Os efeitos da pandemia começam a ser notados no mercado imobiliário.

O resultado de um conjunto generalizado de coisas tem sido notados no mercado imobiliário assim como em diversos outros, mas, no imobiliário especificamente a coisa passou a ser latente.

Já se notam nos stands de vendas e nos atendimentos online que o isolamento social, o trabalho HOME OFFICE, o distanciamento, mais espaços e a busca por melhores condições de habitabilidade e qualidade de vida familiar, são fatores fundamentais nas procuras por imóveis de moradia.

Fatores como a distância do trabalho, são suplantadas pela necessidade de dar a família uma melhor qualidade de vida. Nesse aspecto talvez estejamos na iminência de trazermos a baila a implementação das verdadeiras EDGE CITY, tão comuns e valorizadas pelos americanos. Nesse aspecto, tanto a infraestrutura viária quanto o crescimento ordenado dos centros periféricos das grandes cidades deverão ganhar corpo. Novos horizontes de crescimento e desenvolvimento tomarão forma nas urbanizações de cidades e núcleos de moradia, privilegiando o convívio.

Outro fator, até então levados com dificuldade pela cultura latino americana, o trabalho HOME deverá ditar as organizações dos novos lares. A busca por espaços e delimitação de um setor que se distinga da intimidade da família deverá ter uma nova preocupação.

As grandes aglomerações que ditavam as regras dos novos núcleos de moradia serão repensadas, afinal, o país chamado Brasil tem extensão territorial imensa  e ocupação física altamente concentrada.

Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território nacional

Edson Simões, executivo do setor, diretor da SIMIL, Serviços Intelectuais de Marketing Imobiliário afirma que nos plantões de vendas da empresa esses sinais estão sendo evidenciados e foram detectados imediatamente depois de algumas dezenas de dias após o início do isolamento social e foi se sedimentando ao longo do tempo. “Até mesmo produtos que inicialmente estavam caracterizados como destinados ao lazer, tem hoje como público alvo espaços para moradia, como é o caso de Santo Antônio do Pinhal, nessa busca por distanciamento e qualidade de vida”. afirma o executivo.

Itens como segurança e lazer, que já vinham sendo bastante procurados continuam sendo importantes na hora da compra, mas, o fator decisório hoje leva em conta outros itens que atendam essa nova demanda causada pela pandemia. Exemplo disso são os loteamentos fechados e os bairros planejados numa distância média da capital que tenham terrenos de tamanhos médios para construção de uma boa residência.

“A verdade é que novos padrões de exigências estão surgindo e precisamos atender esse novo publico alvo. É preciso que o mercado imobiliário se adapte aos novos tempos e isso nosso setor sabe fazer rapidamente como nenhum outro, afinal somos a vanguarda do desenvolvimento.” afirma Edson.

Para atender esse novo público, mais exigente e sabedor do que procura, será necessário que também o Corretor de Imóveis se atualize e se modernize com as novas ferramentas e formas de apresentação dos produtos levando acima de tudo a informação completa e visual de seu negocio ate o cliente, rápida e facilmente.

Já ao Consultor Imobiliário, cumpre a tarefa de formatar bons produtos atendendo essa demanda sem inviabilizá-los comercialmente, antenados com os anseios do empreendedorismo, casados com o comprometimento do desenvolvimento das cidades e atualizados com o crescimento brasileiro que embora tenha tido a necessidade de recuar um pouco como aconteceu com o mundo, certamente vai acontecer. A urbanização racional esta apenas começando! 

Por Edson Simões