Arquivo mensais:junho 2020

Arquiteto comenta as mudanças na casa pós coronavírus

Diego Revollo comenta sobre o novo modo de viver em período de quarentena e isolamento social

Diego Revollo comenta sobre as mudanças enfrentadas no lar pósma pandemia de coronavírus. Projeto Hao Design (Foto: Reprodução)
Diego Revollo comenta sobre as mudanças enfrentadas no lar pós pandemia de coronavírus. Projeto Hao Design (Foto: Reprodução)

Em meio à avalanche de informações que chegam até nós nessa época de pandemia, fica difícil assumir um pensamento crítico e realmente livre, já que tantas vozes atropelam nossas telas e insistem em nos falar. Do meu lado, tenho evitado até “lives” desnecessárias, porque não me vejo acima da maioria das pessoas e tampouco me coloco na posição de achar que o meu dia a dia é, de alguma forma, especial ou que mereça ser exibido.

Na contra mão das mídias sociais, cada vez mais tenho valorizado a boa e velha análise da imprensa tradicional, seja em jornais, revistas e até na televisão, esta última descartada por mim em tempos anteriores. Em épocas que se busca a verdade, a curadoria bem feita e o velho e bom jornalismo feito com preparo e muito trabalho certamente se tornam essenciais e nos mostram que o papel de “separar o joio do trigo” precisa existir.

Diante de tantos artigos e mensagens motivacionais que nos dizem que nasce um “novo mundo” ou que viveremos um “novo normal” mais ético, humano e verdadeiro é preciso enxergar o que disfarçado de virtudes novamente não é apenas marketing ou mera auto-ajuda que sempre agrada e tem público fiel disposto a consumi-la, sem restrições. Vale aqui lembrar que em cenários anteriores, apocalípticos e de guerras, as virtudes se tornaram raras e não o contrário. Ainda assim, eu que me considero um otimista e ainda sensível, enxergo por essa razão algumas mudanças boas que refletem a forma como vivemos. Se elas irão permanecer conosco quando a engrenagem do mundo voltar a funcionar no ritmo acelerado ainda é cedo para afirmar, mas vale ainda assim mencionar algumas que tenho observado apesar do excesso de incertezas.

1. Fortalecimento da casa

É inegável que o mundo todo, não necessariamente ao mesmo tempo, da noite para o dia inverteu completamente o espaço físico em que costumava permanecer. Até então passávamos mais tempo no trabalho e a casa era aonde íamos para descansar, recarregar as baterias ou no caso de muitos aqui, a pausa em si do trabalho, este último a razão e motor da vida, essa inversão nos obrigou a realmente olhar para a nossa casa. Se antes pensava ser um fenômeno que só me atingia, já que é meu ofício, ao longo dessa quarentena conversando com amigos e principalmente com clientes pude constatar que todos passaram a examinar com lupa cada espaço e cada função. Logicamente se temos que permanecer mais tempo em casa, passamos a analisar e a dar maior importância, valorizando o lugar que habitamos. Se até então todos tentavam cada vez mais nos dizer que a vida só acontecia do lado de fora de nossas casas, agora percebemos o contrário e voltamos a ter a percepção de que aprimorar a forma como moramos é fundamental para nos sentirmos bem.

2. Espaço físico e luz natural

Certamente e ao contrário do que falávamos, até esse momento da história, viver em mais metros quadrados pode sim resultar em ganho de qualidade de vida. A partir do momento em que a vida acontece dentro de casa e não nos espaços públicos ou em áreas de convivência, o grande chamariz de venda da maioria dos lançamentos imobiliários, nas grandes cidades, talvez esteja agora enfraquecido. Por mais que o ser humano se adapte e que um bom projeto seja capaz de resolver todas as questões funcionais e estéticas dos micro-espaços, sairemos dessa valorizando a amplitude, espaços mais livres e iluminados. Estar ao ar livre sem limites físicos ou simular ao máximo essa sensação dentro de nossas casas nunca foi algo tão desejado. Certamente ambientes até então pouco utilizados ou mal resolvidos por muitos, como varandas e terraços, pelo excesso de luz natural e sensação de estar do lado de fora estão nesse momento se tornando espaços de convívio amplamente utilizados e desejados por muitos. A vontade de respirar ou viver ao ar livre, com mais espaço, mas dentro dos limites de nossa casa, passa a ser sonho de consumo.

3. Cozinha usada por todos

Se a frase “não entro na cozinha” já era cada vez menos utilizada e proferida pela maioria dos clientes agora ela definitivamente foi banida. Um dos pontos que talvez tenha mais mexido e transformado a nossa rotina refere-se ao uso da cozinha. Mais democrática do que nunca, passa ser comum e aceito, todos os membros de uma família envolvidos no preparo de refeições. Colocar a mão na massa e principalmente na louça nunca esteve tão presente no nosso dia a dia. Tirando a parte do trabalho físico, que realmente toma tempo, o que mais gosto de ver é que, tanto para mulheres e homens, cozinhar passou a ser uma atividade novamente valorizada. Se em outras épocas mulheres buscaram a todo custo tratar o ato de perder horas na cozinha, como algo menor ou menos engrandecedor quando comparado à suas carreiras, agora vejo muitos exibirem com orgulho e serem admirados por terem essas habilidades. E o resultado disso tudo é que controlando e terceirizando menos a nossa comida, estamos mais conscientes do que ingerimos e talvez muitos como eu comendo melhor e de maneira mais saudável. Se a maioria das pessoas apostava no aumento dos serviços de entrega e na consolidação dos aplicativos de comida no início da pandemia, eu quero acreditar que o hábito de cozinhar é que aumentou. E prefiro apostar que crianças e principalmente os mais jovens não adotem, apesar da pressão e do excesso de publicidade contrária, ou que pelo menos não acreditem que receber um pacote de comida em casa, preparada de forma mágica por outra pessoa é a melhor maneira de se alimentar.

4. Consumo consciente

Como muitos de vocês, eu também passei a valorizar o essencial. E nesse sentido não só acumular ficou fora de propósito, mas mais do que isso questionar diariamente o nosso estilo de vida passou a ser recorrente. De repente é como se uma nova ética pairasse sobre todos e que, mesmo que não concordemos, o momento demanda cautela e principalmente humanidade em tudo que falamos, postamos e consumimos.

Sai de cena, pelo menos neste momento, o supérfluo, o que de fato não precisamos, e principalmente o que era consumido apenas como excesso de vaidade ou auto-afirmação. Para um profissional que se coloca ciente do cenário de mundo que se apresenta, no meu ponto de vista, passa ser fundamental entender que se antes ostentar um estilo de vida ou hábitos de consumo era considerado até inspirador para alguns, hoje é desnecessário e, mais do que isso, inadequado e até ofensivo. Talvez seja a hora de procurarmos ser realmente úteis no nosso trabalho, apresentando soluções que realmente importem e que de fato possam melhorar a vida das pessoas dentro de suas casas. Consumir menos e melhor e evitar os exageros reflete a necessidade o nosso despertar para um mundo mais real, menos encenado e mais verdadeiro.

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com/

Setor imobiliário segue imune a distratos e inadimplência

Pesquisa nacional mostra que construtoras e incorporadoras não sofreram impactos relevantes em seus balanços

Mercado imobiliário nacional está em posição de reavaliar projetos futuros e manter as obras já iniciadas

A pandemia de Coronavírus não fez crescer o volume de distratos de contratos imobiliários nem aumentou o volume de inadimplência entre os que financiam imóveis. A constatação está na pesquisa nacional realizada pela consultoria KPMG, com as principais construtoras e incorporadoras do país. Os dados apresentados revelam que 57% das empresas não sofreram impactos relevantes com distratos e que 43% disseram não ter registrado aumento de inadimplência. Porém, 57% admitiram renegociações com clientes.

Outra informação relevante trazida na pesquisa é que 67% das que responderam não enfrentam nenhum risco de liquidez. Da mesma forma, 76% não estimam alguma quebra de covenants financeiros, ou seja, não possuem indicadores que possam influenciar negativamente em seus balanços. Para Alan Riddell, sócio da KPMG Corporate Finance São Paulo, construtoras e incorporadoras estão tomando as decisões certas ao capitalizar com venda de ativos não-estratégicos, diversificar fundings, prolongar dívidas e analisar oportunidades de crescimento.

A pesquisa também revelou que a maior preocupação dos CEOs e CFOs das empresas é com a pós-pandemia. Grande parte dos entrevistados revelou que fará mudanças relevantes nos projetos a serem lançados. Por isso, 57% das respondentes disseram que postergarão novos empreendimentos até que exista um cenário mais claro. Segundo Eduardo Tomazelli, sócio do departamento de auditoria e membro de Financial Services da KPMG, essa já era uma situação esperada no setor da construção civil.

Com dados obtidos através da pesquisa, o especialista avalia que as empresas saíram da zona de impacto com a pandemia e estão, no momento, atravessando as etapas de resiliência e reação, que envolvem preocupação com a gestão de caixa, manutenção de liquidez, adesão a medidas governamentais, estabilização operacional, bem-estar de funcionários e manutenção do trabalho remoto. Quanto à posição de reavaliar projetos, Eduardo Tomazelli disse que essa é uma tendência mundial no mercado imobiliário.

Cenário internacional de real estate é de adaptação ao “novo normal”

De acordo com os coordenadores da pesquisa no Brasil, os entrevistados nos Estados Unidos percebem a busca por apartamentos maiores, a fim de adequar uma área de home office ou de casas mais espaçosas em regiões suburbanas dos grandes centros urbanos. Já na Europa observa-se um movimento contrário, ou seja, investidores e demais interessados em comprar imóveis estão sinalizando que preferem novas unidades nas regiões mais centrais das cidades para facilitar os deslocamentos. Percebeu-se isso mais intensamente em Portugal, Espanha e França. 

Na Ásia e na Austrália, há cenários diferentes. Países como Japão e China, por exemplo, acreditam que o período de resiliência será maior. No mercado japonês existe ainda um fator que tem pesado no mercado imobiliário: o adiamento dos jogos olímpicos para 2021. Houve grande investimento em construção de hotéis e unidades residenciais na região de Tóquio, os quais agora não encontram consumidores. Quanto à China, onde o mercado imobiliário representa 25% do PIB do país, existe a expectativa de que uma fatia maior de chineses invista suas economias em imóveis no pós-pandemia. Antes da COVID-19, 80% da riqueza dos chineses já era alocada em imóveis. Com relação à Austrália, o país vive sua primeira recessão em 40 anos e a KPMG detectou que o mercado imobiliário precisará de um período maior para reagir ao impacto da crise.  

Assista à apresentação detalhada da pesquisa

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Cenários e perspectivas do mercado imobiliário residencial”, realizada pela KPMG

Contato
csertorio@kpmg.com.br
eremedi@kpmg.com.br
daviwu@kpmg.com.br
ariddell@kpmg.com.br
csefrin@kpmg.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Do Maracanã aos estádios de 2020: o que mudou em 70 anos?

Tecnologia tem sido utilizada cada vez com mais intensidade na construção de novas arenas esportivas

Maracanã foi construído entre 1948 e 1950 e consumiu 80 mil m³ de concreto. Em 2014, passou por uma ampla reforma
Crédito: Governo do Rio de Janeiro

O Maracanã está comemorando 70 anos. Seu projeto arquitetônico e sua construção foram um marco para a engenharia mundial do final dos anos 1940. Erguido com 80 mil m3 de concreto armado, o estádio passou por uma completa reconstrução para a Copa de 2014. Ganhou cobertura mais leve e até um sistema de amortecimento nas arquibancadas. A tecnologia está presente no novo Maracanã e tem sido utilizada cada vez com mais intensidade na construção de novos estádios.

É o que fica evidente nos projetos em andamento para a Copa de 2022, no Catar. Coincidentemente, em 17 de junho de 2020 – data em que o Maracanã completou 70 anos de sua inauguração -, Doha anunciou a conclusão do Diamante do Deserto. Com 45.350 lugares, o estádio é um dos oito que sediarão partidas do mundial, dos quais 3 já tiveram os projetos de execução finalizados. Repletas de soluções tecnológicas, as arenas do século 21 não podem mais ser definidas como “gigantes de concreto armado”.  Melhor chamá-las de “palcos da engenharia inovadora”.

Hoje, em suas construções, predominam os pré-moldados de concreto, estruturas mistas de concreto e aço e até materiais alternativos, como madeira e contêineres, além de novos tipos de concreto, que vão dos autoadensáveis aos de alta resistência. Sem contar que suas coberturas utilizam elementos levíssimos, como policarbonato, vidro e membranas de tecidos impermeáveis, que repelem a água e os raios ultravioletas. O Diamante do Deserto é um exemplo. A fachada do estádio tem revestimento de tecido metálico com figuras geométricas em forma de losangos e triângulos. As placas mudam de cor conforme o movimento do sol e à noite emitem luz.

O estádio também atende requisitos de sustentabilidade. Ganhou avaliação 5 estrelas do Global Sustainability Assessment System (GSAS) (Sistema Global de Avaliação de Sustentabilidade) tornando-se o primeiro estádio do mundo a obter esse reconhecimento. Pelo menos 55% dos materiais utilizados no projeto são provenientes de fontes sustentáveis ​​e 28% dos materiais de construção são recicláveis. Localizado no campus da Cidade da Educação do Catar, a arena terá sua capacidade reduzida para 20 mil depois da Copa. O projeto arquitetônico é do escritório espanhol Fenwick Iribarren e do britânico Arup A. Pattern. A execução ficou a cargo da Buro Happold Engineering.

Os outros dois estádios concluídos para a Copa do Catar são o Khalifa International Stadium, que foi reformado e ampliado para receber 48 mil pessoas, e o Al Janoub, projetado pelos arquitetos Zaha Hadid e Patrik Schumacher. Assim como o Diamante do Deserto e o Khalifa, o Al Janoub também conta com sistema de ar-condicionado nas arquibancadas, para o público suportar as altas temperaturas da região.

Multifuncionalidade é característica marcante dos estádios modernos do Catar

Popularmente chamada de Diamante do Deserto, o Education City Stadium é considerada a arena mais sustentável do Mundo. Crédito: Qatar 2022

Em 1º de julho de 2020 está prevista a conclusão do 4º estádio: o Al Bayt. O design lembra o de uma tenda árabe e a cobertura também utiliza tecidos de alta resistência. Seu projeto prevê uma redesignação após a Copa do Mundo. A estrutura será transformada em um hotel 5 estrelas e em um shopping center.  A multifuncionalidade, aliás, é característica dos estádios modernos do Catar. Boa parte das edificações não vai operar como arenas esportivas depois do mundial. O Al Rayyan, por exemplo, será transformado em um parque aberto ao público.

Mas o caso mais peculiar será do Ras Abu Aboud. O estádio em construção à beira da West Bay, em Doha – a Mônaco dos Emirados – está reutilizando contêineres, transformando-os em peças de aço modular para erguer a estrutura externa e a fachada. Por dentro, nas arquibancadas, predomina o concreto pré-moldado. Trata-se do 1º estádio 100% “descartável” do mundo. Depois da Copa do Mundo, será inteiramente desmontado. No local nascerá um parque à beira-mar. Destino semelhante terá o Al Thumama. O estádio será desmontado após o mundial e doado a outro país árabe que se candidate a recebê-lo.

A Copa de 2022 terá como estádio da abertura e da final o Losail, com 80 mil lugares. A arena é parte de uma cidade-inteligente, a Lusail City. A obra inclui em seu projeto um sistema de reciclagem que promete economizar 40% da água utilizada no estádio, se comparada às arenas convencionais. Depois do mundial, as instalações do Losail serão transformadas em um centro comunitário, com escolas, lojas e clínicas de saúde. Do Maracanã aos estádios do Catar para 2022, cada um no seu tempo, todos podem ser considerados marcos da engenharia e da arquitetura.

Veja os 8 estádios da Copa do Mundo de 2022, no Catar

Khalifa International Stadium

Education City Stadium (Diamante do Deserto)

Al Bayt Stadium

Al Rayyan Stadium

Al Thumama Stadium

Lusail Stadium

Al Janoub Stadium

Ras Abu Aboud Stadium

Entrevistado
Comitê organizador da Copa do Mundo de 2022 e Superintendência de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@suderj.rj.gov.br
media@sc.qa

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados

Tijolo é feito inteiramente de materiais reciclados, e pode ser usado na construção de diversos espaços

 
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

A companhia indiana Rhino Machines, que produz equipamentos para construção civil, desenvolveu um tijolo sustentável feito inteiramente de materiais reciclados e resíduos industriais. Chamado de “Silica Plastic Block” (SPB), o tijolo tem 80% de sua composição feita de areia de fundição e os outros 20% de resíduos plásticos. Enquanto a poluição causada pelo plástico já é relativamente conhecida pelo público, os impactos ambientais da areia de fundição não são tão discutidos, mas também representam um problema para o meio ambiente. Por isso, a empresa afirma que focou em utilizar estes dois resíduos para produzir o “tijolo do desperdício zero”, como chamam o projeto. No Brasil e no mundo, outras iniciativas sustentáveis para a construção civil também estão em andamento. Entenda:

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Não foi fácil: nos primeiros testes, a empresa precisou usar uma grande quantidade de água, solo fértil e cimento para chegar a um material resistente o suficiente para ser utilizado na construção. Ou seja, no final das contas, o consumo de recursos naturais e a produção de CO2 (no caso do cimento) necessários ainda geravam um impacto ambiental negativo, e que não compensava. No entanto, após mais análises, os pesquisadores perceberam que o uso de plástico junto à areia de fundição eliminava a necessidade do uso de água, e representava uma economia muito maior de recursos naturais.

Sabe o que mais? Além de sustentáveis, eles são cerca de 2,5 vezes mais resistentes do que os tijolos tradicionais de argila. Ao longo do desenvolvimento do projeto, os pesquisadores procuraram diversas empresas, hospitais e organizações sociais para coleta dos resíduos produzidos, de modo que possam ser utilizados para fabricação dos tijolos. Estes, por sua vez, podem ser usados tanto para pavimentação quanto para construir paredes e espaços como banheiros, campus escolares, clínicas de saúde, etc. Segundo a empresa, já foram coletadas seis toneladas de resíduos plásticos e dezesseis toneladas de areia de fundição para serem reciclados.

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Parede feita com o tijolo sustentável 

Existem diversas pesquisas no mundo e no País para tornar os materiais da construção civil mais sustentáveis. A criação da Rhino Machines se relaciona também a diversas iniciativas em custo que buscam tornar o concreto mais sustentável. Assim como os tijolos, o concreto é feito a partir de uma mistura de materiais agregados (como brita) e cimento, que dá resistência ao material para que possa ser usado em construções. No entanto, a produção de cimento emite muito CO2 na atmosfera. Pesquisas em andamento buscam formas de tornar o concreto mais sustentável, substituindo os agregados por resíduos reciclados da construção civil, como a areia de fundição. Já uma outra linha de pesquisa investiga como diminuir o uso do cimento no material e na construção civil, para diminuir as emissões de CO2 na atmosfera. Você pode ler mais sobre as pesquisas na área desenvolvidas pelo Brasil aqui

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Luiza Queiroz | Fotos: Divulgação

Trinta anos depois, Exército volta a construir ferrovias

Desde 1990, quando participou das obras da Ferroeste, engenharia militar não atuava em linhas de trem

A entrada do Exército brasileiro em um trecho da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) marca o reencontro da engenharia militar com obras para o tráfego de trens, após 30 anos. Desde 1990, quando participou da construção da Ferroeste, no Paraná, o Exército não atuava em projetos ferroviários. “A mesma competência que tivemos com a participação do Exército nas obras da BR-163 estamos trazendo para a Ferrovia Oeste-Leste”, comemora o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

A participação da engenharia militar será no trecho entre Bom Jesus da Lapa e São Desidério, ambos municípios baianos. O comando das obras estará a cargo do 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), de Barreiras-BA, e do 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari-MG. Segundo o ministro, a entrada do Exército busca dar agilidade à obra, a fim de que seu cronograma seja cumprido. “Planejamos trazer o Exército para dar impulso à FIOL e poder finalizá-la até 2022”, afirma.

FIOL está dividida em 3 trechos. O 1º será concedido à iniciativa privada, através de concessão a ser definida até o final de 2020; o 2º está em construção e percorrerá 485,4 quilômetros, com execução liderada pela Valec e investimento de 3 bilhões de reais, e o 3º ligará a FIOL à ferrovia Norte-Sul, no Tocantins. O corredor ferroviário, que está com 39% de suas obras concluídas, é estratégico para escoar a produção agrícola, alcooleira e mineral das regiões nordeste e norte do país para os portos de Ilhéus, na Bahia, e Itaqui, no Maranhão. 

O projeto da FIOL prevê 1.527 quilômetros de extensão. Seu traçado passará por 64 municípios, dos quais 46 somente na Bahia. A construção da ferrovia exigiu que fosse montada em São Desidério-BA uma fábrica para a produção de dormentes de concreto protendido. Por se tratar de uma ferrovia exclusivamente para o transporte de carga, exige-se que o espaçamento entre os dormentes seja de 62,5 centímetros, ou seja, a cada quilômetro a ferrovia consome 1.600 dormentes.

Plano do governo federal é investir 30 bilhões de reais em ferrovias

De acordo com o ministério da Infraestrutura, o plano é investir 30 bilhões de reais em ferrovias, atraindo principalmente o setor privado. O primeiro contrato de concessão foi assinado em 2019, e envolve a Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Porto Nacional-TO e Estrela D’Oeste-SP. Em 2020, além da FIOL, está prevista também a concessão da Ferrogrão, projeto com origem em Cuiabá-MT e término em Santarém-PA. O objetivo é aumentar a malha ferroviária, que segundo estudo da Fundação Dom Cabral, responde por apenas 5,4% do escoamento da produção do país.

Independentemente dos trechos a serem colocados para concessão, a engenharia militar tende a ser parceira em várias das obras futuras. Recentemente, o governo do Paraná e o Exército abriram negociações para atuar na construção do ramal ferroviário entre Cascavel-PR e Foz do Iguaçu-PR, que vai unir a Ferroeste à futura Nova Ferrovia – obra com 1.370 quilômetros, entre o porto de Paranaguá e Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Esse projeto também tem o interesse do grupo RZD International, que opera no sistema ferroviário da Rússia.

Confira o mapa ferroviário do Brasil (amplie imagem para ver detalhadamente)
mapa_ferroviario

Assista ao vídeo das obras da FIOL

Entrevistado
Ministério da Infraestrutura (via assessoria de imprensa)

Contato
aescom@infraestrutura.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/ 

Construção civil será modelo na volta ao trabalho

Na pandemia, setor opera com 93% da capacidade produtiva, atuando com proteção, testes e monitoramento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, juntamente com outros ministérios do governo federal, está definindo protocolos para que todos os setores produtivos do país possam voltar às atividades normais quando a curva de contaminação por Coronavírus decrescer. Segundo ele, o modelo a ser seguido será o da construção civil, considerada essencial para a economia do país e que não paralisou durante a pandemia. 

A construção civil soube se proteger, diz Guedes, citando que o setor opera com 93% da capacidade produtiva. Atualmente, segundo levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão com todas as obras em andamento, assim como Amapá e Amazonas, na região norte. Já no nordeste, as construtoras de Pernambuco estão apenas com obras públicas em andamento. 

Ainda na região nordeste, a Paraíba está dividida. Em João Pessoa e na região metropolitana, as obras estão paralisadas, mas no interior operam normalmente. Os únicos estados em que as obras estão totalmente paradas são Piauí e Sergipe. Por outro lado, Alagoas, Rio Grande do Norte e Maranhão operam com 100% na construção civil, enquanto Bahia e Ceará retomaram as atividades no começo de junho.    

Segundo o ministro da Economia, ao saber controlar o ritmo de operação dos canteiros de obras, a construção civil teve uma taxa de contaminação baixíssima na comparação ao volume de trabalhadores envolvidos. “O setor soube proteger, testar, monitorar e tratar, reduzindo drasticamente os contágios”, afirma. Desde o início da epidemia no Brasil, 10 trabalhadores da construção morreram em função da COVID-19, em um universo de 2 milhões de pessoas que atuam com carteira assinada, e diretamente no segmento.

Segurança no trabalho é lei dentro da construção civil bem antes da COVID-19

Sobre os protocolos que estão em análise no governo federal, o ministro Paulo Guedes defende que o retorno seguro ao trabalho seja segmentado. “Não vai ser todo mundo ao mesmo tempo. Será por unidades geográficas. Nas regiões com maior densidade demográfica, o risco de contágio é maior. Então tudo isso vai ser examinado, com base em relatórios. Quando a saúde permitir, e der o sinal de que está na hora de avançar, avançaremos”, diz.

A presidente da comissão de responsabilidade social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ana Cláudia Gomes, revela porque o setor serve de modelo para que o governo federal defina protocolos. “As entidades de classe da construção civil e as empresas estão indo além das medidas protetivas e sanitárias estabelecidas. Elas se preocupam também com o trabalhador no trajeto de volta ao lar e com ele no contato com sua família”, revela.

Vale lembrar que bem antes da pandemia se instalar no Brasil, a segurança no trabalho é lei dentro da construção civil. A presença de trabalhadores no canteiro só é permitida mediante o uso adequado de equipamentos individuais de proteção (EPIs). Por isso, objetos como máscara, luvas, óculos de segurança e capacete não são novidades para quem atua em obras. É o que permite ao trabalhador do setor sair na frente no que se refere à proteção contra a COVID-19.

Entrevistado
Ministério da Economia (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@economia.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Quais mudanças no perfil dos lançamentos de imóveis a pandemia pode trazer

De melhor estrutura para home office a procura por bairros mais distantes do Centro, mercado imobiliário pode ser impactado por novas tendências

 

A pandemia do novo coronavírus mudou a forma como as pessoas trabalham e moram. O home office, para cumprir as medidas de isolamento social, transformou as residências em escritórios adaptados, e essa realidade pode mudar o perfil de imóveis oferecidos pelo mercado imobiliário depois que o cenário se normalizar.

O estudo Covid-19: Impactos e desafios para o mercado imobiliário, realizado pela Brain Inteligência Estratégica, aponta que já há mudanças em curso e 18% dos clientes estão pensando em mudar o tipo de imóvel depois da quarentena. Quesitos como ter uma varanda e um espaço maior já estão na lista de preferências.

Apesar de ainda ser cedo para definir quais mudanças acontecerão no perfil de imóveis, Matheus Fabrício, Diretor Executivo da Lopes Consultoria de Imóveis, afirma que há uma tendência de que os imóveis pequenos não sejam mais preferência.

Troca de demanda

Em São Paulo, por exemplo, onde imóveis compactos de 40m², 30m² e até 14m² estão por toda a parte, faltou espaço para o home office de muita gente. Outra questão desse tipo de moradia são as áreas  compartilhadas. “Essas residências podem não ser mais a primeira opção porque muitas pessoas querem evitar de dividir espaços neste momento de distanciamento social”, avalia.

Nos últimos meses, o site da Lopes registrou um aumento de 63% nas buscas por casas de campo e no litoral no período de quarentena. “Vimos uma alta impressionante de acessos procurando imóveis maiores em cidades próximas às capitais”, diz o executivo.

Para ele, esse dado pode ser interpretado pelo desejo coletivo de sair de grandes cidades durante a pandemia, mas também pela intenção de comprar o segundo imóvel em outras regiões. “As pessoas estão percebendo que conseguem ser produtivas mesmo longe dos escritórios. Esse pode ser o legado da pandemia e os imóveis maiores ganham destaque nessa mudança de mindset”, diz Matheus.

Outra frente que pode gerar mudanças no mercado imobiliário é a necessidade de infraestrutura dos imóveis. “Não importa se é uma casa na praia, no campo ou na cidade, as pessoas precisam de estrutura e conforto para ficar no imóvel, como internet de alta qualidade, por exemplo”, afirma o diretor.

Arquitetura

Ele reitera que ainda é cedo para traçar o novo perfil dos imóveis pós-pandemia, mas acredita que é provável que haja mudanças nas configurações de plantas de lançamentos futuros. Uma delas pode ser  a inclusão de escritórios particulares ocupando os espaços das antigas dependências de serviço.

Além disso, a arquitetura deve se preocupar mais com a incidência de luminosidade natural nos lares e áreas de contato com o mundo exterior, como varandas, sacadas e jardins. 

“É importante lembrar que essa mudança de status de tamanho e padrão das casas envolve custos”, diz Matheus, ponderando sobre o momento de crise econômica.

De olho nos refúgios

O fato é que para quem possui renda, fazer um upgrade para imóveis maiores é uma solução para ter mais conforto e qualidade de vida nas grandes cidades. Neste contexto, as casas de campo também podem ser refúgios interessantes para as famílias de classe alta.

Para se ter uma ideia desse desejo, o site da Lopes registrou um aumento de 63% nas buscas por casas de campo no período de quarentena.

Enquanto todo o mundo passa por uma adaptação, os analistas continuarão acompanhando de perto como ele pode interferir no mercado de imóveis.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/

Fábrica da Ford é vendida a R$ 550 milhões e deve virar centro logístico

Segundo site InfoMoney, negócio foi fechado com construtora e prevê manutenção de parte da fábrica. Empresa admite negociação, mas não a consumação da venda

Fábrica da Ford tinha 2.700 funcionários Acervo/Quatro Rodas

Desde que a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo encerrou suas atividades em outubro de 2019, muito se especulou sobre qual seria seu destino. Pois, passados oito meses, a história parece próxima de um desfecho.

Segundo o site InfoMoney, o terreno de 1 milhão de metros quadrados, sendo 500 mil m2 apenas de fábrica, foi arrebatado pela construtora paulista São José numa transação que gira em torno de R$ 550 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, a São José estaria disputando o negócio com outras três empresas do mercado imobiliário. Ou seja: já não havia mais fabricantes automotivas com interesse pela propriedade. 

Apesar de a construtora ser reconhecida por empreendimentos de alto padrão, um dos sócios da companhia, Mauro Cunha Silvestri, afirmou em declaração ao site de economia que a ideia é aproveitar o lote para o setor logístico.

Fábrica encerrou sua produção oficialmente em outubro de 2019 Divulgação/Ford

Também segundo o executivo, há a possibilidade de que a construtora negocie um pedaço do terreno com outra fabricante de automóveis para aproveitar parte da estrutura remanescente.

QUATRO RODAS entrou em contato com a construtora São José na tarde desta terça-feira (16) para confirmar a transação, mas foi informada que nenhum dos sócios estava no escritório para dar entrevista.

No final de 2019, o interesse do grupo Caoa na compra da fábrica chegou a ser confirmado em evento oficial com o governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB).

Porém, a negociação perdeu força até a desistência oficial por parte do grupo, em janeiro deste ano. Outro interessado foi o grupo chinês de veículos elétricos BYD, negócio que aparentemente também não se concretizou.

Procurada, a Ford se manifestou por meio de nota confirmando a construtora São José como potencial compradora do terreno no ABC paulista, mas ainda sem confirmar o negócio.

Confira a íntegra da nota da Ford enviada a QUATRO RODAS:

“A Construtora São José é um dos potenciais compradores, porém, não temos nada para anunciar no momento. Forneceremos informações adicionais quando avançarmos para uma decisão final sobre a venda da planta de São Bernardo do Campo.”

Também procuramos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que em nota assinada por Wagner Santana, presidente da entidade, afirmou que ainda não houve qualquer comunicação da Ford sobre o negócio.

Santana ainda cobrou que a montadora honre um acordo feito com o Sindicato e informe o destino da planta de São Bernardo do Campo, tão logo o desfecho seja selado.

Confira o posicionamento na íntegra:

“A Ford havia se comprometido a informar o Sindicato em relação ao destino desta planta. Até este momento, nenhum contato foi feito pela direção da Ford com o Sindicato depois da última posição. O Sindicato espera que a Ford cumpra seu compromisso e não repita o que aconteceu em fevereiro do ano passado em relação ao fechamento da fábrica”.

Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/

Os desejos do cliente do novo normal, no mercado imobiliário

Maior utilização da cozinha, busca por espaços destinados ao home office e inclinação por imóveis maiores: características do consumidor pós-Covid começam a se revelar

Foto: Getty Images
 

Pesquisa inédita que ouviu mais de 1,4 mil pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro mostra tendências valiosas sobre o consumo no Brasil num contexto pós-covid. O trabalho, realizado pela Loft, ouviu consumidores e corretores de imóveis no final de maio passado, período em que hábitos do “ novo normal” já vinham se sedimentando no coração e mentes de todos nós.

Um primeiro achado claro: as pessoas estão conferindo maior valor aos seus lares. Todos nós estamos passando e vamos passar mais tempo em nossas casas, a partir deste novo contexto. Sinal disso é o desejo manifestado pelos entrevistados por mais espaço. De acordo com a pesquisa, para 45% dos ouvidos, o período de isolamento social desperta o interesse por apartamentos maiores.

Há outros achados interessantes. O possível aumento do metro quadrado acompanha o desejo por uma área reservada ao trabalho remoto (70%). Além de profissionais virtuais, o momento pós-pandemia trará novos chefs, profissionais ou amadores: 46% estão utilizando mais a cozinha e reconhecendo o valor desse espaço na vida diária. O resultado é superior à expectativa dos respondentes pela utilização intensa nos próximos meses de serviços de entrega de alimentação (22%).

O cliente do pós-Covid investe na cozinha e pensa em fazer o mesmo com os outros espaços: quase ⅓ considera realizar pequenas reformas no lar (32%), o que abre uma série de novas demandas de decoração e aperfeiçoamento de espaços anteriores que não existiam no “antigo normal”.

Paralelamente, há também uma valorização dos bairros e da atividade local. Com as medidas de isolamento social, 43% está priorizando os serviços de produtores e comerciantes da vizinhança.

Loft

E, ainda, um sentimento de que as melhores oportunidades estão por vir. Tanto que 52% confiam na redução de preço dos imóveis no curto/médio prazos:

Loft

Olhando para os dados obtidos pela Loft, a nova jornada do consumidor no pós-Covid trouxe alguns aprendizados que servem para todo o universo empreendedor:

O home office deixou de ser tendência para ser realidade – Antes permanecíamos uma fração dos dias em nossas casas. A partir de agora, os lares serão uma extensão da nossa vida social e profissional, com maior integração que gera, também, novas necessidades de separação destes dois mundos, inclusive física, dentro das casas.

Novas experiências digitais são essenciais, mas interações físicas ainda são muito bem vindas – A utilização crescente da cozinha revela que há espaço para explorar business que considerem a interação presencial, contanto que atendam a um objetivo de socialização dentro de ambientes controlados e confortáveis.

Tem espaço para conveniência e para a excelência – os novos hábitos que vem se revelando neste novo contexto pós-pandemia abrem espaço não só para serviços rápidos de conveniência, mas também para o consumo de bens sofisticados e prazerosos, como os ligados à cozinha. No novo normal, as pessoas vão necessitar ainda mais de atividades de relaxamento. Não somos máquinas.

Corretores – A pesquisa aponta também que os profissionais do mercado imobiliário estão otimistas com os rumos do mercado neste ano (77%). Com os novos desafios, 58% afirmam que aprenderam uma maneira nova de trabalhar – geralmente associada à praticidade e velocidade da realização dos negócios, resultante do aumento dos hábitos digitais dos clientes durante a pandemia – e 44% já notam mudanças nos desejos dos seus clientes para os imóveis.

Loft

Eles apontam que a jornada está mais digitalizada e a relação com clientes mais próxima: “O cliente quer ver fotos, acomodações, detalhes antes de ir conhecer o imóvel. Isso proporciona uma seleção muito boa para visitas. A facilidade é enorme”, disse um dos corretores entrevistados.

A crise da covid provoca avanços no segmento da automação e desburocratização que levariam anos para acontecer. Hoje é possível comprar e vender ou reformar um imóvel sem sair da tela do seu computador. A escritura digital é uma realidade que se revela concluída em 15 minutos. Acredito que este seja apenas um exemplo do que se descortinará como avanços e facilitação para resolver novas demandas nestes novos tempos.

A necessidade de aumento da segurança sanitária de todos – prioridade máxima sempre – provavelmente ainda vai ser uma barreira para muitos negócios. É preciso virar rápido a chave para o “lado cheio do copo”. Novos hábitos, a médio prazo, significam novos business. A observação distanciada da História mostra que mudanças tão grandes como as que vivemos hoje são grávidas de oportunidades.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/

Vale a pena comprar um imóvel durante a pandemia?

Foto: Getty Images
 

O preço médio dos imóveis residenciais subiu 0,23% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo o índice FipeZap – que acompanha a variação em 50 cidades do país. Os descontos na compra de imóveis também estão estáveis, então não acredite no senso comum: comprar a casa própria não está mais fácil durante a pandemia do novo coronavírus.

Para Luiz França, presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), não há uma queda de preços pois o custo de construção não deixa muita margem na venda dos incorporadores. Outro ponto é que existe uma demanda reprimida e um déficit habitacional grande, principalmente na baixa renda, que mantém as vendas. 

“Temos dois mercados distintos. No de baixa renda, a demanda é tão grande que, mesmo com parte da população sem salário, só 20% deles consegue manter aquecido o mercado. Na outra ponta, as vendas de imóveis para média e alta renda estão enfraquecidas”, conta. No segundo tipo de imóvel, não há padronização nas plantas, as pessoas querem visitar e também podem esperar um pouco para comprar porque normalmente já têm um local agradável para morar. 

Os preços vão baixar?

O segmento de média e alta renda pode encontrar bons descontos se a quarentena continuar, diz o professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha. “É mais provável que aconteça em imóveis usados, onde os vendedores podem estar com a saúde financeira apertada diante da crise”. Neste caso, vale a pena esperar um pouco mais para comprar o imóvel, principalmente se o interessado tiver dinheiro à vista. 

Para casas e apartamento novos, barganhas devem acontecer, como ocorreram na crise de 2016 e 2017. “Uma incorporadora não consegue sobreviver se der desconto em todas as unidades de um edifício, mas quem tiver dinheiro agora poderá fazer uma proposta e se surpreender”, afirma França. 

Crise nas incorporadoras

As incorporadoras passam por um período de incerteza e de escassez de dinheiro em caixa. Somente na cidade de São Paulo, os empreendimentos que deixaram de ser lançados desde 15 de março somam R$ 3,8 bilhões, segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). 

“Os meses de abril, maio e junho com certeza derrubarão todas as expectativas positivas que o setor tinha. Pode surgir daí oportunidade para quem quer comprar”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, ao concordar com o colega que representa as incorporadoras. 

Se a ideia é financiar, o momento também não precisa ser desperdiçado. Com a Selic nos níveis atuais, os bancos têm oferecido taxas de financiamento abaixo de 8% ao ano em média, o que nunca ocorreu. “É importante aqui que o consumidor tenha segurança do seu fluxo de renda, manutenção do seu emprego, por exemplo”, afirma Cristiane Portella, presidente da Abecip — entidade que representa os bancos e empresas de crédito imobiliário e poupança .

Ela explica que a captação líquida das cadernetas de poupança atingiu R$ 30 bilhões em maio, estabelecendo novo recorde mensal na série histórica iniciada em julho de 1994, o que garante recurso para os bancos fazerem empréstimos os deixa mais flexíveis. 

Por fim, o professor Rocha lembra que o interessado no imóvel, porém, não deve comprometer mais de 20% da sua renda com a prestação do bem. “De outra forma, poderá não conseguir pagar.” 

Fonte: https://br.financas.yahoo.com/