Imóveis de 2 e 3 dormitórios são os mais vendidos na cidade.

Montante movimentado no setor imobiliário de Jundiaí totalizou R$ 305,3 milhões de reais — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Apartamentos de 50 a 70 metros quadrados, com 2 ou 3 dormitórios, representam 33% das vendas nos últimos cinco anos em Jundiaí, com aumento expressivo de vendas em 2018.

Conforme detalha o empresário e sócio-diretor da Incorporadora Paes & Gregori, Guilherme Gregori, este segmento atende desde novos casais com até três filhos, casais idosos cujos filhos já não moram mais com os pais, até os solteiros que decidem adquirir o primeiro imóvel, contemplando um amplo leque de perfis em termos de produto, tanto na planta quanto no preço. “É importante que esses produtos, a exemplo de um dos nossos lançamentos (o Raízes Jundiaí), sejam formados por itens de lazer completo, que atendam a todos os diferentes perfis, com quadra poliesportiva e playground para o público mais jovem a salão de festas, churrasqueira, piscina e jogos para toda família”, explica.

Guilherme ressalta que, dentro deste perfil de imóvel, o preço médio das unidades mais vendidas sofre uma grande variação, conforme a localização. “As unidades não contempladas no programa Minha Casa Minha Vida, nas áreas mais periféricas da cidade, começam numa faixa de R$ 4 mil por metro quadrado, enquanto numa área mais central este valor ultrapassa os R$ 8 mil por metro quadrado em alguns casos”, comenta.

Sobre a comercialização de apartamentos, considerando o acumulado deste ano até outubro, Guilherme ressalta que a incorporadora teve um aumento de 88%, em relação ao mesmo período de 2017. “Até o momento, em 2018, foram vendidas 64,7% de unidades acima do número de unidades lançadas. Já até outubro de 2017 esse número foi 32,9%, ou seja, houve um aumento expressivo das vendas, apesar da escassez crescente de imóveis no mercado de Jundiaí, o que fez com que o estoque de unidades tenha caído 43,4% entre outubro de 2017 e outubro de 2018”, aponta.

Guilherme também salienta que é possível observar uma demanda crescente por moradia, apesar da escassez de lançamentos, concluindo que as pessoas estão adquirindo imóveis, ainda que os disponíveis estejam defasados ou numa condição de pagamento extremamente desfavorável, pois ao comprar o imóvel pronto o comprador precisa quitar num curto período após a aquisição ou encarar juros significativos de financiamento. “Esse cenário nos motivou a lançar o Raízes Jundiaí, que chega ao mercado com todas as novidades dos lançamentos mais modernos do segmento e na condição de pagamento na planta, ou seja, 30% do valor total a ser pago nos três primeiros anos, deixando o cliente numa situação mais segura e confortável de pagamento, sem contar com a grande perspectiva de valorização do imóvel, especialmente devido à escassez de oferta no mercado”, diz.

Já o diretor comercial da imobiliária Libório Brasil Brokers, Michael Costa Torres de Lima, informa que, através de um comparativo de outubro de 2017, em relação ao mesmo período deste ano, houve uma crescente de 30% nas vendas de apartamentos em Jundiaí. “Neste período não tivemos muitos lançamentos, pois a cidade estava com muito estoque em salas comerciais e apartamentos de dois dormitórios, com tíquete médio que partia de R$ 215 mil a R$ 315 mil”, descreve.

PRIMEIRO IMÓVEL

O administrador Lucca Gazzola, de 20 anos, está em busca de um apartamento em Jundiaí. “Eu pretendo adquirir um imóvel, pois estou buscando independência familiar, querendo sair de casa e seguir minha própria vida”, afirma.

Ele tem pesquisado para encontrar o apartamento ideal “Minha intenção é adquirir um imóvel de 56m2 a 60m2, afirma.

O administrador Lucca Gazzola pretende adquirir seu primeiro apartamento de 56 a 60 metros quadrados em Jundiaí (Foto: Rui Carlos)

O administrador Lucca Gazzola pretende adquirir seu primeiro apartamento de 56 a 60 metros quadrados em Jundiaí (Foto: Rui Carlos)

Fonte: http://www.jj.com.br

Vinícius Scarton