Investidor está mais propenso a gastar

Mais animados com a economia e com maior disposição para investimentos, 93% empresários dos ramos imobiliários e turístico no Brasil pensam em fazer algum tipo de investimento este ano.

Segundo pesquisa da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), o maior apelo para receber recursos este ano está em áreas como Loteamento Residencial, onde 80% dos que atuam nesse ramo pretendem fazer algum aporte. Na sequência aparecem Residencial Vertical (67%). Entre os modelos de construção, a menor disposição para investimento ficou para Hotelaria de Negócios, com 66% dos empresários descartando investimentos neste momento.

Na análise por região, a maior parte dos investimentos (34%) deve se concentrar no Sudeste. Seguido por Nordeste (26%) e Sul (25%). Diante deste cenário de maior confiança na economia e mercado 80% dos entrevistados acreditam que o mercado imobiliário e turístico vive agora um momento de retomada lenta, ainda sentindo os impactos deixados pela recessão econômica.

Olhar atento

Enquanto o mercado começa a reagir depois de longa estagnação, foi perguntado aos empresários associados à Adit quais são os fatores que podem colocar em risco o sucesso da empresa. A resposta mais citada foram as questões políticas (33%) seguida pelo ambiente econômico (28%) e questões mercadológicas, lembradas por 16% dos ouvidos (veja mais informações no gráfico).

“Os aspectos mais relevantes e com maior impacto no setor imobiliário atualmente são, especialmente, a disponibilidade de crédito, o juros com tendência de queda, a informação detalhada do mercado, estabilidade política, estratégia e tática de venda e velocidade nas aprovações e parcelamento do solo”, dizia o relatório da entidade.

Quando analisado apenas os empresários que atuam no ramo hoteleiro, 91% dos entrevistados acreditam que o Brasil entrou agora em uma nova curva de crescimento para o setor. Segundo a pesquisa 89% dos empresários que farão investimentos neste ano deverão apostar em empreendimentos voltados para lazer.

Sobre os impactos macro econômicos na disposição dos seus negócios, os empresários ouvidos pela pesquisa feita em parceria com o Grupo Prospecta, reportara que 88% dos ouvidos acreditam que o principal aspecto seja a atual instabilidade política.

Fonte: www.dci.com.br

Paula Cristina • São Paulo