Enterro sustentável? Arquitetos criam local para “compostagem humana”

Com 1719 m², empreendimento é alternativa mais ecológica ao enterro tradicional e tem inauguração prevista para 2021

Com a crise climática cada vez mais sem controle, a prática da sustentabilidade no dia a dia é quase uma obrigação da sociedade contemporânea. Na rotina, já sabemos que várias atitudes podem ser tomadas para se levar uma vida sustentável e ecológica. Mas, e depois da morte?

A contaminação do solo e dos lençóis freáticos por necrochorume, por exemplo, é um dos muitos problemas causados pelo enterro tradicional nos cemitérios. A cremação também não fica de fora: o método libera quilos de CO2 capazes de destruir a camada de ozônio, intensificando o efeito estufa e os impactos das mudanças climáticas.

Pensando em criar alternativas sustentáveis para o sepultamento, a empresa Recompense desenvolveu um local para compostagem humana em Seattle, nos Estados Unidos. Com 1719 m², o empreendimento foi projetado pelo escritório Olson Kundig Architects e tem inauguração prevista para 2021.

A construção é a primeira do tipo a oferecer o serviço em larga escala ao público. Em 2008, Washington tornou-se o primeiro estado americano a legalizar a prática da compostagem de humanos no país.

Realizado em uma estrutura própria para o procedimento, o processo requer cerca de um oitavo da energia necessária para a cremação e economiza uma tonelada métrica de dióxido de carbono por pessoa em comparação às práticas tradicionais. Segundo a empresa, o material rico em nutrientes do corpo humano resultante do processo ainda pode ser usado para o cultivo de plantas. 

A compostagem humana se dá em uma espécie de estufa que abriga os corpos em uma estrutura monitorada, modular e reutilizável coberta por lascas de madeira. Ao controlar os índices de carbono, nitrogênio, oxigênio e umidade, o sistema cria o ambiente perfeito para micróbios termofílicos e bactérias decomporem toda a matéria orgânica, incluindo ossos e dentes. 

Além das câmaras de decomposição, o local contará também com espaços para a realização de cerimônias e velórios. O projeto é rodeado por árvores e jardins verticais, enquanto a madeira marca presença tanto nas partes estruturais quanto decorativas dos espaços. Confira mais detalhes: 

Fonte: https://casavogue.globo.com/