Nunca esteve tão bom financiar a compra da casa própria

Queda na taxa de juros faz bancos lançarem novos produtos para atrair quem está interessado em adquirir imóvel

A taxa Selic, que é referência para definir os juros do financiamento habitacional, está no nível mais baixo da história (4,25%). Isso levou os bancos a se voltarem para quem quer comprar a casa própria, criando novos produtos. Já existem instituições dispostas a financiar 90% do valor do imóvel, ou seja, o contratante só precisa ter 10% dos recursos para dar a entrada e pegar as chaves em mãos. Atualmente, a maior taxa de juros entre os bancos que operam com esse tipo de financiamento é de 7,30% ao ano. E a tendência é de redução. 

De acordo com analistas de mercado, cada ponto percentual que cai nos juros do financiamento representa até 8% a menos no valor da parcela da casa própria. Por isso, os observadores estimam que nunca esteve tão em conta financiar a compra de um imóvel. A percepção do consumidor é a mesma, como indica pesquisa do índice FipeZap, divulgada em fevereiro de 2020. Dos entrevistados, 38% disseram que têm intenção de comprar imóveis nos próximos meses. Na pesquisa anterior, de 2019, esse percentual era 26%.

Segundo o diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, os financiamentos imobiliários são de “alto valor e de longo prazo”. “Por isso, qualquer redução de juros, por menor que seja, sempre traz benefícios ao consumidor”, diz. De olho no aquecimento do mercado, a Caixa Econômica Federal lançou uma modalidade nova para quem busca comprar a casa própria: o crédito habitacional com taxa fixa.

As condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados, com quota de financiamento de até 80% do valor da unidade. O cliente poderá escolher entre os sistemas de amortização SAC (com parcelas decrescentes), para contratos de até 360 meses, ou Price (parcelas fixas), para financiamento de até 240 meses. As contratações estão disponíveis desde 21 de fevereiro, com juros de 8% a 9,75% ao ano, dependendo do tempo de financiamento e do relacionamento do cliente com o banco.

Caixa Econômica agora tem 3 modalidades de financiamento imobiliário

Agora, a Caixa tem 3 modalidades de financiamento imobiliário. Além da taxa fixa, oferece o crédito habitacional corrigido pela inflação, cujos juros que variam de 2,95% a 4,95%, e o tradicional crédito pela TR, com taxas que vão de 6,5% a 8,5%. Já os demais bancos com abrangência nacional continuam trabalhando com o crédito indexado pela TR e juros maiores que os praticados pela Caixa Econômica Federal. Veja:

Itaú
– Taxa mínima de juro para as linhas de crédito imobiliário a partir de 7,45% ao ano + Taxa Referencial (TR), variando de acordo com o perfil do cliente e do imóvel.
– Percentual de financiamento: até 82% do valor do bem.
– Tempo máximo de parcelamento: 360 meses.

Banco do Brasil
– Taxas a partir de 3,45% ao ano + IPCA ou 7,20% ao ano + TR, recentemente revisadas após as últimas quedas da Selic.
– Financia até 80% do valor de avaliação de imóveis residenciais e comerciais nas linhas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e da Carteira Hipotecária.

Bradesco
– Taxas têm como banda mínima TR + 7,30 % ao ano.
– Limite de financiamento é de 80%.
– Pagamento em até 360 meses.

Santander
Taxa mínima de juros pode chegar a 7,99% ao ano + TR.
Financia até 90% do valor de imóveis residenciais na modalidade de parcelas atualizáveis (Sistema de Amortização Constante, o SAC).
– Financiamentos são parceláveis em até 420 meses.

Entrevistado
Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (via assessoria de imprensa)
Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
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Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/