Clientes da chamada terceira idade são exigentes.

Esses clientes merecem atenção redobrada (Foto: Shutterstock)

O corretor precisa estar atento quanto às necessidades deste público. Os bons negócios virão

A expectativa de vida dos brasileiros só cresce e esse público ganha cada vez mais espaço no mercado. Por isso, atender bem os idosos e conhecer as necessidades deles, pode ser um excelente negócio para os corretores. Entre as prioridades da terceira idade está a localidade: vizinhança tranquila, conforto e parques por perto, por exemplo. Os locais planos, com poucas escadas e com infraestrutura para receber o idoso também devem ser lembrados na hora de oferecer sugestões ao cliente. Já o imóvel precisa ser espaçoso e ter portas e passagens largas para pessoas que utilizam andador ou bengalas.

O banheiro é um item que merece atenção: no cômodo deve ter instalados piso anti-derrapantes e boxes com pontos para apoio. Isso evita a queda e representa segurança para os futuros moradores. Todos esses cuidados estão na lei. “De acordo com o Estatuto do idoso, é dever de todos zelar pela dignidade dele, colocando-o a salvo de qualquer situação que possa lhe causar constrangimento. Esta regra vale para todos em geral e em particular para o corretor de imóveis, que tem o dever de orientar um idoso na compra de um imóvel”, afirma Teixeira Fortes Advogados Associados, Cylmar Pitellz, mestre em Direito e Desenvolvimento pela FGV/SP.

Financiamento

É preciso ressaltar que o financiamento para os idosos é muito mais complicado e, por vezes, impossível. Isso se deve à idade. Vários fatores conduzem a essa conclusão. Em primeiro lugar, os bancos costumam estabelecer limites máximos de idade para financiamentos, dentre outras condições exigidas. Por outro lado, a soma do prazo do financiamento com a idade do mutuário não pode ultrapassar 80 anos e seis meses. Portanto, quanto maior a idade, menor será o prazo do financiamento. Isso leva a um valor maior da prestação, que explica também o porque da necessidade de uma renda mais alta e de um maior valor de entrada. ”Há ainda a questão do seguro, proporcional à idade do mutuário – quanto maior for a idade, maior em tese o risco da instituição financiadora e, portanto, maior o custo do seguro embutido na prestação”, diz Fortes.

Dia a dia

Para o presidente do Cofeci, José Augusto Viana Neto, o corretor precisa levar em conta alguns pontos práticos. Os idosos vão apreciar, segundo ele, imóveis que tenham funcionários 24 horas, no caso de eles precisarem de alguma ajuda. “O portão automático afasta esses clientes. Eles gostam de se sentir seguros. Isso acontece quando eles sabem que tem um porteiro na recepção”.

Outra prioridade é saber se a vizinhança é simpática e se quem mora ao lado ou em cima do bem que está sendo negociado tem crianças – que, claro, fazem barulho. Além disso, é interessante também que a região tenha parques – no qual é fácil fazer amigos e também as apreciadas e necessárias caminhadas – farmácias, padarias, clínicas médicas (pronto-socorro) e supermercados. “Hoje os idosos têm recursos financeiros. Se o corretor se preparar, poderá fazer grandes negócios com estes clientes”.

Fonte: www.zappro.com.br