Dados reforçam a força da construção para a economia

Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos

A semana que passou trouxe dados importantes para a economia brasileira. Mas especificamente para o setor da construção civil, responsável por mais de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que mede a geração de riqueza do País. Após cinco anos de queda, o segmento fechou 2019 com crescimento de 1,6%. Para os mais críticos, a alta divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) pode parecer pequena. Mas quando olhamos o período que vai de 2013 a 2018, foram seis anos de quedas consecutivas.

A retração do setor trouxe na esteira conseqüências sérias, como redução de lançamentos, de investimentos, geração de receitas para municípios, estados e União e, o mais grave, na dispensa em massa de empregados. Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos, com a construção civil sendo a maior geradora de vagas na Região Metropolitana de Campinas.

A retomada do PIB também foi e esta sendo sentida fortemente através dos créditos imobiliários, outro indicador importante para medir a temperatura desse mercado. No último dia 28 de fevereiro, números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram que os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para aquisição e construção de imóveis cresceram 42,7% em janeiro em comparação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,27 bilhões. Foi o melhor resultado para o mês desde 2016.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2020, foram aplicados R$ 80,9 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, alta de 37,9% sobre os 12 meses anteriores.

Os números positivos, no entanto, não param por ai. Com as quedas das taxas de juros para o menor patamar da história, a busca de investidores pelos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) também teve um salto impressionante. Somente em 2019 o Brasil ganhou 427 mil investidores novos. Terminamos o ano passado com um total de 633 mil investidores em fundos imobiliários no total. As pessoas físicas, que antes buscavam garantir uma renda extra com ganhos de juros, já respondem por 72% do volume negociado.

Um quarto dado, também importante e bastante significativo, é com relação às empresas do setor imobiliário. Aproveitando a queda da taxa de juros (Selic) e a redução de ganhos do mercado, as construtoras decidiram buscar recursos através de lançamento de ações no mercado. Somente nesta semana tivemos três construtoras anunciando pedidos de registros para IPO na bolsa de valores.

Os números trazem boas perspectivas, tanto para o setor como a economia, para os próximos anos. Seja para os negócios, para os cofres públicos e, principalmente, para os trabalhadores. Tudo isso vai resultar em mais contratações em todos os setores.

Vale lembrar que a construção civil é a maior geradora de empregos do país. Ela vai além das construtoras e imobiliárias, e fabricantes e peças e materiais. Ela abrange ainda urbanismo, estradas e infraestrutura. Para cada vaga direta, outras 4,5 indiretas são criadas em toda a cadeia construtiva e outros setores, como eletrodomésticos, veículos, entre muitos outros.  

Francisco de Oliveira Lima Filho Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne empresas associadas e 60 empresas parceiras como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais, investidores e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil. https://habicamp.com.br/

Fonte: https://www.acidadeon.com/