Compartilhamento de espaços no mundo de imóveis: entenda essa tendência.

Novas ideias e modalidades de moradia ressaltam cada vez mais a importância de cada metro quadrado.

As cidades vão crescendo e o espaço vai se reduzindo. Principalmente nos grandes centros urbanos, a correria do cotidiano e a alta circulação de pessoas e veículos, às vezes, beira o caos. Para muitos, trata-se de um estilo de vida ao qual os presentes precisam se adaptar. Para outros, é uma oportunidade de repensar questões como mobilidade, uso e compartilhamento de espaços e, por consequência, as relações das pessoas entre si e com a cidade em que vivem. E, definitivamente, esse não é um assunto que diz respeito apenas aos políticos e administradores públicos.

Para o mercado imobiliário, especificamente, as mudanças são mais evidentes. Se, em um passado não tão distante, a preferência geral era por casas espaçosas, muitas vezes subutilizadas, hoje há quem decida viver em apartamentos mais compactos ou até dividir seu espaço com outras pessoas que pensam de forma semelhante. Mas sem abrir mão do conforto. De acordo com os dados divulgados pelo SECOVI-SP, as vendas de apartamentos com menos de 45m² subiram de 11% para 38% do total de apartamentos vendidos na cidade de São Paulo entre 2011 e 2017.

 

“O mercado imobiliário talvez seja um dos setores mais dinâmicos da economia, justamente porque está diretamente relacionado às tendências mais variadas. Assim como a indústria têxtil, algumas coisas entram e saem da ‘moda’ no nosso ramo de atuação constantemente. O segredo pra lidar com essa situação é sempre estar disposto a entender quais são as novas demandas”, comenta a Diretora Comercial e Marketing, Wingrid Xavier do Grupo Promoval (http://www.promoval.com.br), incorporadora com sede em Vinhedo (SP).

 

Coworking, cohousing e coliving: entenda!

Algumas tendências surgidas nos Estados Unidos e Europa chegaram ao Brasil e, aparentemente, vieram pra ficar. O coworking é um dos exemplos mais comuns. Essa modalidade de compartilhamento do espaço é utilizada por empresas de pequeno porte que, para economizar com a aquisição ou aluguel de imóveis comerciais, juntam-se a outras empresas e dividem o mesmo espaço físico. Geralmente essa prática está mais associada a empresas de tecnologia e comunicação, mas a possibilidade de gerar menos despesas tem atraído profissionais de diversos segmentos.

O conceito de cohousing também é de fácil compreensão para os brasileiros. Surgida na Dinamarca durante a década de 1970, esse modelo de moradia reúne diversas famílias e/ou grupos de pessoas em residências individuais ocupando o mesmo terreno com estruturas compartilhadas entre si. Trata-se de uma variação mais moderna dos condomínios, por exemplo, onde cada morador tem seu próprio espaço, mas também tem acesso às áreas comuns. No cohousing, a inovação está no compartilhamento não apenas do espaço, mas também dos recursos, através da organização de caronas, lavanderias coletivas, refeitórios, entre várias outras possibilidades.

O coliving também é uma modalidade parecida com outro tipo de moradia bastante popular no Brasil, principalmente nas cidades com alta concentração de estudantes universitários: as repúblicas. Enquanto as repúblicas são formadas com base na ideia de dividir os gastos e facilitar a criação de laços entre os estudantes, o coliving é voltado para pessoas um pouco mais velhas, que geralmente já passaram pela etapa da graduação ou pós-graduação. Além da divisão de despesas, esse modelo também pressupõe o compartilhamento de recursos, buscando uma vivência mais sustentável nas grandes cidades.

“Felizmente, o mercado imobiliário conseguiu apreender esse legado proposto pela modernidade: as coisas não precisam ser como sempre foram. Com novas demandas, surgem novos produtos e serviços e é assim que o mercado funciona e a roda da economia continua girando. Nossa proposta, como profissionais do segmento imobiliário, é entender qual é a real necessidade de cada cliente e oferecer exatamente o imóvel que vai contemplar sua demanda”, explica Wingrid Xavier, diretora comercial e marketing do Grupo Promoval (http://www.promoval.com.br).

Fonte: https://www.terra.com.br