Especialistas estão prevendo “boom” imobiliário no País.

Criador e dirigente máximo da Cyrela Brasil Really – uma das gigantes na área das incorporadoras e construtoras, operando em 16 estados, 66 cidades brasileiras, além da Argentina e Uruguai -, Ellie Horn, está antevendo um grande “boom” imobiliário no País em 2019. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, afirma, ressalvando que é preciso ajustar alguns pontos da economia para o bem-estar do mercado.

No entanto, Horn está convicto: com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem. A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, festeja.

CAPACITAÇÃO

De olho nessas projeções e atento ao potencial e também às deficiências do segmento no Estado, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul realizou em outubro o I Congresso Imobiliário, com um tema muito sugestivo: A Hora de Se Reinventar. O evento trouxe palestrantes renomados para fomentar a capacitação e a integração dos profissionais imobiliários. Segundo o organizador de evento, Rodney Junior, o Estado tem carência em capacitações imobiliárias.

“Temos quase 10 mil corretores inscritos no Creci/MS e estes quando querem se aprimorar buscam treinamentos em outros estados, justamente por essa razão estamos promovendo esse congresso, trazendo profissionais multidisciplinares que proporcionarão um novo olhar para profissionais daqui”. O reaquecimento do setor, no entanto, já se desenhava no primeiro ano do governo de Reinaldo Azambuja, quando decisões certeiras conseguiram restabelecer a confiança na economia e assim garantindo a retomada dos investimentos.

EVOLUÇÃO

O mercado imobiliário nacional manteve a trajetória de recuperação dos lançamentos e das vendas de moradias nos últimos meses e tende a continuar com bom desempenho neste fim de ano, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os lançamentos de novos projetos totalizaram 21,463 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, avanço de 30,1% em relação aos mesmos meses de 2017.

No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, os lançamentos atingiram 102,552 mil unidades, ante 85,602 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores. As vendas alcançaram 26,187 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, crescimento de 23,1% em comparação com igual período de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, foram vendidas 118,462 mil unidades, ante 93,500 mil no acumulado dos 12 meses anteriores.

Como resultado de vendas maiores do que lançamentos, o estoque de imóveis residenciais novos recuou 13,8% em um ano, chegando a 118,590 mil unidades. Desse total, 23% são unidades na planta, 47% em obras e 30% prontas. Se mantido o ritmo atual de vendas, o estoque seria suficiente para abastecer o mercado por 14 meses.

Fonte: http://www.folhacg.com.br

Por Brayner Silva