Para BTG, Trisul tem desempenho superior a pares no segmento de médio alto padrão

Investing.com – O BTG Pactual (SA:BPAC11) avalia que a Trisul (SA:TRIS3) passa por uma realidade muito melhor que a maioria das construtoras de médio e alto padrão. Um dos principais fatores que traçam a diferença para outras construtoras é o nível de estoque perto do zero em imóveis acabados, de aproximadamente R$ 30 milhões. As informações constam de relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.

Com isso, as ações da construtora avançam 2,56% a R$ 5,60.

Outro ponto positivo apontado pela equipe do banco é a alavancagem muito baixa, além do crescimento expressivo nos resultados. Os analistas destacam que, apesar do ativo não estar na cobertura do BTG, a companhia deve entregar resultados sólidos e, anualizando o primeiro trimestre (ROE de 17%), as ações estariam sendo negociadas a apenas 7,5x P/E 2019E, o que se mostra atrativo. Apesar das recentes altas, o banco entende que ainda há espaço para mais.

O documento do banco destaca ainda que a construtora tem um banco de terrenos de R$ 1,5 bilhão de valor de venda potencial, o que é suficiente para os lançamentos de 2019 e 2020. A estratégia agora está na compra de áreas de olho em 2021.

Os analistas destacam a estratégia da companhia é de alta rotatividade, não tendo interesse na aquisição de muitas áreas para poder impulsionar os ROEs. Eles destacam que a empresa está confiante de que os ROEs podem aumentar muito, pois as receitas estão aumentando.

No acumulado do ano, a Trisul lançou R$ 376 milhões e as vendas brutas foram de R$ 380 milhões, o que significa que elas já alcançaram 54% da meta inferior de R$ 700-800 milhões para lançamentos e vendas brutas para o ano fiscal de 2019.

A administração manteve o guidance, mas concordou que há fortes chances de superá-la graças à demanda realmente forte, uma vez que os projetos lançados em 2019 já estão quase 60% vendidos. Com mais lançamentos no 2S19, a Trisul também está otimista de que os preços das residências aumentarão em São Paulo, com demanda alta nos bairros premium.

Fonte: br.investing.com