Como mensurar a produtividade no canteiro de obras


A entrega de projetos de qualidade acaba esbarrando no desafio da produtividade

Para aumentar a produtividade é preciso ter capacitação e mão de obra qualificada
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Após a crise que afetou a construção civil em 2014, uma das maiores preocupações do setor atualmente é conseguir gerar novos empregos. Segundo Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital Trabalho Responsabilidade Social do SindusCon-SP – baseado em dados divulgados pelo IBGE – em 2014 eram 3.640.000 trabalhadores com carteira assinada e hoje, quase cinco anos depois, esse número baixou para 2.350.000: “perdemos muita mão de obra nesse período; e como o setor da construção civil é o que mais movimenta a economia do País, então é preciso que se olhe com bons olhos para o setor para que a gente consiga voltar a crescer e se desenvolver”, destaca. Logo, o profissional que atua na obra acaba tendo como desafio entregar projetos de qualidade e com menos tempo, mas acaba esbarrando no desafio da produtividade. Para isso, a questão do planejamento do canteiro de obras, produtividade e novas tecnologias precisa estar completamente integrada, além dos processos organizados de maneira estruturada a fim de promover os avanços necessários para o setor.

Para Ishikawa, em todas as áreas que estão ligadas a atividades mais operacionais da construção civil é preciso estar qualificado para atender às demandas de um mercado cada vez mais competitivo. Na parte operacional do canteiro de obras, por exemplo, é importante que o profissional da construção civil esteja bem qualificado para atender às expectativas do empregador. Como toda a cadeia da construção civil está em amplo desenvolvimento, principalmente da parte tecnológica, o profissional da área também precisa se antecipar para poder se adaptar a essas novas tendências; e para aumentar a produtividade é preciso ter capacitação e qualificação da mão de obra, então é preciso estar ligado às novas tendências do mercado. “Em projetos MCMV, por exemplo, não contratamos carpinteiros e pedreiros e, sim, montadores de fôrma; então são novas atividades que vão surgindo no mercado, além de atividades ligadas a novas tecnologias”, destaca. “Existem cursos muito bons no Senai-SP”, ressalta Ishikawa. “Então, é muito importante que o profissional faça cursos de qualificação em vários setores”, orienta.

O drama da reforma da previdência

O Brasil está muito ligado à questão da reforma previdenciária e o andamento do setor está dependendo da aprovação e da retomada da confiançapor parte dos investidores, fazendo com que a expectativa melhore bastante. “Por enquanto, tudo está meio morto no setor da construção civil”, ressalta o vice-presidente do SindusCon-SP. Ele ressalta, ainda, que no momento estão sob uma tendência de tentar desenvolver o setor da construção civil, pois em 2018 a expectativa era melhor, mas não foi muito bem. Para 2019, no entanto, é positiva, mas há a precaução em aguardar um posicionamento no governo devido a questão da reforma previdenciária. Para o responsável pelo departamento de responsabilidade social do Sinduscon-SP, como o setor da construção civil depende muito da confiança e dos investimentos, então, se não há a questão da credibilidade o mercado não cresce.

Fonte: www.mapadaobra.com.br