público”. Corretores de imóveis, profissionais da indústria da construção civil, compradores de imóveis, investidores imobiliários e outros interessados poderão acompanhar todas as novidades das marcas sem sair de casa.

Apenas imóveis novos, entre lançamentos e estoques (prontos ou em construção), serão apresentados. O objetivo da rodada de meeting é preparar melhor o corretor de imóveis para, conhecendo melhor os produtos e diferenciais, poder vender mais e melhor. “No entanto, como estaremos na internet, não há impedimento do cliente final participar também, ou mesmo, o corretor, levar “online” um cliente dele para ouvir diretamente a construtora e comprar com ele”, esclarece Magalhães.

As expectativas são altas. Mesmo a pandemia tendo adiado os planos de compras de muitos clientes até o cenário econômico diminuir as incertezas, muitos investidores profissionais entendem que crise é sinônimo de oportunidade e estão saindo às compras. “O mercado imobiliário continua sendo um investimento seguro e que, em muitos cenários, alia segurança a altas rentabilidades, principalmente em tempos de juros baixos. Sendo assim, acreditamos que em pouco tempo retomaremos ao incrível crescimento que estávamos, já que muita gente irá preferir concentrar investimentos em ativos imóveis”, finaliza.

Serviço:

1ª Rodada Meeting Online Multimarcas do Mercado Imobiliário
De 12 a 15 de maio | Horários: 10h30 e 16h00
Inscrições: https://bit.ly/3b9hjY3

Fonte: https://www.segs.com.br/

QR Code: nunca a construção civil precisou tanto dele

Braçadeira com QR Code identifica em que setor o trabalhador atua e se está em condições plenas de desempenhar suas funções. Crédito: Banco de Imagens

Tecnologia permite verificar se colaborador segue protocolos de segurança e de saúde, e se requer treinamento

QR Code (Quick Response Code), ou código de resposta rápida, surge como o novo parceiro da construção civil em tempos de Coronavírus. A tecnologia se torna essencial, principalmente nos canteiros de obras. Com ela, é possível verificar quando o colaborador precisa de treinamento e se ele está seguindo os protocolos de segurança e de saúde no local de trabalho. 

“Esta é realmente uma solução inovadora para garantir que a equipe seja treinada e certificada adequadamente para as funções que desempenha em um canteiro. Basta escanear a etiqueta de QR Code no capacete ou na roupa do trabalhador para saber qual função ele executa na obra, se está apto e se seus testes de saúde estão em dia”, diz a desenvolvedora de sistemas Sarah Persad.

A especialista britânica fala de uma tecnologia que recentemente tornou-se imprescindível em outros países, por causa da pandemia de Coronavírus. Com o distanciamento social, a ferramenta possibilita fazer uma série de checagens dos trabalhadores sem que haja contato físico. Além do Reino Unido, China, União Europeia, Índia, países árabes, Austrália, Estados Unidos e Canadá também intensificaram seu uso na construção civil. 

Um exemplo australiano mostra bem a eficácia do QR Code. A Master Builders Association of Victoria (Associação de construtores-mestres de Vitória) fez parceria com as construtoras locais e espalhou etiquetas inteligentes nos canteiros de obras.  Quando o trabalhador decifra o código com seu smartphone tem acesso a vídeos educativos sobre como se proteger da Covid-19.

Ferramenta também é útil para compartilhar projetos no canteiro de obras

Mas não é apenas pela questão sanitária e de segurança que o QR Code prolifera nos canteiros de obras. A ferramenta também é útil para compartilhar projetos. Através dos códigos espalhados pela construção, todos os que atuam no empreendimento podem saber se houve alterações nas plantas. Isso repele eventuais erros e evita o retrabalho, o que dá ganho de produtividade para a obra. 

Além disso, o QR Code revela-se igualmente útil para disseminar manuais de instrução, para controlar o uso de equipamentos e para delimitar áreas de atuação dos operários. A aplicação da ferramenta se mostra tão positiva que desde 2011 o código de construção da cidade de Nova York-EUA só libera licenças para a execução de projetos se houver QR Code nos canteiros de obras e nos EPIs dos trabalhadores.  

No Brasil, a construtech ConstruCODE desenvolveu app que realiza a conversão automática de projetos em QR Code. O CEO da startup, o engenheiro civil Diego Mendes, explica que, entre as vantagens do aplicativo, está a de mitigar dúvidas construtivas e comunicar alterações de projeto de forma dinâmica. “Quando a obra é concebida dentro da ferramenta BIM, as alterações são transmitidas ao canteiro em tempo real”, diz. 

Outra aplicação do QR Code é que ele permite que o comprador de um imóvel na planta tenha acesso ao andamento da obra. A construtora disponibiliza um código que abre imagens filmadas por drones no smartphone ou no computador do cliente. A ferramenta ainda possibilita ações de marketing do empreendimento.

Entrevistado
Reportagem com base em levantamento do site britânico The Construction Index e do desenvolvedor ConstruCODE

Contato
editor@theconstructionindex.co.uk
news@theconstructionindex.co.uk
contato@construcode.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

REUNIÃO: Coalizão Indústria com o presidente Jair Bolsonaro

Bolsonaro assinou um decreto que classifica a construção civil como mais um serviço essencial ao país

 
 

A Coalizão Indústria, integrada por 15 entidades do setor, esteve reunida nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro para apresentar a situação das diferentes atividades produtivas em função da crise da Covid-19, assim como as ações que estão sendo empreendidas pela indústria nacional no enfrentamento dessa situação, além das preocupações em relação à vulnerabilidade externa atual do Brasil.

Foram discutidas também as perspectivas para a retomada das atividades após a crise ser vencida, com foco em construção civil, infraestrutura e edificações, exportações e valorização do produto nacional. Outro ponto apresentado durante o encontro foi o trabalho conduzido pelo governo federal quantificando o Custo Brasil e suas variadas facetas – o estudo relaciona as despesas geradas por entraves brasileiros com países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Economia, Paulo Guedes; da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; da Justiça e Segurança Pública, Andre Mendonça; da Infraestrutura, Tarcisio de Oliveira, e o secretário e o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa. 

Em seguida, os representantes da Coalizão Indústria participaram de reunião, a convite do presidente Bolsonaro, entre ele e seus ministros de governo, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a quem foram apresentadas as preocupações do setor industrial com a retomada das atividades e a manutenção dos empregos. A segunda agenda se deu na sede do STF.

A Coalizão Indústria foi organizada antes das eleições presidenciais de 2018 para discutir os assuntos relevantes a indústria nacional. Ela reúne representantes de quinze setores produtivos, que juntos equivalem a 45% do Produto Interno Bruto da indústria brasileira (R$ 485 bilhões); 65% das exportações manufatureiras (R$ 167 bilhões); 30 milhões de empregos diretos e indiretos; e contribuem com R$ 250 bilhões em pagamento de impostos.

Ainda hoje, Bolsonaro assinou um decreto que classifica a construção civil como mais um serviço essencial ao país. A medida facilita a continuidade de obras desde que respeitados os cuidados para prevenir a transmissão da Covid-19. “A partir de agora não tem mais problema para que o pessoal possa trabalhar nessa área, obviamente respeitando algumas determinações do Ministério da Saúde”, afirmou Bolsonaro.

Integram a coalizão:

Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA);
Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ).
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (ABICALÇADOS);
Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (INTERFARMA);
Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB);
Associação Brasileira Indústria Elétrica Eletrônica (ABINEE);
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ);
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST);
Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM);
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT);
Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP);
Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (ELETROS);
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC);
Instituto Aço Brasil;
Grupo FarmaBrasil (FARMABRASIL).

Com a Agência CBIC

Fonte: https://www.ultimoinstante.com.br/

Mercado imobiliário: Um negócio de confiança

“Quem compra terra não erra” e “tijolo não enferruja” são algumas das várias frases que se ouve quando o assunto é investimento em produtos imobiliários, sejam eles lotes, casas, apartamentos ou, mais recentemente, fundos imobiliários. E isso se justifica por inúmeras razões, uma delas é a materialidade do bem, ou seja, é o fato do imóvel ser algo físico, com a possibilidade de se ver e tocar, o que representa uma segurança para o comprador ou investidor.

Porém, existem outros fatores que fazem o mercado imobiliário – e seus produtos – um negócio confiável. Todos nós necessitamos de um local para morar, um local para trabalhar, para fazer as compras do mês, banco, academia, clube do bairro, etc. Em todas as atividades da nossa vida, há sempre um imóvel envolvido.

Segundo números do IBGE, existe um déficit habitacional no Brasil de 5,5 milhões de residências. Esse fato, somado ao aumento populacional, gera um aumento consistente na busca por imóveis. O efeito desse aumento da procura é uma valorização dos imóveis existentes, pois as empresas do setor não têm capacidade de produção para atender toda a demanda.

Além disso, a crise provocada pelo novo coronavírus acaba por promover cenários de oportunidades para aqueles que desejam adquirir um ativo imobiliário. Aumento do crédito para financiamento e diminuição ou congelamento das taxas de juros são algumas das medidas à disposição dos investidores.

Reflexo disso é o resultado do Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getúlio Vargas, que aponta que a média de confiabilidade no mercado imobiliário no primeiro trimestre de 2020 é maior do que a média do quarto trimestre de 2019. Em outras palavras, mesmo com o alastramento da Covid-19, a confiança e a procura por ativos sólidos e confiáveis aumentaram em relação ao período em que a pandemia nem ao menos existia.

Esses dados confirmam o que a história já comprovou: o mercado imobiliário é estável e resistente às crises e, apesar delas, consegue se mostrar confiável ao ponto de se reafirmar o ditado de que quem investe nele não erra.

Fonte: https://diariodegoias.com.br/

Márcio Moraes é Advogado especialista em Direito Público pela UCAM/RJ. Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-GO, coordenador do Fórum Permanente dos Advogados do SECOVI/GO e assessor jurídico da Associação dos Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás e da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás – ADEMI Professor de Pós-graduação e palestrante.

Prédios mais altos do Brasil: Desafios dessas construções

Alguns arranha-céus passam de 800 metros de altura e possuem grande evidência no mundo todo.Créditos: Shutterstock

Carregamentos de vento causam efeitos importantes na estrutura desse tipo de edificação

Entre os principais destaques em prédios altos do mundo estão o Burj Khalifa, em Dubai; o Petronas Twin Towers, na Malásia;  o Shanghai Tower em Xangai, na China; entre tantos outros que são verdadeiros arranha-céus que passam de 800 metros de altura e possuem grandes evidências no mundo todo. Essa tendência também  tem ganhado destaque no Brasil onde, por exemplo, a implementação de edifícios altos começou em Balneário Camboriú (SC) e segue em Goiânia (GO) e João Pessoa (PB), com a construção de edifícios que passam dos 200 metros de altura. 

De acordo com Prof. Marcos Monteiro, do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia, o conceito que define o que é um edifício alto não é bem determinado. Para os projetistas estruturais, edifícios altos são aqueles em que os carregamentos de vento causam efeitos importantes na estrutura. Porém, nessa análise, a altura do edifício não é o único fator analisado. “As dimensões em planta dos andares também têm grande importância. Muitas vezes, edifícios de 18 ou 20 andares, mas com pequenas dimensões em planta, podem ter problemas importantes de estabilidade”, ressalta. 

Essa relação altura x dimensões em planta é chamada de esbelteza. “Quanto maior essa esbelteza, mais complexos são os problemas de estabilidade da edificação”, complementa. A NBR 14931 – Execução de estruturas de concreto traz as recomendações para execução dos edifícios, sem diferenciar se o edifício é alto ou não. Porém, é evidente que os cuidados que cercam a execução de edifícios altos são maiores, uma vez que são estruturas mais robustas, com armações mais pesadas, com maior exigência de utilização de equipamentos e, em geral, com maior complexidade estrutural.

Da execução à manutenção: principais cuidados nos prédios-altos mais altos do Brasil

Nos prédios altos a estrutura deverá contemplar sistemas que conferem rigidez ao edifício. Dessa forma, quando submetido ao impacto dos ventos em suas fachadas, mantém suas deformações dentro dos valores especificados pela NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto Armado. Os sistemas de pórticos, formados pelo conjunto de vigas e pilares e os pilares de grande inércia, no entorno de caixas de escadas e elevador, são os principais responsáveis por conferir a rigidez dessas estruturas. Outra norma importante nessa análise é a NBR 6123 – Forças devidas ao vento em edificações. Essa norma estabelece os parâmetros para determinação das pressões de vento nas estruturas.

Checklist: as análises dos edifícios altos

  • O projeto deve contemplar a análise cuidadosa da estabilidade global da edificação, de forma a garantir que a estrutura respeite os parâmetros prescritos nas normas técnicas.
  • O detalhamento das armaduras, por se tratar de armaduras robustas, deve ser mais cuidadoso, a fim de permitir uma montagem adequada, em especial, nos encontros de armaduras entre vigas e pilares.
  • O processo executivo deve respeitar todas as especificações do projeto. Os pontos de maior atenção são as concretagens e a conferência do prumo 

*Obs: Cuidados relacionados à estrutura.

Ainda de acordo com o docente, o projeto e a construção de edifícios altos não implica na necessidade de profissionais ou tecnologias específicas, mas sim, de cuidados adicionais em função das características do empreendimento. Entre esses cuidados estão: a contratação de um projetista estrutural com experiência nesse tipo de estrutura; a utilização de equipamentos para otimizar o transporte vertical dos materiais e o controle de qualidade da execução; e projeto de fachadas/esquadrias para consideração das necessidades específicas do empreendimento. Para o diretor de engenharia da Swell, Tiago Pissetti, primeiramente, deve-se ter a definição em projeto técnico onde é verificado o sistema como um todo, tanto o que será executado quanto os produtos que serão utilizados tais como tipos de argamassa colante, argamassa de revestimento, de assentamento, entre outros. “Quando se alia projeto técnico, material de qualidade, ensaios, monitoramento e mão de obra capacitada, é possível ter sucesso com a execução de um prédio alto”, complementa.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

Publicado por Carla Rocha 

Vitacon lança megaprojeto na pandemia e vende 50% em um mês

A construtora dos compactos vendeu mais de 300 unidades em abril, todas digitalmente, de seu maior lançamento, ao lado da estação Paraíso

Alexandre Frankel, o jovem dono e presidente da construtora e incorporadora Vitacon, tornou-se o rosto mais conhecido do ramo quando o assunto são apartamentos compactos na cidade de São Paulo. Depois inventar e reinventar moda com microapartamentos de 10 metros quadrados e até cápsulas de dormir, ousou lançar um empreendimento em plena pandemia do novo coronavírus. Ou melhor: um megaempreendimento com 630 unidades, o maior da história da empresa em quantidade de apartamentos. E, em pouco mais de um mês, vendeu 50%.

“Era lançar naquele momento ou sabe-se lá quando. E nós aqui, na dúvida, escolhemos sempre fazer, no lugar de não fazer”, contou ele ao EXAME IN. Em pleno 20 de março, com a maioria das grandes empresas já funcionando com as equipes em home-office, Frankel deu a largada no esforço de venda do “Paulista ON”, localizado na Avenida Bernardino de Campos, pouco antes dela se transformar em Avenida Paulista, o ainda símbolo da cidade. “No pré-lançamento, iniciado em fevereiro, eu tinha uma demanda de três vezes o total do empreendimento. O mercado em São Paulo estava a 300 quilômetros por hora”, comentou ele. Apesar de a pandemia ter reduzido as compras para um sexto das intenções, Frankel está satisfeito com o resultado.

O valor geral de vendas (VGV) do empreendimento é de 350 milhões de reais. Até sexta-feira, das 630 unidades com tamanhos entre 18 e 80 metros quadrados, mais de 300 estavam vendidas para um público de mais de 250 compradores. Detalhe: todos os negócios foram fechados digitalmente, sem nem um único encontro para assinaturas.

“Ser digital não era novidade para nós. Eu já vendia para 37 países diferentes e 50% das vendas eram feitas totalmente on-line”, explicou Frankel, que há muitos anos explora o mercado de investidores do setor. Com apenas dez anos de vida, a Vitacon, que nasceu no bairro Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, concluiu mais de 35 empreendimentos em sua história. O valor somado dos lançamentos feitos nos últimos três anos ultrapassa 4 bilhões de reais.

Frankel colocou gás total no Paulista ON, cujo terreno foi comprado há apenas um ano, pelo potencial que vê no empreendimento. O prédio foi projetado para ficar em destaque na cidade e abraçar a estação de metrô Paraíso, coração do entrocamento entre as linhas Azul e Verde. Foi planejada uma ligação entre a estação e o centro comercial que ficará embaixo dos apartamentos, na altura do térreo da rua. “A torre de apartamentos vai ser visível da Avenida 23 de Maio, bem ali no momento em que o Obelisco do Ibirapuera surge no horizonte”, contou.

Apesar de feliz com o resultado, o empresário ainda não tem um palpite como o mundo vai funcionar daqui para frente no ramo imobiliário. Ele acredita que o caminho para entender o que será o “novo normal” é testar e aposta que a taxa básica de juros baixa continuará sendo algo positivo para o setor. “Tem muito profeta com modelos matemáticos sem nenhuma aderência à realidade. Acredito mesmo que o mais importante a fazer é cada um traçar o seu cenário e experimentar iniciativas com cuidado. E precisa humildade para admitir que não sabe”.

E o próximo lançamento, quando vem? “Não sei. Quem sabe?” Mas o próximo pode ser ainda maior. Antes da covid-19 se alastrar mundo afora, a Vitacon planejava para junho um lançamento com nada menos do que 900 apartamentos bem no centro da cidade. “Se o mercado permitir, vamos fazer.”

A primeira escritura digital

No mundo em que tudo é on-line, poucas cenas soam mais retrógadas do que ir a um cartório com a rotina de assinar, carimbar e testemunhar contratos. Na semana passada, Frankel foi protagonista da primeira assinatura de escritura imobiliária totalmente digital, com uma unidade do empreendimento na Rua Alvorada, no bairro berço da empresa. O contrato foi selado em parceria com a Dinamarco Registros e Tabelião.

A iniciativa foi possível devido a uma decisão da Justiça de São Paulo sobre a realização de atos notariais à distância, devido à crise do coronavírus. A novidade passou a valer em 29 de março, para todo Estado de São Paulo. A norma também permite a realização de procurações públicas, divórcios e inventários.

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Por Graziella Valenti

Na construção civil, 88% das obras se mantêm em andamento

Todos os dias, por volta das 6h, quando chega ao canteiro da obra em que é auxiliar, Marcilio Paulino da Silva, 49, lava as mãos em uma pia instalada antes da catraca.

Se mais colegas de trabalho estiverem chegando no mesmo horário, ele terá de esperar – somente duas pessoas podem entrar ao mesmo tempo.

Na portaria, recebe um jato de álcool nas mãos e tem a temperatura checada por um tipo de termômetro que não exige contato físico.

Se a ferramenta acusar mais do que 37ºC, a recomendação da empresa é encaminhar o funcionário para o serviço médico. Se tudo estiver normal, ele segue para o vestiário, onde trocará a máscara do transporte por outra máscara que usará no período da manhã. Essa troca ainda acontecerá pelo menos outras duas vezes no dia. São quatro máscaras por jornada de trabalho.

A rotina de segurança na obra, que já incluía o capacete obrigatório, roupas e sapatos especiais, foi incrementada desde o agravamento da crise do coronavírus no Brasil.

Marcilio, operário há seis anos, diz que o importante é tomar todos os cuidados e esperar, pois a crise vai passar. A pandemia que abalou o mundo inspirou até um poema.

Os horários de entrada e saída e as pausas para o almoço também mudaram e passaram a ser escalonadas. As subidas nos elevadores, que levavam até dez pessoas de uma vez, passaram a transportar somente quatro, de modo a manter o distanciamento entre os operários.

A rotina mais cuidadosa é seguida na obra da Conx no Jardim Prudência, já em fase de acabamento, e se repete por outras tantas onde o trabalho continua.

Mesmo com o decreto de quarentena vigente em São Paulo – e em diversos outros estados e capitais –, a construção civil não para – 88% das obras seguem em andamento em todo o país.

Em São Paulo, a construção civil está entre os setores autorizados pelo governador João Doria a seguir em atividade, excluída do confinamento social em vigor desde 24 de março. A maioria dos outros estados também inclui o segmento na lista dos essenciais.

O setor, que é responsável por 2 milhões de empregos diretos com carteira assinada no país, esperava um ano de resultados moderados, mas positivos, depois de cinco anos difíceis e um 2019 surpreendente. Os dois primeiros meses do ano foram promissores.

O balanço do Secovi-SP (sindicato da habitação em São Paulo) mostra um aumento de 56% nas vendas e de 102% nos lançamentos em janeiro e fevereiro na capital.

No país, levantamento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) realizado com as 20 maiores incorporadoras aponta alta de 34% nos lançamentos e de 25,86% nas vendas nos dois primeiros meses do ano.

Os dados de março e abril ainda não estão consolidados, mas os empresários do setor estimam que devem ir na direção contrária.

Basílio Jafet, presidente do Secovi, diz que a partir da segunda quinzena de março as vendas estão 60% abaixo do projetado para o período.

“O brasileiro dá uma importância muito grande para essa compra. Fica mais complicado negociar quando há dificuldade de contato entre as pessoas. Você não consegue visitar o apartamento decorado, só consegue falar com o corretor por vídeo ou outros meio virtuais. Tem uma série de pontos que levam muita gente a aguardar o final do confinamento para prosseguir com a transação”, afirma.

A importância da decisão de comprar um imóvel faz com que o futuro mutuário, em geral, não tenha pressa. “Um mês a mais, um a menos, é um tempo que dá para esperar.”

Para Emílio Kallas, dono do grupo de incorporação que leva o seu sobrenome, a queda nas vendas no período deve ser maior, principalmente no segmento de médio e alto padrão.

“Estamos com menos de 30% de vendas. O que está se mantendo são aquelas reservas, e todos ligados à faixa mais econômica. Quem tem um poder aquisitivo maior está adiando.”

O presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, calcula que a queda nas vendas, em março, tenha sido de 60% e que o mês de abril termine com uma redução de 70%. “Não parar [as obras] é um termo relativo. Um projeto de mercado imobiliário tem uma maturação longa. Os serviços estão contratados, não há por que parar agora”, afirma.

O adiamento nos lançamentos desestabiliza toda a cadeia imobiliária. O momento em que a crise se agravou também coincidiu com o período em que o mercado começaria a aumentar as apostas, passada o ínterim entre as festas de fim de ano e o Carnaval.

Sem poder abrir estandes de vendas, as incorporadoras decidiram segurar a apresentação de novos projetos.

A SKR, que produz imóveis de alto padrão, tem quatro obras em andamentos e faria um lançamento na semana seguinte ao início da quarentena. “Estamos mantendo os contatos com nossas equipes de vendas e corretores, com clientes que já estavam interessados, mas foi um abalo bastante forte”, diz seu presidente, Silvio Kozuchowicz.

“A gente vinha com um ritmo de mais lançamentos, e com quatro a cinco já para o ano que vem”, afirma. Agora, a empresa está aplicando uma janela de 60 a 90 dias. Com isso, o lançamento previsto para março, deve ficar para maio ou junho. Uma outra obra que começaria em abril foi colocada em pausa.

Achamos que o início seria muito difícil agora e achamos melhor recomeçar em duas semanas.”

Na Kallas, os seis lançamentos previstos para a segunda quinzena de março e para o mês de abril estão adiados.

Yorki Stefani, da Conx, diz que paralisar obra neste momento seria inviável e perigoso. “Você tem água parada, formas que podem cair, gruas e guindastes que ficam soltos”, diz. A construtora segurou dois lançamentos previstos para julho – agora, deverão ser apresentados ao mercado em setembro.

“Não sabemos o mercado que vamos encontrar, mas ainda acreditamos que a casa própria é um sonho.”

A Vitacon ainda optou por manter um lançamento que estava marcado para a primeira semana da quarentena, no dia 20 de março. O investimento nas negociações a distância não chegaram a decepcionar, ainda que muito distantes do que a empresa projetava.

Ao fim de um mês, o prédio com 700 unidades estava com 350 vendidas –em um momento pré-quarentena, a aposta da empresa era já estar com 100% dos imóveis vendido.

Alexandre Lafer Frankel, fundador da Vitacon, diz que a empresa já é muito adaptado ao mundo digital e vê nisso uma vantagem para o período de isolamento social. Em 2019, metade dos negócios fechados pela empresa foi com pessoas ou empresas de fora de São Paulo.

Fonte: https://www.selecoes.com.br/

Pandemia acelera transformação digital no setor imobiliário

Se antes a transformação digital era um plano para três ou cinco anos, a pandemia de coronavírus acelerou os processos de digitalização do setor imobiliário

Por Leonardo Paz

Leonardo Paz

 

Com o isolamento social, boa parte delas recorreu à tecnologia para driblar a crise e atenuar a queda de receita.

Embora o segmento tenha um perfil mais conservador, várias empresas tiveram que mudar o mindset para criar alternativas de comunicação com o cliente. Com a quarentena, as visitas aos empreendimentos foram reduzidas.

Em alguns condomínios, elas chegaram a ser proibidas por um certo período.

Neste cenário, os corretores precisaram recorrer a algumas ferramentas para manter o interesse daqueles que buscam imóveis para compra ou aluguel.

Se entre a primeira e a quarta semana de março houve uma queda de buscas em função do medo e das incertezas trazidas pela Covid-19, o que se observa é que em abril os números começaram a subir novamente.

Segundo levantamento realizado pelo Imovelweb, o número de buscas por imóveis na primeira semana de abril é 19% maior em relação à quarta semana de março. Se compararmos a primeira semana de abril com a primeira de março, as visitas tiveram um incremento de 13%.

Para manter o ritmo de negócios no setor, a tecnologia assumiu um papel importante no relacionamento com o cliente. Muitas plataformas de videoconferência passaram a ser utilizadas em reuniões e visitas on-line aos empreendimentos.

É tempo de aprender com as dificuldades, de entender que podemos aproveitar os recursos disponíveis e desmistificar a transformação digital, que, muito mais do que tecnologia, envolve a mudança de comportamento.

Hoje em dia, a realidade virtual e os vídeos 360° são maneiras incríveis de conhecer os espaços. Com essas ferramentas é possível avaliar o imóvel por diversos ângulos, como se realmente estivesse dentro dele.

A crise gera novas oportunidades e mostra que as vendas também podem acontecer no ambiente virtual, desde que haja confiança e credibilidade entre as partes.

Muitas negociações são feitas de maneira 100% digital, a partir da tríade tecnologia, transparência e boas informações.

Muitos corretores perceberam que o prejuízo poderia ser ainda maior se não investisse em soluções digitais para manter todas as fases que contemplam a locação ou venda de um imóvel: apresentação do espaço, agora de maneira virtual, retorno rápido pelo WhatsApp, flexibilidade para ouvir o cliente, controle e rastreamento de todo o processo.

Mesmo que alguns projetos sejam postergados em função da crise, acreditamos que existe um grande potencial para retomada dos investimentos nos próximos meses.

Além de ser um investimento seguro – muitas pessoas estão migrando do mercado de ações para o imobiliário -, o cenário atual conta com quatro fatores que podem favorecer a compra de um imóvel: taxas de juros baixas, estabilização de preços, redução de estoques e novas soluções de crédito.

Sabemos que o momento exige cautela, mas podemos aproveitar a situação imposta pela pandemia para sermos mais criativos, utilizando a distância a nosso favor, com o aval da tecnologia.

A tendência é que a digitalização, mesmo que tenha sido acelerada pela Covid-19, ganhe novos contornos com a implementação de assinaturas digitais, contratos inteligentes, Blockchain, Inteligência Artificial e Realidade Virtual.

A transformação no setor imobiliário abre novas possibilidades para geração de valor no relacionamento com o cliente. Se antes era um projeto futuro, a inovação assume um papel de destaque para liderar as mudanças que farão parte da “nova realidade” do segmento: mais interativa, dinâmica e digital.

Fonte: https://cryptoid.com.br/